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domingo, 10 de setembro de 2017

Segredos de um Crime

Daisy, com voz de choro, falou para o Edgar não atender a porta, poderia ser a tia que veio atrás da Luana.
— Shiu! — calma e fica quietinha!
Ele foi até a fresta de uma janela e viu um taxista, foi dedução, pois o táxi estava parado do outro lado da rua.
O Edgar abriu a janela e atendeu o homem. Ele queria saber se sua passageira ia ficar, pois ele precisava voltar para São Paulo.
— Ela vai ficar, o senhor pode ir, obrigado!
— Ela tem que acertar o valor da corrida.
Após perguntar quanto era o Edgar pegou sua carteira e saiu pela porta da cozinha e pagou o homem. A seguir o taxista se foi sem mais perguntas.
— Precisamos manter a calma e nos concentrarmos na ocultação do corpo — falou o patrão ao retornar à sala.
Depois pediu que eu ficasse quietinha para não espalhar sangue pela casa. Ele trouxe a sua toalha de banho levemente umedecida para limpar meu corpo. Começou passando em meu rosto e perguntou se eu tinha certeza que não estava ferida, pois estava banhada em sangue. Eu já havia respondido que não.
A toalha geladinha deslizou pelo meu pescoço, seios, ventre e chegou em meu sexo. Ele perdeu um pouco mais de tempo entre minhas coxas fazendo uma limpeza carinhosa em minha parte íntima. Virei para que fizesse o mesmo em minha bunda.
Quando terminou a “limpeza” em meu corpo, mandou-me para o banho. Ele faria uma lista e iríamos às compras assim que eu estivesse pronta.

— Você tá doido? — isso lá é hora de pensar em compras?
Se eu não estivesse tão traumatizada com a situação, teria gargalhado de mim mesma quando ele explicou que era a compra do material necessário para sumir com o corpo.
Ele pegou a bolsa da mulher, tinha $2.500 em dinheiro. Enfiou a grana em seu bolso. Claro que tive uma rápida sensação de perda e até pensei : “E a minha parte? Afinal fui eu quem abateu o monstro.“ De pronto ele disse que compraríamos as coisas com aquele dinheiro, não poderíamos vacilar usando cartão de banco.


Enquanto a Daisy se banhava o Edgar olhava o histórico de ligações do celular da falecida. Viu que as duas últimas foram no dia anterior para a tia às 18:11, foi logo após fecharem a loja, a outra às 20:18. A primeira de cinco e a segunda de dois minutos de duração. Não havia chamadas que pudesse ligá-la à casa da praia ele deduziu. Retirou o chip e a bateria do aparelho.
O homem achou prudente limpar aquele excesso de sangue antes de saírem. Usou a mesma toalha para tanto. A seguir colocou o pano ensanguentado dentro de um saco de lixo, assim como os pedaços da cadeira quebrada.
Pouco depois o casal saiu e rodaram por quilômetros comprando além dos sacos de lixo, material de limpeza e ferramentas para cavar. Também um galão de gasolina e uma faca grande. Tudo à dinheiro, em lugares diferentes e distantes uns dos outros.
— Prá que a faca? — tem faca lá na cozinha — indagou a garota.
Ela ficou sem fala e arregalou os olhos quando ele disse que precisavam de uma que poderiam jogar fora depois de esquartejarem o corpo, já que era impossível carregá-lo inteiro.
Ela fez “Em nome do Pai” e disse que não conseguiria fazer isso. Friamente ele disse que ela precisava ser forte, ou estaria tudo perdido.
Só faltava comprar um saco de cal e voltariam para a casa, mencionou o Edgar.
— Cal? — porque não compra látex?
— É para colocar na cova, reduz o odor — não é para pintar.
— Ah, bom! — entendi.

Horas mais tarde, uma das partes mais difíceis daquele pesadelo estava concluído, o esquartejamento. Os sacos contendo partes do corpo e material usado no trabalho e também na limpeza da casa, estavam no quintal dos fundos aguardando a noite chegar para efetuarmos a desova. Tudo feito segundo as instruções do homem.
— Você já fez isso antes, Edgar? — quero dizer, ocultar um cadáver?
— Não, mas já pensei em fazer e estudei bastante sobre o assunto.
— Eu percebi.

No início da noite nós enchemos o porta malas da Tucson com os sacos e demais apetrechos que usaríamos. Na sequência partimos em direção a Bragança Paulista, era onde morava a tia da Luana. Enterraríamos em algum lugar no meio do caminho que não fosse possível relacionar a nós, se por azar alguém encontrasse os restos mortais.
Antes de sairmos ele alterou a placa do carro usando fita isolante. Era para o caso de tomar alguma multa ou de haver câmeras de vigilância pelo caminho que capturasse a imagem do carro.
Deixamos nossos celulares na residência e partirmos por um caminho alternativo via Caraguatatuba e depois São José dos Campos; o homem disse que era mais seguro.
Rodamos por 3 horas sem parar, Igaratá havia ficado para trás e uma placa indicava que Nazaré Paulista seria a próxima cidade. Praticamente estávamos no meio do mato. Ele saiu da estrada pegando uma via secundária, de terra. Depois adentrou com o carro em uma vegetação rasteira em meio a algumas árvores. Era quase meia-noite quando parou e disse que o local era bom e não seríamos vistos trabalhando.
Desligou as luzes do carro e cavamos só com a luz do luar e uma lanterna quando era preciso.


