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domingo, 8 de maio de 2016

O Encanador

Eu encontrei o policial, pai da Jéssica, enquanto olhava umas novidades na seção de eletrônicos de um hipermercado. Era noite de sexta-feira, eu acompanhava minha mãe em suas compras de última hora; presentes e miudezas lembrados tardiamente. Ela levaria tudo em uma viagem na manhã seguinte. O doido ficou todo feliz ao me ver, tanto que quase me beija na boca na hora dos beijinhos de cumprimento. Virei o rosto a tempo, éramos observados por muita gente. Ele estava de folga e sem a farda. Comentou sobre estar precisando de um colchão novo. Abraçou-me pela cintura e arrastou-me corredor adentro pedindo a minha ajuda na escolha, pois eu também usaria o colchão, segundo ele. O safado era cheio de confiança. Eu me livrei do abraço e falei sussurrando:
— Para, seu doido! Minha mãe está aí no corredor de trás.
Ele olhou em volta com cara séria, mas sem perder a pose.
— Que pena, pensei em te dar uma carona. A gente poderia namorar um pouquinho dentro do carro.
Que homem pervertido, no entanto, eu ainda curtia aquele cafajeste. Disse que poderíamos conversar rapidinho no carro, minha mãe ainda demoraria nas compras. Ele falou onde tinha estacionado e foi na frente. Eu fui avisar minha mãe, menti sobre um distúrbio intestinal repentino, iria ao banheiro e depois a esperaria no carro. Ela não gostou da ideia, mas cedeu.
Mal entrei no carro do homem, que tem os vidros filmados, ele já foi apalpando minhas pernas e subiu sua mão por minha coxa e por dentro da minha saia e tocou meu sexo por cima da calcinha.
— Nossa anjinha, você já está toda molhada.
Mandei ele parar, pois eu queria dizer algo... Em vão, ele agarrou em minha cintura, puxou-me para cima dele e beijou-me ferozmente. A carne é fraca, correspondi ao beijo e ao mesmo tempo curti suas mãos enfiadas por dentro da minha calcinha esmagando as bochechas da minha bunda. Um carro entrou pelo corredor onde estávamos e seus faróis iluminaram a gente. Eu já havia pulado de volta para o banco do passageiro ao primeiro facho de luz. Aproveite o ocorrido e o mandei parar de sacanagem e ouvir o que eu tinha a dizer.
Contei sobre minha mãe ir para o interior de Minas Gerais na manhã seguinte, ela e o namorado seriam padrinhos do filho de um amigo dele. Fariam o cursinho no sábado a tarde e o batizado aconteceria no domingo de manhã, eu ficaria sozinha em casa a noite de sábado inteirinha e parte do domingo. Pensei em dividir a cama de casal com ele.
— E aí, o que você acha? — Perguntei olhando para ele toda oferecida.
Ficou animadíssimo, iria com certeza, ele disse. Mentiria para a mulher dizendo estar em plantão a noite toda. Fiquei de ligar para ele no dia seguinte, logo após minha mãe ter seguido viagem, então combinaríamos a sua chegada em minha casa. Ele quis saber se não seria mancada caso os meus vizinhos vissem um homem estranho entrando de noite em minha casa na ausência da minha mãe. Ele só poderia ir depois das 19h. Não tive tempo de responder, meu celular tocou, era minha mãe preocupada querendo saber onde eu estava e dizendo estar me esperando ao lado do carro, pois a chave estava comigo. Menti dizendo ter ajudando uma tiazinha a achar o carro dela e já estava voltando correndo. Desliguei, falei para o homem que ligaria para ele no dia seguinte. O maluco tentou me beijar novamente, mas eu consegui me livrar dele e sai fora rapidão.

No dia seguinte minha mãe saiu cedo, porém, só liguei para o homem umas cinco da tarde. A casa dos meus vizinhos da frete estava agitada, pessoas na garagem e no terraço da frente, com certeza veriam o homem entrando na minha casa. Dei a ideia para ele fingir ser encanador.
— Cada ideia você tem — ironizou ele — como vou fingir ser encanador, garota?
— Sei lá, trás umas ferramentas, um pedaço de cano ou uma roupa que combine, o resto deixa comigo. E por favor, trás também um vinho para a gente tomar, minha mãe não deixou bebida nenhuma em casa. — Nos despedimos com beijos após ele confirmar sua vinda.


