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domingo, 27 de novembro de 2016

Capítulo 21 - Sexo e Rock and Roll

Noite de terça-feira, ao final de mais um dos jantares maravilhosos naquele cruzeiro da luxúria, fiquei com um dos cavalheiros da mesa e nos encaminhamos ao convés. A seu pedido paramos no "smoking point" — como todo bom fumante, ele não resistia a um cigarrinho após as refeições.
A lua cheia e enorme, em conjunto com um céu estrelado deixava a noite linda demais, além de estar super agradável. Todavia o nosso papo ao luar não tinha o clima gostoso de romantismo. Degustamos dois cocktails coloridos e deliciosos servidos por atendentes sempre prestativos e simpáticos. Divagamos a respeito das atrações do nosso passeio e sobre a vida noturna na América. Ele também fez relatos sobre as noites loucas que vivenciou na Europa. O homem disse ter viajado muito e experimentado quase tudo. Ao final do seu segundo drink, o maluco engoliu mais um comprimido, "um estimulante", segundo ele. Não era nenhum tonificante sexual, era ecstasy, recusei nas duas vezes que me ofereceu e se ele engolisse o terceiro eu o deixaria falando sozinho.
— Seu vestido de dois mil dólares vem do trabalho neste navio ou você tem outro tipo de renda? — fiquei surpresa com a pergunta repentina e fora do contexto da conversa. Respondi com bom humor.
— Não valorize demais o meu prêt-à-porter, ele custou menos de oitocentos dólares. Sorri e depois respondi que o trabalho de acompanhante era a minha única fonte de renda no momento.
— Eu posso lhe dar vestidos exclusivos entre outras coisas, em contrapartida você disponibilizaria somente algumas horas de sua atenção para comigo durante a semana.
— Eu faria o trabalho de acompanhante?
— Sim, claro doçura — lhe interessa?
Respondi que a oferta me interessava e que conversaríamos mais sobre o assunto até o final do passeio.
Ainda estava com um pé atrás com aquele cara, não sabia se o tipo era um viciado em drogas que me arrumaria problemas ou se era apenas mais um músico rico e decadente que só tomava aqueles bagulhos vez ou outra para curtir um barato.
Meu cliente daquela noite foi integrante de uma banda de rock alternativo do final da década de 80 até o início dos anos 90, formada em Boston, Massachusetts. Por causa de divergências a banda separou-se em 1993. Foi tudo o que disse, não quis nem revelar o nome do grupo e ficou irritado quando lhe pedi que cantasse uma das músicas pra mim. Virou a cara olhando para o vazio do oceano e disse que não queria mais falar a respeito, posto que ainda doía muito nele.
Eu já tinha informações suficientes para uma busca no Google, a fiz posteriormente. Descobri que a banda voltou uma década depois com os ex integrantes, porém sem o meu colega de convés. Só então compreendi a razão de sua mágoa e silêncio. A princípio havia imaginado que seu acesso de raiva fosse por eu não o ter reconhecido e por ter perguntado o nome do grupo e músicas. Apesar de nem ser nascida na época do seu sucesso, meu conhecimento sobre bandas antigas era enorme, mas a dele realmente eu não conhecia.
A raiva do quase cinquentão passou, havíamos diminuído o ritmo da conversa e iniciado as carícias. Logo os amassos ficaram bem apimentados. Ao terminar o meu segundo drink e ele o terceiro, o roqueiro concordou com a minha sugestão de irmos para a sua cabine, assim teríamos mais privacidade em nossa brincadeira.