Uma hora e meia depois havíamos cavado um buraco fundo o suficiente para me cobrir em pé. Enterramos somente as partes do corpo. Os sacos, plástico que cobria o porta malas e tudo que foi usado, seriam deixados pouco a pouco durante o trajeto da volta. 
Passava das nove horas, estávamos de volta à casa. Ele fez uma nova inspeção procurando vestígios, depois nos trocamos, pegamos os celulares e fomos para a praia para sermos vistos e fortalecer nosso álibi.
Combinamos de que tudo o que fosse dito sobre o acontecido seria tratado somente pessoalmente e em local seguro, pois as paredes têm ouvidos; a mulher apareceu na casa de praia porque deve ter ouvido algo na loja.
Outro pacto entre nós é de que jamais tocaremos no assunto por meios eletrônicos. Em época alguma.

No domingo, depois de mais um rolê na praia para sermos vistos e um almoço em um restaurante movimentado, voltamos para São Paulo. O corpo estava devidamente desovado e o local limpo. Nossas atitudes nos próximos dias teriam que ser de muita frieza e naturalidade.
***

Semana seguinte em São Paulo

Todo aquele trauma vivido na praia me deixou carente de uma relação que me fizesse esquecer aquela loucura temporariamente. Procurei o Augusto, talvez só ele me fizesse esquecer a tragédia vivida no litoral.
A semana era do feriado de Tiradentes e de novo um final de semana prolongado. Por telefone ele me convidou para passar a sexta-feira (21) em uma chácara em Arujá, uns 50 km distante de São Paulo.
Eu só dei a resposta na quinta, após convencer o Edgar a trocar minha folga de segunda para sexta. Nós estávamos dando um tempo até esfriar o sumiço da Luana. A polícia esteve na loja fazendo mil perguntas para todos depois que o Edgar notificou o desaparecimento.

***

Sexta-feira, feriado

O local da chácara não era em Arujá e sim em Igaratá, 10 km à frente e a poucos quilômetros do local em que fizemos a desova. Os momentos vividos por mim e pelo Edgar durante o último fim de semana ainda estavam martelando a minha mente como se houvera acabado de acontecer.

Fomos recebidos pelos caseiros, aconteceu um imprevisto com o patrão e ele chegaria um pouco mais tarde. E só após a chegada do homem teríamos chance de curtir o WindSurf tão comentado pelo meu acompanhante.
Fui para a sauna com o Augusto. Teríamos algum tempo de privacidade para nos curtirmos. Já dentro do ambiente e somente de toalha, ganhei um abraço por trás e compactuei com suas safadezas deliciosas observando ele soltar a minha toalha que foi ao chão. Suas mãos acariciaram meus seios e direcionaram meu corpo para que sentasse sobre uma de suas pernas. Ele estava acomodado em um dos degraus da sauna. A mão máscula percorreu meus quadris e chegou até o meu sexo. O homem me fez ronronar ao penetrar minha fenda e me tocar com seus dedos ágeis e firmes.
Nossas preliminares estavam mais gostosas a cada dia devido ao nosso avançado grau de intimidades. Com o conhecimento que ele adquiriu dos meus pontos mais sensíveis, conseguiu me transportar para mundos ainda não explorados, tamanho era o prazer.
Nossa viagem terminou quando fomos surpreendidos pelo filho do chefe e sua mulher. Foi constrangedor ser pega arreganhadinha, com as pernas para cima enquanto recebia as últimas gotas de sêmen em meu ânus já todo inundado.
Pouco depois fui apresentada ao restante do pessoal na área da piscina — achei que estava em uma praia de nudismo, pois todo mundo estava nu — o chefe do Augusto me pediu que tirasse o biquíni, era costume da casa todos ficarem ao natural. Argumentei que não estava acostumada e não fui alertada a respeito. Fiquei muito sem graça, uma vez que todos eles me eram estranhos.
O coroa estava praticamente me forçando a ficar pelada. O Augusto tirou sua bermuda e pediu com jeitinho para que eu também tirasse. O patrão ainda estava em cima de mim ansioso para ver minha intimidade. Tirei o top do biquíni, não queria prejudicar meu acompanhante criando um constrangimento só por causa de duas pequenas peças de pano. “Na sauna o filho já tinha visto mais do que a minha nudez, porque bancaria a casta agora, né?” Pensei enquanto terminava de me despir.
Consegui administrar os assédios do coroa safado que me “atacou” nas oportunidades que teve. Consegui levar de boa até a hora que fomos embora. Eu já tinha preocupações demais e não precisava de mais uma.

No dia seguinte (sábado) acordei com batidas em minha porta, olhei as horas, 7h30. “Quem seria tão cedo?"

— Quem é?
— Investigador Freitas do departamento de homicídios.

Continua…

Beijos queridos amigos, até a próxima.

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