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domingo, 27 de agosto de 2017

Núpcias e Segredos

Comecei o dia com uma grande notícia: a quitinete que o Edgar alugou pra mim ficou pronta e eu poderia mudar na segunda feira, era quando ele iria comigo pegar as chaves. Eu nem a vi e só sabia que ficava em Santo Amaro, um bairro da zona sul de São Paulo, contudo estava contentíssima em poder morar sozinha, ter privacidade e um banheiro só pra mim.
Eu também estava feliz por outro motivo, no sábado anterior, em meu encontro com o Augusto em que lhe dei o “brinde”, ele me fez desejar que o tempo parasse naquela noite de orgasmos múltiplos. Como que ele consegue ser tão gostoso?Ele me fez trabalhar feliz na manhã daquele domingo, e não foi apenas pela saideira matinal que energizou meu corpo e o meu coração, mas também pelo convite para irmos ao cinema no próximo sábado, haveria um filme ótimo estreando e ele só gostaria de assistir se fosse em minha companhia (palavras dele).
Amei o convite, não que eu seja doida por cinema, mas por ser um encontro não profissional. Não queria mais encontrá-lo apenas quando estivesse me pagando, eu o queria ao meu lado porque ele me diverte com seu papo sem compromisso. Até suas cantadas furadas me fazem rir.
Já como homem e mulher o lance fica sério, a química entre nós é muito louca. Eu flutuo a cada abraço carinhoso, a cada beijo gostoso e chego às nuvens quando a sua boca desliza em minha pele. O odor agradável dos nossos corpos quentes, suados e fundidos como se fossemos um só ser, é um tempero a mais para apimentar a nossa “batalha” de amor.
O cara mexeu mesmo comigo, a sensação de prazer que me proporciona em nossas transas carregadas de tesão é indescritível. Sua pegada me surpreende a cada novo encontro.
Enfim, transar com ele é a certeza de acordar na manhã seguinte com um sorriso de felicidade estampado no rosto e o desejo de reviver tudo o mais depressa possível.
A recíproca parece ser verdadeira, o fofo disse que sua vontade era de estar em meus braços todos os dias e que sente falta da minha companhia a todo instante.

***

Jaime (vulgo Jaiminho) era empregado da loja há mais de dois anos, também era entregador. Ele queixou-se com o Edgar dizendo que a Daisy estava escolhendo os clientes que ela atenderia. Por coincidência eram somente os melhores (os que costumam caprichar nas gorjetas).
Sua abordagem não foi bem aceita, ele sentiu seu emprego ameaçado quando o patrão disse em tom autoritário para o rapaz parar de agitar que as entregas e os clientes eram todos iguais.
Daisy acabara de chegar, o patrão mudou sua expressão de irritado para sorridente e todo solícito foi ter com a jovem. O Jaiminho se afastou incomodado com as gentilezas do patrão com a novata, sentiu que rolava um clima. Bater de frente com ela não seria a melhor estratégia.
Ele tentaria o plano B: ganhar a preferência da patroa puxando o saco dela, mas tentaria também queimar o filme da menina com a patroa.

Jaiminho começou a se interessar pelo passado de Daisy procurando respostas para suas dúvidas: por que ela veio para São Paulo se não tinha nenhum parente na cidade? por que não queria ser registrada? Tinha algo a esconder? Estava fugindo?
Após pesquisar na Internet sobre a cidade de origem da garota ele ficou sabendo do caso de atropelamento do filho do prefeito. A notícia dizia que ele saiu do coma e se recuperava rápido.
Em outra matéria, de semanas anteriores, fizeram referência à garota motociclista, de 18 anos incompletos, que evadiu-se do local do acidente: era neta de um funcionário muito ligado à família do prefeito e amiga de infância do filho Paulo (o acidentado). O prefeito havia comunicado à imprensa que o filho havia retirado a queixa contra a garota imediatamente após sair do coma. Disse que a perdoou, pois sabia que não fez por mal. (final da notícia)

Paulinho tomou esta decisão orientado pelo pai, raposa velha da política. No entanto, em conversa reservada entre eles, o atropelado disse que não descansaria enquanto não encontrasse e desse um fim naquela puta vadia.