No caminho paramos algumas vezes nos enormes corredores e fui prensada em paredes entre uma porta e outra. Em meio a beijos calorosos o meu corpo foi tocado por inteiro por suas mãos parecidas com a de um tecladista agitado. Mais alguns passos depois e estávamos ao lado do seu aposento. O clima esquentou de vez, o homem parecia estar possuído e disse que não aguentava mais de tesão e queria me comer ali mesmo. Falei que não era boa ideia, era caminho do pessoal e teríamos companhia já já. O cara nem me ouviu e minha calcinha desceu até o meio das minhas pernas. Pedi que aguentasse só mais um pouquinho até entrarmos, pois se alguém da chefia me visse transando ali eu estaria fodida.
Acho que não fui convincente o suficiente e ainda fui cúmplice, visto que o ajudei a tirar a minha lingerie e a coloquei no bolso do seu paletó. Quando vi o seu pinto de fora eu dei mole deixando o maluco erguer minha perna e roçar em minha vagina na tentativa de penetrá-la. Putz! Estava com saudades dessas loucuras que costumavam ocorrer com mais frequência em minha vida. A sensação do perigo de ser flagrada e do sexo inseguro eram uma overdose de adrenalina que me enlouquecia. A cumplicidade foi total, umedeci o meu sexo com minha saliva facilitando a penetração... Ooh! Como isso é bom. Dei um foda-se, abracei o seu pescoço e deixei rolar o início das estocadas deliciosas em meu sexo, elas ficaram cada vez mais vigorosas me fazendo delirar com os tremores de tesão que eram choques de prazer fulminando o meu corpo. Não estava nem aí caso fosse flagrada por minha chefe.
Perdi a noção do tempo e o mundo já não existia quando meu gozo chegou rápido e intenso... Ahh! Gemi bem vadia soltando a voz e saboreando as batidas da minha bunda na parede, parecia que o homem tentava atravessar o meu corpo com o seu membro, tamanha era a força das bombadas que me dava.
— Amiga, sua louca! A Emma está por perto.
Caralho! Quase mijei de susto ao ouvir isso. Felizmente era uma das meninas e um dos passageiros que estavam em nossa mesa no jantar, eles estavam passando por nós em direção ao final do corredor. Baixei rapidão a minha perna tentando me recompor. O meu parceiro parecia não ter ligado muito, a mistura de bebidas e algo mais que ingeriu o deixou doidão. Coloquei-me à frente dele para esconder seu negócio duro e pedi desculpas por nós dois. O casal seguiu em frente e deram mais uma olhadinha para trás rindo da minha cara de boba e assustada. Coloquei minha mão para trás e segurei o pênis daquele doido que havia levantado o meu vestido e tentava enfiar em minha bunda.
— Paaara, homem! Abre a porta! — falei e ri da situação.
Peguei o cartão da sua mão, abri a porta e entrei com ele grudado atrás de mim parecendo um cachorro no cio. Continuamos com a pegação assim que passamos porta adentro e fomos em direção à cama, ele acalmou por alguns segundos, sentou e ficou apreciando enquanto eu tirava o meu vestido que abria tipo um robe, apenas soltando o laço da cintura. Exibi meu corpo seminu e o cara soltou "Uaus e My God" ao ver o meu sexo lisinho e de lábios rosados, o mesmo que ele estava brutalizando minutos atrás sem ao menos tê-lo visto. Os elogios continuaram após eu tirar o meu sutiã fazendo charminho. O cara ficou agitado novamente, eu o ajudei a tirar os sapatos e calças para depois brincar com mãos e boca em seu "nervo exposto".

