Social Icons

sábado, 12 de agosto de 2017

Banho de Mangueira

Daisy não se arrependeu de ter transado por dinheiro com o Augusto (o cliente), se tivesse que continuar vendendo seu corpo para ele para poder sobreviver naquela selva ela o faria sem problemas. “O dinheiro que ele me deu por duas horas de carícias era quase a metade do que ganharia em um mês de trabalho na loja. Tudo bem que foi um dia excepcional e as coisas feitas de improviso, pensava Daisy. Não me sinto tão mal quanto achei que me sentiria ao partir para esta atitude desesperada. O resultado até que foi bem satisfatório.”

O mesmo cliente solicitou uma nova entrega na sexta-feira seguinte. Naquele mesmo dia o Edgar (o patrão) a surpreendeu com presentes e um convite para almoçarem na segunda-feira, dia em que ambos folgariam. Claro que ele tentou fazer tudo discretamente sem chamar a atenção de outros, porém sua gentileza com a jovem começava a despertar o interesse dos demais funcionários. Ela curtia a atenção, no entanto estaria no inferno caso a patroa percebesse o interesse do marido pela funcionária, a corda arrebentaria do lado mais fraco como sempre acontece.

A preferida do patrão ganhou um vestido, conjunto de lingerie, bolsa e sapatos. Era para usá-los no encontro que teriam no almoço agendado.

Naquela noite de sexta-feira ela foi fazer a entrega da cesta de vinhos e queijos do Augusto. Dessa vez foi ele quem fez a oferta para tê-la em sua companhia. Ela já esperava pela proposta e já tinha um sim como resposta. Ainda era cedo e a garota tinha entregas para fazer. Combinaram que ela voltaria ao final do seu expediente.
“Ele me agarrou quando virei as costas para sair. Seu abraço forte me fez sentir o volume roliço sob suas calças e sobre as minhas. Aquilo mexeu comigo, eu queria era sentir seu corpo sobre o meu e o seu pau inteiro dentro mim. Não aguentava mais, faltou pouco para dar um foda-se e fugir do trabalho.”
— Me aguarde, essa noite serei sua até de manhã.
— Esperarei ansioso. Não gaste toda sua energia trabalhando — ele brincou.

Passava das 22h30 quando ela retornou à residência, disse que só precisava de uma ducha e depois o compensaria pela espera. No entanto, minutos depois, foi ele quem a fez delirar mais uma vez:
— Ahhh! O que você consegue fazer com a sua boca no meu corpo é de enlouquecer — ela murmurou gozando na boca do homem enquanto se contorcia feito um réptil.

Eles fizeram amor por horas naquela noite. Os intervalos foram apenas para comer e beber, pois ninguém é de ferro.
Antes de adormecer, aninhada nos braços do companheiro, ela foi amável exaltando o homem:
— Você me enlouqueceu da outra vez, mas hoje, fala sério, foi demais — e dormiu com um sorriso no rosto.

Na manhã seguinte (sábado) ela foi direto para a loja. Ao final de mais um dia de expediente, Luana, a patroa, deixou a chave dela com a Daisy. A dona não trabalha aos domingos e o patrão iria chegar um pouco mais tarde, pois o casal iria em uma festa naquela noite de sábado.
A moça jantou em uma padaria e chegou na pensão depois das 23h naquele sábado, só pensava em um banho morno e dormir para acordar cedo no outro dia. Contudo dormiu sem o banho, a residência estava sem água por causa de uma manutenção na rede local.

Daisy chegou uma hora mais cedo na loja naquele domingo, iria tomar um banho antes de começar o trabalho. Seria uma ducha improvisada usando um chuveirinho ligado à uma mangueira e que era usado para regar plantas. Nos fundos da loja ela tirou a roupa e se arrepiou todinha com o contato da água fria em seu corpo. Menos mal que era um dia de verão.