***

Na segunda-feira o Edgar foi me buscar na pensão, falou para eu pegar todas as minhas coisas e entregar a vaga.
— Mas eu tenho que comprar “de um tudo” para a casa ainda, nem roupa de cama eu tenho… E muito menos a cama.
— Fica tranquila eu te arrumo umas caixas de papelão.
— Engraçadinho!
Ele disse para irmos até lá e depois iríamos às compras.


A minha nova habitação era distante do trabalho, eu gastaria uma hora ou mais de ônibus, mas isso era o que menos importava.
A construção era de dois pavimentos: havia duas casas maiores no térreo, garagem para dois carros e quatro quitinetes no piso superior. Anteriormente era apenas um sobrado com duas casas, o comprador, amigo do Edgar, estava fazendo uma grande reforma. Apenas o meu AP e o do lado estavam prontos e alugados. Nos dois ao fundo faltavam detalhes de acabamento e as casas no térreo ainda pareciam com um canteiro de obras.
Gostei da rua tranquila sem trânsito, na pensão eu acordava no meio da noite com barulho de ônibus e sirenes.

Paramos diante da primeira porta do corredor comprido. Ele me levantou em seus braços como uma noiva na noite de núpcias, mandou eu fechar os olhos e só então abriu a porta e entrou comigo.
— Pode abrir os olhos!
Caraca! Fiquei maluca de felicidade, já tinha cama arrumadinha, sofazinho, mesa, cadeiras, fogão, geladeira, máquina de lavar roupas. Enfim, tinha de tudo e novinho.
— Gostou?
— Eu amei — você é louco, tudo isso deve ter custado uma fortuna.
— Você merece e depois você vê se precisa de mais alguma coisa.
— Você já sabe o que eu preciso agora… É de uma pegada daquelas que você me dá quando me possui.
Dei-lhe um beijo ardente, depois comecei a me despir e caminhar em direção à cama. Deitei só de calcinha.
— Vem, amor! — a minha calcinha de renda pretinha que você me deu está pronta para ser arrancada pelos seus dentes.
A cama nova no lar novo e minha entrega por agradecimento, fez o homem bater alguns recordes. Ele mesmo quem disse.
Estava feliz com o meu cantinho e saberia compensá-lo sexualmente, afinal de contas era somente isso que ele queria… E era somente o que eu tinha para dar.

Continua…

Beijos queridos amigos, até a próxima.

sábado, 19 de agosto de 2017

Motel

Segunda-feira combinamos de nos encontrarmos no restaurante. Ele estava me aguardando quando cheguei, bancou o cavalheiro se levantando e puxando uma cadeira pra mim.
Aproveitamos para falarmos de assuntos que geralmente não entram em pauta quando estamos na loja. Como ele tem mais experiência de vida e mais quilometragem, falamos dele quase o tempo todo.


Daisy se divertia ao perceber a mudança de comportamento do patrão quando sua mulher não estava presente. Até parecia que a dona era mãe dele, uma mãe má e autoritária que intimidava e reprimia o menino com um simples olhar.
Na época em que Edgar conheceu a Luana, ele acabara de receber o pedido de divórcio de Irene — sua ex-esposa e mãe de suas duas filhas —. Estava falido e sem perspectivas futuras. O casamento com a Luana foi sua tábua de salvação.
Um homem sem atrativos e de conversa monótona. Se não fosse o trabalho que lhe toma quase todo o tempo, os seus dias seriam de um grande vazio existencial, já que sua vida afetiva com a mulher é uma rotina entediante. Sua postura é de inferioridade e conformismo perante a mulher que herdou os investimentos, o comércio e também a personalidade forte do pai. Ela é a dona do dinheiro e é ela quem manda. Com um nível plus de obesidade ela não dá grande importância à aparência ou futilidades. Está sempre buscando a possibilidade de ascensão material “possuir é mais importante que usufruir”. Solidariedade e tolerância são atitudes que ela nunca entenderá. Essa é a patroa. 