Segundos depois dele urrar e gozar em minha boca e nem me dar tempo de cuspir a meleca, posicionou-me de quatro no colchão e veio pra cima de mim.



Passamos o resto da noite em sua cama. Felizmente consegui dormir algumas horas, estava acabadinha, não havia dormido quase nada na última noite e passara o dia todo na "atividade". Pela manhã ainda tivemos um love como saideira, logo depois ele me deu uma caixinha generosa. Também reafirmou a proposta feita horas antes no convés. Respondi que estava tudo bem de minha parte, aguardaria ele entrar em contato para dizer quando e onde seria o nosso encontro.

Corri até a minha cabine para me recompor e depois dar atenção aos outros distintos durante o café.

***

Poderíamos dividir o grupo de homens daquela embarcação em duas categorias: normais e perturbados, digo, românticos e libidinosos.
Atendi a vários pedidos especiais para ganhar uma grana extra: imitei uma menina estudante e fingia que chorava e gritava enquanto era supostamente estuprada em meu ânus pelo diretor da escola — no caso o diretor era o passageiro, claro — alguns gritos e lágrimas não foram fingidos e, sim, de dor intensa, já que encarei pênis similares a de jumentos.
Recebi ejaculações no rosto e no corpo todo, meus olhos foram vendados, fui amarrada, levei muitos puxões de cabelo, tapas na bunda... Contudo, também devolvi alguns bofetes. Alguns caras curtem umas porradas, eles se excitam com o espancamento e humilhação, principalmente tapas na cara. No instante em que estavam quase para gozar os masoquistas imploravam para que eu batesse cada vez mais forte. Quando fui apenas observadora em uma cena parecida, achei aquilo grotesco, no entanto, quando virei protagonista em minha própria história, curti muitão esbofeteá-los ao mesmo tempo em que remexia alucinada estando sentada com meu sexo sobre os deles, foi muito louco, tipo um gostoso diferente.
Atendi pedidos de outros senhores: além do famoso fio terra em uma ou outra situação, também tive que bancar o hominho com um cara o penetrando com seu brinquedinho de silicone enquanto o chamava de puta, vadia e outros pejorativos que me vinham à cabeça e supostamente aguçava o tesão do homem. Era muita putaria e seria considerado abominável ou ficção para o mundo socialmente aceito, no entanto era real e divertido na maioria das vezes. Além de ser uma doideira prazerosa também foi uma experiência rara.
Há um ano e meio atrás, mesmo já levando uma vida sexual ativa e promíscua, eu considerava os vídeos bizarros que assistia vez ou outra na Internet como se fossem produções artísticas baratas (trash) e existiam somente nas telinhas dos computadores ou em um grupinho seleto de gente um pouco mais pervertida. Não imaginava que um número tão grande de pessoas consideradas "distintas" no meio social fossem capazes de praticar tantas loucuras a fim de satisfazerem seus desejos sexuais. Pois é, tive que ver para crer o quanto são promíscuas pessoas consideradas acima de qualquer suspeita. As mais respeitáveis mostraram-se as mais pervertidas e praticaram as maiores loucuras na intimidade das cabines daquela embarcação. Fiquei imaginando a que ponto chegariam estando na clandestinidade de suas vidas secretas.
Vivendo e aprendendo.

Continua…



Beijos queridos amigos. Até o próximo capítulo!

