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sábado, 5 de agosto de 2017

Apimentando a Entrega (Cesta do Amor)

Daisy chegou em uma pensão no bairro do Bixiga lendo o anúncio de um jornal gratuito. Precisou pagar adiantado os $350 referentes a um mês de estadia para ficar com a vaga, eram as normas da casa. Ela teria que conseguir um emprego em poucos dias ou não teria dinheiro suficiente para o segundo mês. Contudo o emprego não poderia ser oficial com um registro em carteira; ela considerava o fato de que estivesse sendo procurada pela polícia após sua tentativa de homicídio contra o filho do prefeito. Mesmo que os danos causados pelo atropelamento tivessem sido apenas superficiais, aquela família de poderosos estariam atrás dela.

Duas semanas se passaram voando e a recém chegada não conseguia um trabalho alternativo com um mínimo de dignidade, apesar de toda sua dedicação, desenvoltura e simpatia.
Na tarde de domingo, uma das mulheres que morava na pensão e que era conhecida por Tia, teve uma nova crise em seus rins e mal conseguia se locomover. Daisy havia feito amizade com a mulher e se ofereceu para fazer algum chá ou ir comprar algo na farmácia. No final do dia elas fizeram um acordo e a jovem a ajudaria na limpeza de uma casa em que a mulher trabalhava de diarista todas as segundas-feiras no bairro do Itaim Bibi. Ela não conseguiria fazer tudo sozinha nas condições que estava. Pagaria a metade da diária para Daisy. A garota agradeceu e ficou feliz com a oportunidade de ganhar um dinheiro.
O casal de patrões da “Tia” eram proprietários de uma loja que confeccionava e entregava cestas de café da manhã, além de arranjo de flores para diversas ocasiões. O homem folgava as segundas-feiras, pois era ele quem cuidava da loja que abria também aos domingos.
Adélia (a Tia) chegou com Daisy e explicou para o homem o motivo de trazer a ajudante. O quarentão não conseguiu disfarçar o fascínio ao ver a menina pela primeira vez e ela percebeu de imediato que o interesse dele era somente o de levá-la para a cama.
Daisy ainda estava decepcionada e com raiva de homens, havia feito uma promessa que fdp nenhum a faria de idiota novamente. Poderiam ter seu corpo, sim, mas pagariam um preço justo por isso e nunca teriam o seu coração.
A garota astuta e necessitando de dinheiro para se manter sozinha em uma cidade e estado estranho, anteviu a oportunidade de obter algum ganho com aquele homem.
Durante o dia de trabalho Daisy aproveitou cada mínimo instante para seduzir o patrão. Quando Adélia se afastava deixando aquele corpinho angelical sob os olhares gulosos do homem, a garota aproveitava cada segundo para aplicar seu joguinho de sedução. Deixava cair a alça de sua blusinha folgadinha e o tecido leve fazia o restante expondo parcialmente seu seio durinho e juvenil. A garota, entretanto, continuava com seu trabalho de limpeza como se nada de anormal estivesse acontecendo. Seu corpo era despido completamente pelo olhos do homem que a devorava em pensamento.
— Você é uma moça muito linda e atraente, Daisy — arriscou o homem em uma investida, pois ele ainda não estava certo se aquela menina era uma safada ou apenas uma interiorana simplória.
— É só pose, eu não resisto à tentação de parecer sedutora — ela disse e sorriu.
Depois de quebrar o gelo eles conversaram de modo descontraído e se conheceram melhor. Daisy aproveitou o momento e sem fazer cerimônia lhe pediu um emprego fixo. Maliciosamente disse que seria uma boa funcionária e que ele não se arrependeria.

Durante a semana Edgar conversou com a esposa sobre a ideia de contratar mais um empregado e ampliar o raio de entrega. Recentemente o negócio expandiu também para o happy-hour incluindo cervejas geladas, vinhos, destilados, queijos e frios nas entregas. Precisariam de mais um funcionário além do rapaz que já trabalhava para o casal. Era uma ideia para o futuro, mas o patrão antecipou para ter Daisy por perto permanentemente.
Tudo foi acertado com a patroa. Na semana seguinte a menina foi até a loja — no bairro de Moema — para conversar com eles. Ofereceram-lhe o emprego de entregadora, já que ela sabia pilotar motos, faria entregas com um ciclomotor.


***

O plano de aproximação oferecendo o emprego para conquistar a garota não saiu como o planejado, Daisy era esperta e decidiu dificultar para o patrão se valorizando, mas continuaria o seduzindo, pois pretendia alçar voos mais altos com esta relação e não apenas se deitar com ele de vez em quando em troca do emprego.

Final de mês, Daisy teria que pagar até a manhã do dia seguinte os $350 correspondentes ao novo mês de estadia. Só lhe restavam $400, se pagasse pela vaga ficaria sem dinheiro suficiente para se alimentar e para condução, já que receberia seu pagamento por aquela primeira semana de serviço alternativo só no dia 10 e ainda era menos do que precisava no momento.


Em sua última entrega de cesta de happy hour daquela noite, o cliente havia levado um fora da namorada. Quando Daisy chegou com a encomenda o homem parecia bem abatido, seu comportamento inseguro e de coitadinho até faria algumas mulheres sentirem pena dele. Falou que era seu aniversário e a namorada o abandonara naquele dia especial em sua vida. Óbvio que a cena de sofrimento e de se fazer de vítima era para mexer com a sensibilidade da moça. Depois ele partiu para o bote a convidando para entrar. Foi insistente para que a garota o acompanhasse em uma taça de vinho.
— Vem cá! Eu não mordo, não com força — e riu descontraído.
Mesmo receosa Daisy concordou em entrar.
— Não tem mais ninguém aqui? — ela perguntou ainda indecisa.
Eles estavam sozinhos na residência, mas o cara 
 não forçou a barra, continuou simpático e conquistador. A jovem descontraiu e tomou uns goles em consideração a caixinha especial que havia recebido. Entre um papo e outro ela levantava o moral do homem de baixa autoestima. A investida do cara era improdutiva, com uma paquera enferrujada ele tentava seduzir a moça para que ela ficasse em sua companhia naquela noite. A conversa subitamente incendiou.
— Eu preciso conseguir trezentos reais nas próximas duas horas e só tenho o meu corpo para vender. Você quer fazer negócio? — falou Daisy sem meias palavras.
Rolou... Chegaram a um entendimento. Os beijos e carícias começaram na sala e ficaram ardentes. No caminho até o quarto havia uma trilha de roupas jogadas ao chão. Uma calcinha vermelha e de rendas era a última peça que estava próxima à cama em que a menina nua, deitada de costas recebia o homem por cima dela. O cara que a princípio fez papel de coitadinho era um amante impetuoso, deu uma e mais outra sem sair de cima ou tirar de dentro da moça que soube ser carinhosa. Ela o fisgou pelo sexo, o homem arriou as quatro rodas pela garota e esqueceu a regra básica do jogo da sedução: nunca se apaixone.

Mais tarde, depois de mais uma ducha ela se vestia para ir embora.
O homem carente e insaciável choramingou pedindo que não fosse e não o deixasse sozinho naquela casa.
— Fica! — Eu tô pedindo.
— Hoje eu não posso, mas haverá outros dias e você sabe onde me encontrar. A menina aprendeu rápido a ser profissional.

Continua…

Beijos Queridos Amigos, Até a Próxima.

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