Passamos o restante da tarde em uma suíte adorável em minha primeira vez no interior de um motel; tudo era novidade. Infelizmente o meu acompanhante não era a pessoa que eu gostaria que estivesse ali comigo. Suas atitudes também não combinavam com o ambiente tão convidativo e aconchegante; o patrão não foi nada romântico. Após alguns beijos e apertos em meu corpo, sem cerimônia arrancou o meu vestido e por alguns segundos apreciou o conjunto de lingerie que ele mesmo havia me dado. A seguir se expressou “poeticamente“ dizendo:
— Você está um puta de um tesãozinho vestida assim.
Ele me fez ajoelhar para abocanhar seu pênis. Permaneceu em pé,agarrado aos meus cabelos e forçou seu pinto em minha boca e garganta. Engasguei algumas vezes e tive ânsia de vômito. Ele percebeu que aquilo não ia prestar, então terminamos de nos despir e fomos para a cama.
O Edgar deitou por detrás de mim, ergueu uma de minhas pernas e se acomodou por dentro delas. Seu próximo movimento foi penetrar minha boceta com rispidez. O homem estava se sentindo poderoso, com a mão em meu pescoço ele virava o meu rosto procurando minha boca com seus lábios ou simplesmente segurava firme me mantendo presa, queria dar a entender que eu estava em seu poder e que era ele quem mandava. As estocadas do seu membro em meu sexo eram tão intensas que o desconforto trazia à tona os meus gemidos mais profundos, em compensação também me proporcionaram uma parcela de prazer.

O desempenho sexual do Edgar superou suas próprias expectativas na companhia da jovem amante. Em virtude dela estar dependendo momentaneamente do patrão, interferiu positivamente na masculinidade do homem. Sua vida sexual com a atual esposa era um fracasso algumas vezes e sem tesão em outras, pelo fato dele se apequenar diante de mulheres independentes. O mesmo ocorreu em seu casamento de seis anos com Irene, sua ex. Conforme ela progredia em sua carreira a dele regredia. Isso o afetou tanto profissionalmente quanto sexualmente.

Daisy percebeu nas entrelinhas dos comentários feitos pelo parceiro, que a química entre eles superava com folga as relações do homem com suas mulheres (atual e ex). Friamente começaria a tirar vantagem daquela relação enquanto o homem ainda curtia o seu momento de glória. Ela pediu sua ajuda para sair da pensão o quanto antes. Ele prometeu que resolveria o assunto nos próximos dias.

***

A garota entregadora esperou ansiosa pela sexta-feira e o provável terceiro encontro com o Augusto. No entanto, deu ruim, ele não fez contato. Esperançosa ainda aguardava pelo pedido no dia seguinte (sábado).
Quando ela estacionou o ciclomotor na entrada da loja ao voltar de uma entrega, um carro parou no meio fio e deu um toque de buzina; era o Augusto. Daisy já o havia reconhecido antes dele abrir o vidro do lado do passageiro e chamá-la. A buzina também chamou a atenção do patrão no interior da loja. O homem ficou à espreita como um animal que sente o seu domínio sendo ameaçado; principalmente quando a garota debruçou na janela do carro colocando cabeça e parte do tronco para dentro. Ainda tinha o agravante da bunda redondinha e arrebitada dentro de um jeans justíssimo que deixou alguns marmanjos babando naquela calçada.
— Não quis a entrega especial esta semana? — ela perguntou insinuante.
— Era tudo o que eu queria, mas vou falir se continuar assim.
— Não seja por isso, acabei de criar uma promoção só para você: pague por duas cestas especiais e ganhe a terceira grátis — somente a parte especial, claro — ela gargalhou a seguir.
— Opa! Adorei esta promoção — ele falou com brilho no olhar — quando posso receber meu brinde? — será que pode ser hoje à noite — ele sugeriu.
— Pra mim está ótimo — estamos combinados então, hoje à noite eu levo a sua encomenda.
A novinha não se continha de felicidade, aquele trintão mexeu com seus sentimentos, isso estava mais que evidente e somente ela é que achava que aquilo ainda era só um lance profissional.
Ela deu tchau e disse que tinha que voltar ao trabalho. Ele tentou beijá-la na boca, a jovem rapidamente virou o rosto e o beijo foi na bochecha.
— Seu doido, aqui não — ela sorriu e acariciou a mão dele — tchau, até depois.

Quando Daisy entrou na loja o Edgar estava espumando de ciúmes e raiva. Com cara de “eu sou seu dono” ele disse:
— Mocinha! Deixe para bater papo com os seus amigos depois do expediente.
Ela se desculpou e voltou ao trabalho. Ambos eram observados sorrateiramente pela patroa em outro canto da loja.