sábado, 12 de novembro de 2016

Capítulo 20 - O Cruzeiro das Ninfetas

Extra oficialmente aquele Cruzeiro era conhecido como Nymphs' Cruise (Cruzeiro das Ninfas), considerando-se que a maioria daquelas garotas aparentavam 15 anos no máximo, no entanto eram todas maiores de 18.
Quanto aos passageiros: eles pertenciam a um grupo de homens refinados, bem-nascidos e sem problemas financeiros, pagavam um valor consideravelmente alto pelo cruzeiro 6 estrelas — alto para nós simples mortais —. No entanto, a brincadeira extremamente sofisticada não era para todos, o status financeiro contava pontos e era levado em consideração, ainda assim era um grupo fechado e havia uma seleção rigorosa feita pelos organizadores.
Aquele grupo seleto também queria se dar bem sem ter o trabalho da conquista, o valor pago incluía mais uma exclusividade: a facilidade e submissão de lindas garotas nomeadas como “recepcionistas de bordo “.
As garotas eram jovens de fino trato, muitas ninfetas de aparência frágil e algumas do tipo mulherão. Com certeza aquele time agradaria a todos os integrantes daquele grupo de lobos famintos por sexo, visto que todas foram agraciadas por Deus com beleza, delicadeza, graça e talento na arte de satisfazer sexualmente seus parceiros. Tá bom! Elas eram prostitutas, sim, todavia eram de Luxo.
A “putaria marítima” tinha algumas regras, porém era quase um vale tudo que incluía além do Swing; uma garota com dois homens ou mais, ou vice e versa; também o Grupal, ou seja, a tradicional Suruba.
Nós, garotas, recebemos um valor fixo para ficarmos à disposição de todos. Batalhar por boas gorjetas era o plano para aumentarmos consideravelmente este valor. O objetivo era chegarmos ao final do cruzeiro com uma boa quantia em dólares. Sabíamos que se fôssemos mais flexíveis com as regras comuns que regem as relações entre acompanhantes e clientes, ou seja, abrindo algumas exceções e atendendo a pedidos especiais dos caras, poderíamos conseguir algumas gorjetas significativas.
Eu e as outras 19 garotas não tínhamos a mesma relação empregatícia dos outros tripulantes, embarcamos como se fôssemos passageiras normais, contudo estaríamos subordinadas a gerente (Emma) e aos outros superiores.
Enquanto esperávamos que todos viessem a bordo, eu e outras meninas fizemos companhia a alguns cavalheiros que estavam em um dos Lounges do navio, um lugar confortável com sofás aconchegantes, iluminação de boate, decoração sensualmente sugestiva e música suave eram o combustível ideal para que homens e mulheres chegassem rapidamente ao ápice das intimidades amorosas. Barmans com seus coquetéis deliciosos tornavam o local um dos preferidos da embarcação.
Homens ansiosos e apressados começaram a festa ainda no porto. Estávamos todos na ociosidade mesmo, para que esperarmos até o navio zarpar para começarmos o rala e rola, né?
Acompanhei um cavalheiro em um drink e pouco depois sai abraçada com ele em direção à sua cabine que acabara de ser liberada. Não contive um “Uau!” ao vislumbrar o interior do aposento, era luxo, modernidade e conforto em um ambiente enorme e lindo demais: quarto, sala e varanda. Amei tudo, principalmente a varanda privativa onde poderíamos transar tendo apenas o mar como testemunha. Também o frigobar recheado de bebidas finas, tira gostos e outros mimos. Encontraria outras surpresas na hora do banho, produtos da grife italiana Bvlgari, amei.
O cara era tipo mandão e prepotente, mas depois de estarmos na intimidade dos seus aposentos ele me surpreendeu mostrando o seu lado romântico e de amante experiente. O homem me despiu com calma e descobriu um a um dos meus pontos mais sensíveis enquanto acariciava e tocava o meu corpo com maestria. O quarentão não era tipo delicinha, no entanto sabia ser amoroso e viril dosando afagos com pegadas fortes na proporção exata. São raros os momentos em que encontramos um parceiro possuidor de uma química que harmonize com a nossa nos fazendo flutuar durante uma transa recheada de loucuras. Nem percebi as horas passarem enquanto a gente se pegava em vários lugares daquela suíte, inclusive na varanda onde apimentou mais a transa com a expectativa de sermos vistos. Só então me dei conta que já começava a anoitecer e navegávamos em alto mar. Queria tanto ter assistido a nossa partida do porto estando em um dos convés, pensei comigo. Depois pensei melhor, talvez não fosse uma boa ideia, correria o risco de ser identificada por algum “espião”.
Meu parceiro pediu para que eu dormisse com ele naquela noite. Expliquei sobre o meu contrato com a chefia, pelas regras teria que circular e dar atenção a todos os outros passageiros, mas eu poderia ficar com ele mais tarde. Também precisava passar na minha cabine que eu nem conhecia ainda e desfazer a minha mala. Ele fez cara de frustrado. Vishi! Será que eu já fiz alguém se apaixonar e terei problemas logo de cara? Pensei. No entanto ele foi super cavalheiro e disse que esperaria até mais tarde para ficarmos juntos novamente. Fiquei animadíssima com a caixinha que ganhei, foi um bom início de trabalho.

Não curti a minha cabine, era quase um cubículo e na parte interna, não saberia se era noite ou dia, já que não tinha janela. O espaço ainda era dividido com outra garota, isso era bom, fofocamos e trocamos informações sobre os caras em nosso cantinho privado. Entretanto a frustração seria minimizada pelo fato de só nos dirigirmos ao local para trocarmos de roupa e cuidarmos da aparência. As duas camas de solteiro praticamente não seriam usadas, uma vez que dormiríamos um pouco aqui e outro tanto ali nas camas dos homens. Chega uma hora em que eles também têm que dormir, pois ninguém é de ferro, né? Ainda nos restariam as espreguiçadeiras à beira das piscinas para tirarmos uma sonequinha rápida em alguns momentos, rs.