A jovem estava na fase final do seu banho quando ouviu o apito característico do alarme da porta quando a mesma é aberta. Ficou apavorada pensando que poderia ser algum invasor, pois era muito cedo para ser o patrão. Ela cobriu o seu corpo nu e molhado apenas com o agasalho de malha. Foi com cautela para o salão principal… Quase caiu para trás ao dar de cara com um homem.
— Deus do céu! Quase me mata de susto — ela falou com o patrão.
Ele a havia segurado no instante que a moça tropeçou ao recuar com o susto. O agasalho com capuz a princípio cobria somente as suas partes mais íntimas, suas pernas torneadas e de coxas grossas e úmidas era uma visão agradável de se ver. Ela havia soltado as mãos que mantinham a roupa fechada ao tentar se equilibrar segurando em algo. O agasalho abriu exibindo os seus seios e também seus pêlos pubianos para deleite do patrão.
Daisy conseguiu firmar o corpo com a ajuda dele, se cobriu novamente olhando assustada e envergonhada para o homem. Edgar a abraçou carinhosamente.
— Hei, calma! Você está tremendo.
A funcionária se desculpou por estar tomando banho na loja, depois tentou explicar sobre a falta de água na pensão. O homem a interrompeu no meio da fala e arriscou roubando-lhe um beijo… Ela ficou estática sentindo os lábios dele nos seus, sua mente raciocinava em velocidade tão absurda que até parecia que o homem se movia em câmera lenta. Deduziu que seu emprego estaria por um fio se o recusasse novamente, pois não era sua primeira tentativa desde a sua admissão na loja.
Moderadamente ela correspondeu ao beijo, porém sentiu aversão às mãos masculinas que percorriam o seu corpo tentando tirar o seu agasalho. Daisy tentou evitar a princípio, porém ele insistiu na tentativa e a garota cedeu soltando a blusa e ficando à mercê dele. O patrão abriu a roupa e admirou seu corpo, fez carícias em seus seios de mamilos intumescidos. Terminou de despi-la e a puxou pela mão em direção ao seu escritório. Se acomodaram em um pequeno sofá.


Foram poucas as preliminares até ele a acomodar sentada de pernas abertas sobre ele e a penetrar.
Entre troca de beijos e frases sem sentido o homem segurou em sua bunda e a fez subir e descer continuamente.
De olhos marejados Daisy não se sentia em uma relação sexual e, sim, como se pagasse uma penitência. Ela fez a sua parte dando gemidinhos e remexendo sobre o membro firme que entrava e saia cada vez mais rápido de dentro de sua vagina.
Edgar chegou ao clímax, seus movimentos ficaram suaves, lentos e por fim ficou estático. A garota sentiu os últimos espasmos do pênis que perdeu a rigidez e tamanho. Considerou aquela etapa como cumprida.
O homem envolveu a menina com um braço colando o corpo quente e macio ao seu, com a outra mão afagou os cabelos longos e castanhos do anjinho, ainda ofegante, que repousava com a cabeça tombada em seu ombro. Ele sorriu satisfeito com aquela loucura e o prazer que ela lhe proporcionou.

Durante aquele dia de trabalho Daisy comentou o quanto era ruim a pensão em que residia. Que sentia medo de ser abusada por homens e até por mulheres que lá viviam.
— Você precisa arrumar um lugar melhor para morar — falou o patrão.
— Eu sei, mas não tenho como fazer isso sozinha. Você me ajuda a ir para outro lugar?
Ele não teve tempo de responder, foram interrompidos por um outro funcionário, contudo o semblante dele a deixou com a impressão de que a resposta seria um sim.

A garota saiu para mais uma entrega naquela manhã. Aproveitava os momentos solitários para conversar com seu eu interior:
“Meus interesses são momentâneos, dedico minha atenção integral somente às necessidades básicas do meu dia a dia. Não sinto necessidade de diversão ou lazer e nem de envolvimento amigável com pessoas; ainda reside raiva e amargura dentro de mim. Faço planos para ter segurança e estabilidade em um futuro próximo, mas nesse instante o que posso fazer é continuar vivendo apenas um dia de cada vez.
E com o Augusto…Será que ainda é só um negócio?”


Ela se recusava a responder aquela pergunta ou de pensar a respeito, continuaria dando um passo de cada vez.

Continua…

Beijos queridos amigos, até a próxima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 

Translate

Total de visualizações de página