Mais tarde, em um momento a sós com o patrão, ela levou nova bronca do seu empregador e amante ciumento.
— Você precisa parar de se sentir ameaçado e me respeitar — zangou-se a menina — me ajudar a mudar você não ajuda, né?

***

A cena com o Augusto e a DR que tiveram na sequência surtiu efeito para a felicidade da jovem. O Edgar alugou, em caráter provisório, uma kitnet de um amigo. Pagou por um período de três meses, adiantado. Deisy não podia fazer um contrato e nem ele, sem que sua mulher soubesse.
A garota foi pressionada pelo homem que quis saber mais sobre sua origem e com quem ele estava se relacionando. Encurralada ela inventa uma história de que foi agredida pelo pai policial que a pegou fazendo amor com um namorado. Ela fugiu de casa depois de o ferir gravemente, pois o pai violento jurou matá-la quando conseguisse pôr as mãos nela.
— Eu sabia que ele não falava da boca pra fora, eu tinha que sumir para bem longe e ficar invisível, por isso acabei chegando aqui.

Enquanto isso, na UTI de um hospital do Rio Grande do Norte:
A família do prefeito comemorou quando o filho Paulo reagiu a estímulos após seu traumatismo craniano gravíssimo e fizeram uma verdadeira festa quando ele saiu do coma profundo.
Sua primeira frase foi:
— Vou matar aquela vadia.

Continua…

Beijos queridos amigos, até a próxima.

sábado, 12 de agosto de 2017

Banho de Mangueira

Daisy não se arrependeu de ter transado por dinheiro com o Augusto (o cliente), se tivesse que continuar vendendo seu corpo para ele para poder sobreviver naquela selva ela o faria sem problemas. “O dinheiro que ele me deu por duas horas de carícias era quase a metade do que ganharia em um mês de trabalho na loja. Tudo bem que foi um dia excepcional e as coisas feitas de improviso, pensava Daisy. Não me sinto tão mal quanto achei que me sentiria ao partir para esta atitude desesperada. O resultado até que foi bem satisfatório.”

O mesmo cliente solicitou uma nova entrega na sexta-feira seguinte. Naquele mesmo dia o Edgar (o patrão) a surpreendeu com presentes e um convite para almoçarem na segunda-feira, dia em que ambos folgariam. Claro que ele tentou fazer tudo discretamente sem chamar a atenção de outros, porém sua gentileza com a jovem começava a despertar o interesse dos demais funcionários. Ela curtia a atenção, no entanto estaria no inferno caso a patroa percebesse o interesse do marido pela funcionária, a corda arrebentaria do lado mais fraco como sempre acontece.

A preferida do patrão ganhou um vestido, conjunto de lingerie, bolsa e sapatos. Era para usá-los no encontro que teriam no almoço agendado.

Naquela noite de sexta-feira ela foi fazer a entrega da cesta de vinhos e queijos do Augusto. Dessa vez foi ele quem fez a oferta para tê-la em sua companhia. Ela já esperava pela proposta e já tinha um sim como resposta. Ainda era cedo e a garota tinha entregas para fazer. Combinaram que ela voltaria ao final do seu expediente.
“Ele me agarrou quando virei as costas para sair. Seu abraço forte me fez sentir o volume roliço sob suas calças e sobre as minhas. Aquilo mexeu comigo, eu queria era sentir seu corpo sobre o meu e o seu pau inteiro dentro mim. Não aguentava mais, faltou pouco para dar um foda-se e fugir do trabalho.”
— Me aguarde, essa noite serei sua até de manhã.
— Esperarei ansioso. Não gaste toda sua energia trabalhando — ele brincou.

Passava das 22h30 quando ela retornou à residência, disse que só precisava de uma ducha e depois o compensaria pela espera. No entanto, minutos depois, foi ele quem a fez delirar mais uma vez:
— Ahhh! O que você consegue fazer com a sua boca no meu corpo é de enlouquecer — ela murmurou gozando na boca do homem enquanto se contorcia feito um réptil.

Eles fizeram amor por horas naquela noite. Os intervalos foram apenas para comer e beber, pois ninguém é de ferro.
Antes de adormecer, aninhada nos braços do companheiro, ela foi amável exaltando o homem:
— Você me enlouqueceu da outra vez, mas hoje, fala sério, foi demais — e dormiu com um sorriso no rosto.