***

A grande atração noturna daquele cruzeiro só tinha suas portas abertas após o jantar, ali ficava o “Little Angels”, um cabaré com cantoras extrovertidas e cheias de sensualidade. No palco elevado também se apresentavam dançarinas em trajes menores que aos poucos ficavam nuas durante o strip-tease que contava com a participação de alguns dos caras mais animados da platéia. Sobre o palco daquele pequeno cabaré marítimo, o show chegava ao auge com danças maliciosas e cenas de erotismo entre duplas femininas. O clima de pecado era complementado pela fuck music e um ambiente à meia luz. Mesas com homens acalorados rodeavam o palco enquanto meninas atenciosas circulavam entre eles distribuindo carinho e estimulando os cavalheiros a consumirem cada vez mais as bebidas premium. Ou seja: executavam todo o procedimento de rotina para que mais dólares ficassem no navio ao final do cruzeiro, desse modo engordávamos o lucro da casa e a porcentagem sobre a consumação que era rateada entre nós.
O clima de affair perdurava a noite toda. A cada minuto garotas em companhia de um, dois ou mais rapazes, se dirigiam para outros pontos daquele andar do navio e a orgia acontecia na privacidade de cabines enormes preparadas especialmente para tal acontecimento.
Aquele passeio não poderia ser comparado a alguns tipos de cruzeiros para solteiros onde jovens, e outros nem tanto, de ambos os sexos, só querem se arrumar e não estão interessados na parte cultural da viagem e nem dispostos a pagar por tamanha sofisticação.
Os homens do navio de luxo estavam na faixa dos 40 anos e com a vida financeira resolvida. Eles pagavam para gozar do serviço personalizado: o navio tinha quase um tripulante por passageiro, refeições íntimas servidas na cabine, bebidas alcoólicas premium e vinhos finos, cozinha internacional de chefs modernos e certificados. Estas eram apenas algumas das exclusividades do cruzeiro e o privilégio era para apenas 80 passageiros.

A parte mágica do passeio foi aportar em ilhas paradisíacas com direito a praias privativas, além da diversão, também deu para respirar um pouquinho, já que os homens se ocuparam fazendo compras, praticando mergulhos ou alguma outra atividade marítima. Muitos foram conhecer a cultura local, porém retornaram para o navio cheios de energia e animados. Não sei o que eles tomavam para estarem sempre dispostos a cada minuto do passeio, dava gosto de ver como faziam valer a pena o dinheiro investido. Imagino que muito “energético” fora consumido para manter aquela tropa sempre na ativa. Principalmente no dia em que não parávamos em porto nenhum, navegávamos dia e noite e os homens se divertiam somente dentro do navio. A gente trabalhava pra caramba nesses dias porque os caras não eram muito de curtir as áreas esportivas da embarcação. Lounges, bares, sala de massagens e cabaré eram os locais preferidos. O projeto de arquitetura e decoração desses ambientes foram preconcebidos para induzir ao erotismo e, obviamente, tudo acabava em sexo. Eram horas seguidas de muito trabalho, em contrapartida aconteciam algumas transas inesquecíveis; todavia eu não saberia afirmar com segurança se alguns caras eram mega amantes por terem pegadas tão gostosas ou se era o balanço do navio em um mar super agitado que propiciava aqueles momentos de volúpia.

Continua…


Beijos queridos amigos. Até o próximo capítulo!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Capítulo 19 - Strip-Tease para o Chefe

Quarta-feira, um dia depois de perder o segundo emprego nos EUA, fui ao encontro agendado com o meu cliente e futuro chefe, Patrick Edwards o nome dele. Aceitaria o emprego no cruzeiro, também o deixaria ciente do meu desligamento “amigável” do restaurante e diria que estava pronta para embarcar quando ele quisesse.
Impossível não pensar no Héctor nessas horas, ele não gostaria nadinha do meu novo trabalho. Fiquei preocupada imaginando qual seria a reação do homem quando soubesse que eu não aceitaria a sua oferta para ser o meu Booker e, como agravante, eu me afastaria ainda mais dele com o perdido que daria navegando em águas internacionais. Será que os mafiosos (chefes do hondurenho) também extorquem os caras dos cruzeiros? Questionei-me temerosa.
Cheguei ao requintado hotel e dirigi-me ao discreto bar, porém não menos sofisticado, ali deveriam acontecer inúmeros encontros furtivos. Aguardei a presença do Patrick sentada à uma mesa e saboreando um drink que me serviram. Enquanto esperava fiquei pensando nos detalhes da mentira que contaria ao Carlos. Ele não poderia saber que eu continuava sendo garota de programa, diria que consegui um serviço alternativo, porém desta vez estava dentro da legalidade; trabalharia em um dos restaurantes a bordo de um cruzeiro familiar. Teria que pegar informações sobre um navio que partisse no mesmo dia em que o meu para tornar verossímil a minha mentira. Com certeza o homem da SWAT deveria ter informações sobre o esquema de prostituição que rolava na embarcação vip onde eu embarcaria de fato.
O americano (Patrick) estava atrasado, já estava a ponto de pedir outra bebida, pois a minha havia acabado. Minutos antes havia notado dois homens que entraram e se dirigiram ao balcão. Talvez eu os tenha notado porque a aparência deles divergia da dos demais presentes. Após um deles conversar algo com o barman, foram-lhes servidas cervejas. Os dois caras ficaram de papo e parados no mesmo lugar. Nada demais até então, o problema é que durante vinte minutos eles dirigiam continuamente seus olhares em minha direção me causando incômodo.
Eu fingia não notá-los, contudo eles vieram em minha direção e a abordagem foi direta. O de aparência hispânica me ofereceu outra bebida e o de aparência latina pediu minha permissão para se sentarem. Pedi desculpas, mas queria ficar sozinha, estava esperando uma pessoa que chegaria em instantes. Eu nunca havia visto os caras, mas parecia que eles sabiam bastante a meu respeito, já que disseram:
— A gente também gosta de uma boa diversão, que tal se nós fizéssemos uma festinha a três? Pagaremos bem pelo seu trabalho.
Estava na cara que aqueles sujeitos eram uns duros e estavam tramando alguma coisa, ou pior, poderiam ser policiais na caça de garotas de programa. Antes que eu dissesse algo comprometedor ou inapropriado, percebi o Patrick adentrando o salão. Falei para os caras que o meu amigo acabara de chegar. Eles olharam para o lado em que eu havia feito um movimento discreto com a cabeça e falaram em tom de ironia algo como:
— Quem sabe outro dia, né? — disse um.
— Boa noite de trabalho, bonita. — disse o outro. E saíram fora para o lado oposto ao do gordinho. O Patrick quis saber quem eram os dois sujeitos, falei que não sabia, eles só se engraçaram comigo porque eu estava sozinha.
Jantamos ali mesmo naquele ambiente gostoso e com vista para a baía. Depois fomos para o quarto reservado. A primeira hora em que passamos na suíte fora somente de erotismo. Por sugestão do Patrick primeiramente teríamos diversão e só mais tarde trataríamos dos negócios. Por mim estaria ótimo assim.
Atendi com prazer a um de seus primeiros pedidos: iniciei um strip-tease ao som de uma música sugestiva e envolvente. Eu amo exibir o meu corpo o despindo e chegando lentamente a nudez total.