Na manhã seguinte (sábado) ela foi direto para a loja. Ao final de mais um dia de expediente, Luana, a patroa, deixou a chave dela com a Daisy. A dona não trabalha aos domingos e o patrão iria chegar um pouco mais tarde, pois o casal iria em uma festa naquela noite de sábado.
A moça jantou em uma padaria e chegou na pensão depois das 23h naquele sábado, só pensava em um banho morno e dormir para acordar cedo no outro dia. Contudo dormiu sem o banho, a residência estava sem água por causa de uma manutenção na rede local.

Daisy chegou uma hora mais cedo na loja naquele domingo, iria tomar um banho antes de começar o trabalho. Seria uma ducha improvisada usando um chuveirinho ligado à uma mangueira e que era usado para regar plantas. Nos fundos da loja ela tirou a roupa e se arrepiou todinha com o contato da água fria em seu corpo. Menos mal que era um dia de verão.



A jovem estava na fase final do seu banho quando ouviu o apito característico do alarme da porta quando a mesma é aberta. Ficou apavorada pensando que poderia ser algum invasor, pois era muito cedo para ser o patrão. Ela cobriu o seu corpo nu e molhado apenas com o agasalho de malha. Foi com cautela para o salão principal… Quase caiu para trás ao dar de cara com um homem.
— Deus do céu! Quase me mata de susto — ela falou com o patrão.
Ele a havia segurado no instante que a moça tropeçou ao recuar com o susto. O agasalho com capuz a princípio cobria somente as suas partes mais íntimas, suas pernas torneadas e de coxas grossas e úmidas era uma visão agradável de se ver. Ela havia soltado as mãos que mantinham a roupa fechada ao tentar se equilibrar segurando em algo. O agasalho abriu exibindo os seus seios e também seus pêlos pubianos para deleite do patrão.
Daisy conseguiu firmar o corpo com a ajuda dele, se cobriu novamente olhando assustada e envergonhada para o homem. Edgar a abraçou carinhosamente.
— Hei, calma! Você está tremendo.
A funcionária se desculpou por estar tomando banho na loja, depois tentou explicar sobre a falta de água na pensão. O homem a interrompeu no meio da fala e arriscou roubando-lhe um beijo… Ela ficou estática sentindo os lábios dele nos seus, sua mente raciocinava em velocidade tão absurda que até parecia que o homem se movia em câmera lenta. Deduziu que seu emprego estaria por um fio se o recusasse novamente, pois não era sua primeira tentativa desde a sua admissão na loja.
Moderadamente ela correspondeu ao beijo, porém sentiu aversão às mãos masculinas que percorriam o seu corpo tentando tirar o seu agasalho. Daisy tentou evitar a princípio, porém ele insistiu na tentativa e a garota cedeu soltando a blusa e ficando à mercê dele. O patrão abriu a roupa e admirou seu corpo, fez carícias em seus seios de mamilos intumescidos. Terminou de despi-la e a puxou pela mão em direção ao seu escritório. Se acomodaram em um pequeno sofá.


Foram poucas as preliminares até ele a acomodar sentada de pernas abertas sobre ele e a penetrar.
Entre troca de beijos e frases sem sentido o homem segurou em sua bunda e a fez subir e descer continuamente.
De olhos marejados Daisy não se sentia em uma relação sexual e, sim, como se pagasse uma penitência. Ela fez a sua parte dando gemidinhos e remexendo sobre o membro firme que entrava e saia cada vez mais rápido de dentro de sua vagina.
Edgar chegou ao clímax, seus movimentos ficaram suaves, lentos e por fim ficou estático. A garota sentiu os últimos espasmos do pênis que perdeu a rigidez e tamanho. Considerou aquela etapa como cumprida.
O homem envolveu a menina com um braço colando o corpo quente e macio ao seu, com a outra mão afagou os cabelos longos e castanhos do anjinho, ainda ofegante, que repousava com a cabeça tombada em seu ombro. Ele sorriu satisfeito com aquela loucura e o prazer que ela lhe proporcionou.