Sinto-me duplamente recompensada quando vislumbro sorrisos de satisfação e uma indisfarçável ereção do meu espectador. Depois de alguns passinhos de dança e vários gestos sutis em direção ao sorridente observador, deixei meu vestido deslizar leve e solto até cair aos meus pés. Ele aplaudiu meu conjunto de espartilho, cinta-liga e meias, tudo negro como ele havia sugerido no último encontro. Continuei serpenteando o meu corpo ao ritmo da fuck music. O meu parceiro veio dançar comigo, ganhei um abraço envolvente e um beijo recheado de tesão. O americano percorreu as mãos pelo meu corpo elogiando e acariciando o meu bumbum. Pressionou com força a minha bunda me esfregando contra suas calças de grife; senti algo duro e roliço roçando o meu sexo umedecido ainda coberto por minha calcinha. 
Ele voltou a sentar e continuou assistindo a minha exibição. Tirei peça por peça das minhas lingeries. Sua colaboração foi na retirada das meias, coloquei uma e posteriormente a outra das minhas pernas sobre as dele e o homem enrolou o tecido fino e delicado até passá-los pelos meus pés. A brincadeira estava ficando gostosa, ele beijou os meus pés e sugou os meus dedos.
Eu o ajudei a despir suas calças e permaneci de joelhos entre suas pernas enquanto ele estava sentado no sofá aconchegante. Ouvi muitos “Uau e Yes baby” enquanto engolia seguidamente o seu membro. Quando o fogo ficou incontrolável para ambos eu sentei sobre ele fundindo nossos sexos e curtimos incontáveis minutos de loucura, êxtase e gemidos. Do sofá passamos para a cama King Size. Os meus gemidos se transformaram em uivos de loba ferida ao ter meu buraquinho judiado em um anal voraz.
Durante um relax na jacuzzi nós conversamos sobre a parte comercial. Confirmei que o meu passaporte estava ok e o meu Visa ainda estaria válido pelos próximos dois meses no mínimo (Só é possível embarcar em um cruzeiro nos Estados Unidos se você estiver legal no país, pois terá que passar pela imigração que fica nos portos e apresentar o passaporte. O seu Visto tem que estar dentro do prazo de validade).
Passamos para o acordo verbal sobre as obrigações que eu teria em meu novo emprego; não tinha novidade nenhuma, o serviço era similar ao realizado em terra.
Depois de ficar sabendo sobre os valores e de conhecer vários outros detalhes sobre o cruzeiro, fiquei entusiasmada, ansiosa e comecei a contar as horas que restavam para o meu primeiro embarque que seria às 16h do sábado seguinte.
A princípio trabalharia 5 noites e 4 dias. Embarcaria na tarde do sábado em Fort Lauderdale rumo ao Caribe e 5 dias depois estaríamos de volta. O desembarque seria na quinta-feira de manhãzinha. Se tudo estivesse bem para ambas as partes, eu teria folga até a tarde do próximo sábado e embarcaria novamente no mesmo ou outro navio para atender a um novo grupo de cavalheiros.
Ele falou sobre alguns detalhes do navio: tinha 5 andares (deques) e 2 elevadores. Dois restaurantes, salão de dança, hangar com dois helicópteros e várias outras coisas tipo: quadras de esporte, sauna, spa, jacuzzis, sala de cinema e duas piscinas, sendo uma com água do mar com borda infinita que dá a sensação de emendar com o oceano. Aquilo não parecia ser um trabalho e, sim, férias e magia pura.
Ao final do programa eu estava contratada e ainda ganhei uma caixinha ótima junto com o pagamento integral do programa, já que não precisava dividir com nenhum cafetão.

No dia seguinte (quinta feira), eu e mais cinco novatas, fomos a uma reunião com a gerente que seria nossa chefe durante o cruzeiro. O Patrick só cuidava das coisas em terra, não embarcaria conosco.
Emma (a gerente) nos deu umas orientações básicas sobre os procedimentos que iam do embarque ao desembarque e algumas regrinhas que deveríamos seguir. Também recomendou que fizéssemos umas comprinhas para completar o guarda roupa caso fosse necessário, posto que seríamos acompanhantes de homens refinados e um pouco mais exigentes.
— Então meninas, vocês não ficarão somente de biquíni ou nuas, não se esqueçam dos vestidos de noite, sapatos de saltos altíssimos, lingeries lindíssimas e provocantes, além dos acessórios para agradarem e serem desejadas por aqueles 80 homens durante os 5 dias do passeio — Falou a mulher.
Incluso na listinha de compras havia itens como: corpetes, espartilhos, cintas-ligas, meias 7/8, Kimonos, Babydolls. Claro que as sugestões eram de marcas da moda íntima internacional que se destacavam das demais, afinal era o nosso trabalho e o lema era manter-se sexy o tempo todo e sempre pronta para arrasar.
Fiz minhas compras naquela quinta-feira, na sexta fiz minha mala. Eu faria o check-out no hotel no sábado antes de ir para o porto, mas deixaria uma mala no guarda volumes, mediante uma taxa paga. No sábado de manhã fui ao salão para o meu dia de princesa: depilação, massagens, unhas, cabelos, sobrancelhas.

E Finalmente chegou a esperada hora do embarque.

Continua…



Beijos queridos amigos. Até o próximo capítulo!
 

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