Durante aquele dia de trabalho Daisy comentou o quanto era ruim a pensão em que residia. Que sentia medo de ser abusada por homens e até por mulheres que lá viviam.
— Você precisa arrumar um lugar melhor para morar — falou o patrão.
— Eu sei, mas não tenho como fazer isso sozinha. Você me ajuda a ir para outro lugar?
Ele não teve tempo de responder, foram interrompidos por um outro funcionário, contudo o semblante dele a deixou com a impressão de que a resposta seria um sim.

A garota saiu para mais uma entrega naquela manhã. Aproveitava os momentos solitários para conversar com seu eu interior:
“Meus interesses são momentâneos, dedico minha atenção integral somente às necessidades básicas do meu dia a dia. Não sinto necessidade de diversão ou lazer e nem de envolvimento amigável com pessoas; ainda reside raiva e amargura dentro de mim. Faço planos para ter segurança e estabilidade em um futuro próximo, mas nesse instante o que posso fazer é continuar vivendo apenas um dia de cada vez.
E com o Augusto…Será que ainda é só um negócio?”


Ela se recusava a responder aquela pergunta ou de pensar a respeito, continuaria dando um passo de cada vez.

Continua…

Beijos queridos amigos, até a próxima.

sábado, 5 de agosto de 2017

Apimentando a Entrega (Cesta do Amor)

Daisy chegou em uma pensão no bairro do Bixiga lendo o anúncio de um jornal gratuito. Precisou pagar adiantado os $350 referentes a um mês de estadia para ficar com a vaga, eram as normas da casa. Ela teria que conseguir um emprego em poucos dias ou não teria dinheiro suficiente para o segundo mês. Contudo o emprego não poderia ser oficial com um registro em carteira; ela considerava o fato de que estivesse sendo procurada pela polícia após sua tentativa de homicídio contra o filho do prefeito. Mesmo que os danos causados pelo atropelamento tivessem sido apenas superficiais, aquela família de poderosos estariam atrás dela.

Duas semanas se passaram voando e a recém chegada não conseguia um trabalho alternativo com um mínimo de dignidade, apesar de toda sua dedicação, desenvoltura e simpatia.
Na tarde de domingo, uma das mulheres que morava na pensão e que era conhecida por Tia, teve uma nova crise em seus rins e mal conseguia se locomover. Daisy havia feito amizade com a mulher e se ofereceu para fazer algum chá ou ir comprar algo na farmácia. No final do dia elas fizeram um acordo e a jovem a ajudaria na limpeza de uma casa em que a mulher trabalhava de diarista todas as segundas-feiras no bairro do Itaim Bibi. Ela não conseguiria fazer tudo sozinha nas condições que estava. Pagaria a metade da diária para Daisy. A garota agradeceu e ficou feliz com a oportunidade de ganhar um dinheiro.
O casal de patrões da “Tia” eram proprietários de uma loja que confeccionava e entregava cestas de café da manhã, além de arranjo de flores para diversas ocasiões. O homem folgava as segundas-feiras, pois era ele quem cuidava da loja que abria também aos domingos.
Adélia (a Tia) chegou com Daisy e explicou para o homem o motivo de trazer a ajudante. O quarentão não conseguiu disfarçar o fascínio ao ver a menina pela primeira vez e ela percebeu de imediato que o interesse dele era somente o de levá-la para a cama.
Daisy ainda estava decepcionada e com raiva de homens, havia feito uma promessa que fdp nenhum a faria de idiota novamente. Poderiam ter seu corpo, sim, mas pagariam um preço justo por isso e nunca teriam o seu coração.
A garota astuta e necessitando de dinheiro para se manter sozinha em uma cidade e estado estranho, anteviu a oportunidade de obter algum ganho com aquele homem.
Durante o dia de trabalho Daisy aproveitou cada mínimo instante para seduzir o patrão. Quando Adélia se afastava deixando aquele corpinho angelical sob os olhares gulosos do homem, a garota aproveitava cada segundo para aplicar seu joguinho de sedução. Deixava cair a alça de sua blusinha folgadinha e o tecido leve fazia o restante expondo parcialmente seu seio durinho e juvenil. A garota, entretanto, continuava com seu trabalho de limpeza como se nada de anormal estivesse acontecendo. Seu corpo era despido completamente pelo olhos do homem que a devorava em pensamento.
— Você é uma moça muito linda e atraente, Daisy — arriscou o homem em uma investida, pois ele ainda não estava certo se aquela menina era uma safada ou apenas uma interiorana simplória.
— É só pose, eu não resisto à tentação de parecer sedutora — ela disse e sorriu.
Depois de quebrar o gelo eles conversaram de modo descontraído e se conheceram melhor. Daisy aproveitou o momento e sem fazer cerimônia lhe pediu um emprego fixo. Maliciosamente disse que seria uma boa funcionária e que ele não se arrependeria.

Durante a semana Edgar conversou com a esposa sobre a ideia de contratar mais um empregado e ampliar o raio de entrega. Recentemente o negócio expandiu também para o happy-hour incluindo cervejas geladas, vinhos, destilados, queijos e frios nas entregas. Precisariam de mais um funcionário além do rapaz que já trabalhava para o casal. Era uma ideia para o futuro, mas o patrão antecipou para ter Daisy por perto permanentemente.
Tudo foi acertado com a patroa. Na semana seguinte a menina foi até a loja — no bairro de Moema — para conversar com eles. Ofereceram-lhe o emprego de entregadora, já que ela sabia pilotar motos, faria entregas com um ciclomotor.


***

O plano de aproximação oferecendo o emprego para conquistar a garota não saiu como o planejado, Daisy era esperta e decidiu dificultar para o patrão se valorizando, mas continuaria o seduzindo, pois pretendia alçar voos mais altos com esta relação e não apenas se deitar com ele de vez em quando em troca do emprego.

Final de mês, Daisy teria que pagar até a manhã do dia seguinte os $350 correspondentes ao novo mês de estadia. Só lhe restavam $400, se pagasse pela vaga ficaria sem dinheiro suficiente para se alimentar e para condução, já que receberia seu pagamento por aquela primeira semana de serviço alternativo só no dia 10 e ainda era menos do que precisava no momento.


Em sua última entrega de cesta de happy hour daquela noite, o cliente havia levado um fora da namorada. Quando Daisy chegou com a encomenda o homem parecia bem abatido, seu comportamento inseguro e de coitadinho até faria algumas mulheres sentirem pena dele. Falou que era seu aniversário e a namorada o abandonara naquele dia especial em sua vida. Óbvio que a cena de sofrimento e de se fazer de vítima era para mexer com a sensibilidade da moça. Depois ele partiu para o bote a convidando para entrar. Foi insistente para que a garota o acompanhasse em uma taça de vinho.
— Vem cá! Eu não mordo, não com força — e riu descontraído.
Mesmo receosa Daisy concordou em entrar.
— Não tem mais ninguém aqui? — ela perguntou ainda indecisa.
Eles estavam sozinhos na residência, mas o cara 
 não forçou a barra, continuou simpático e conquistador. A jovem descontraiu e tomou uns goles em consideração a caixinha especial que havia recebido. Entre um papo e outro ela levantava o moral do homem de baixa autoestima. A investida do cara era improdutiva, com uma paquera enferrujada ele tentava seduzir a moça para que ela ficasse em sua companhia naquela noite. A conversa subitamente incendiou.
— Eu preciso conseguir trezentos reais nas próximas duas horas e só tenho o meu corpo para vender. Você quer fazer negócio? — falou Daisy sem meias palavras.
Rolou... Chegaram a um entendimento. Os beijos e carícias começaram na sala e ficaram ardentes. No caminho até o quarto havia uma trilha de roupas jogadas ao chão. Uma calcinha vermelha e de rendas era a última peça que estava próxima à cama em que a menina nua, deitada de costas recebia o homem por cima dela. O cara que a princípio fez papel de coitadinho era um amante impetuoso, deu uma e mais outra sem sair de cima ou tirar de dentro da moça que soube ser carinhosa. Ela o fisgou pelo sexo, o homem arriou as quatro rodas pela garota e esqueceu a regra básica do jogo da sedução: nunca se apaixone.

Mais tarde, depois de mais uma ducha ela se vestia para ir embora.
O homem carente e insaciável choramingou pedindo que não fosse e não o deixasse sozinho naquela casa.
— Fica! — Eu tô pedindo.
— Hoje eu não posso, mas haverá outros dias e você sabe onde me encontrar. A menina aprendeu rápido a ser profissional.

Continua…

Beijos Queridos Amigos, Até a Próxima.
 

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