Ele chegou em minha minha casa vinte minutos depois das 20h. Ligou dois minutos antes e eu o esperei no portão. Antes dele chegar eu cumprimentei meu vizinho da frente, eu flagrei o safado algumas vezes espiando de binóculos as janelas dos quartos de casa. Não sei se minha mãe costuma se exibir em trajes menores ou sem roupa em seu quarto, mas eu adoro exibir-me e provocar esse tarado. Agradeci recusando seu convite para o churrasco, no mesmo instante o carro do Aloísio chegou, estacionou e ele desceu com uma caixa de ferramentas na mão. Segurei uma gargalhada ao vê-lo vestido com um jalequinho minúsculo e amarrotado. Pelo menos era de um cinza discreto.
Dei um tchau para o vizinho e fui para dentro acompanhada do homem. Após fechar a porta da sala eu não segurei mais o riso.
— Você ficou uma gracinha com esse casaquinho.
Ele não achou muita graça, largou a caixa de ferramentas no chão, tirou o jaleco e o jogou sobre a caixa. Eu o abracei e pedi para ele não ficar brabo, procurei sua boca com a minha. Durante o beijo ele percorreu todo o meu corpo com suas mãos, penetrou por debaixo do meu vestidinho caseiro e descobriu que eu já estava sem a calcinha.
— Você é muito safada menina, adoro isso.
— Esqueceu o vinho? — perguntei. Ele o pegou dentro da caixa.
Levei o vinho para a cozinha e subi com o homem para o quarto, o da minha mãe. Ele ficou receoso, achou que era mancada, o deixei tranquilo, havia trocado a roupa de cama por uma que ela não costuma usar, e eu lavaria a roupa na manhã seguinte. Além do mais, era a única cama de casal da casa. Não perderia mais tempo, tirei meu vestido e me acomodei nuinha entre os travesseiros. Fiquei assistindo o homem se despir e depois cobrir o meu corpo frágil com o seu corpo másculo. Durante o beijo nós rolamos na cama, aproveitei que estava por cima e desci até seu membro e o engoli todinho, incentivada por suas mãos agarrando meus cabelos fazendo minha cabeça subir e descer e o seu membro entrar e sair da minha garganta.

***

Tivemos nosso primeiro tempo de pegação, e alguns orgasmos. A noite ainda era uma criança. Deixei o homem esparramado na cama e desci as escadas para pegar o vinho para nós. Sorri novamente ao ver o jaleco, eu estava pelada, vesti o casaquinho só de farra, fechei apenas um botão de baixo.
Liguei para a pizzaria e pedi uma do tipo que ele costuma pedir em sua casa. Ficaram de entregar em vinte minutos. Após deligar o telefone eu sorri maliciosamente com a ideia de não deixar o homem comer muito para não afetar no seu desempenho. Eu queria de tudo naquela noite, e por horas, teríamos a noite toda se ele quisesse, e ninguém para atrapalhar. Deixaria ele respirar apenas um pouco para renovar as energias. A gente continuaria com nosso Love depois de comermos a pizza.
Abri o vinho, experimentei com um gole, uma delícia. Servi em duas taças e deixei a garrafa na cozinha. Desceríamos logo, a pizza não demoraria. Subi as escadas para o quarto equilibrando a bebida nos cristais. Entrei no dormitório comentando:
— Uma delícia este vinho, amei.
Fiquei surpresa, confusa e frustrada quando o vi vestido com suas roupas e sapatos e penteando o cabelo molhado. Ele deve ter tomado um banho expresso.
— O que foi? Você não está pensando em ir embora agora, né?
— Eu tenho que ir para casa anjinho, a patroa está me esperando.
Fiquei muito puta, o lembrei de nossa conversa e o combinado do dia anterior: Ele mentiria para a mulher dizendo estar de plantão durante a noite toda. Falei da pizza que estava chegando e também dos meus desejos e a vontade louca de passar a noite com ele. Odeio discutir a relação. Odiei mais não ter conseguido demovê-lo da intenção de ir embora. Suas desculpas vagas só irritavam-me cada vez mais.
Descemos as escadas, fui gritando com ele a cada degrau. Vociferei para ele sumir logo antes que eu fizesse um escândalo do qual ele iria se arrepender. Ele estava me tratado como uma biscate qualquer. Ele pediu pelo amor de Deus para eu não gritar, pois os vizinhos iriam ouvir. Dei um foda-se e disse que estava na minha casa e gritava o quanto quisesse. Abri a porta e o mandei sumir. Todo cheio de razão e cara de desdém, ele pegou suas ferramentas e saiu demonstrando indiferença e sem olhar para mim. Bati a porta com força assim que ele passou o batente. Com sorte, devo tê-lo atingido com uma portada nas costas. Com raiva eu puxei o jaleco com as duas mãos e arrebentei o botão, tirei o trapo do meu corpo ficando pelada novamente, embolei o tecido e segurei em uma mão, abri a porta no momento que ele fechava o portão já estando do lado de fora. Dei um passo para fora da porta, tomei impulso e joguei o jaleco na cara dele.
— Leva esta porcaria com você — eu gritei ao jogar. Errei... O bagulho parou na grade do portão, ele pegou e saiu em direção do seu carro. Bati a porta novamente, não sem antes notar dois homens, visitas do vizinho da frente provavelmente, olhando incrédulos para o meu corpo nu. Com certeza viram tudinho, pois a luz da área é forte. Felizmente não era a mulher do meu vizinho, el
tem fama de fofoqueira.

Voltei para o quarto puta de raiva, tomei as duas taças de vinho. Iria descer e tomar a garrafa toda, quem sabe o porre me fizesse esquecer. Estava enchendo o copo quando o interfone tocou… Lembrei da pizza. Falei pelo aparelho com o moço e pedi que viesse até a porta da sala — o portão estava aberto — Corri até a área de serviço e peguei uma toalha de banho no varal para cobrir o meu corpo nu, depois dei mais uma corridinha até a porta para pegar a pizza. O entregador era um carinha conhecido, já fez algumas entregas em minha casa. Enquanto ele me devorava inteirinha com seus olhos castanhos, eu pensei com meus botões… "Quem sabe a noite ainda não estivesse inteiramente perdida."


Continua...


Beijos! Continua no Conto "Fascínio pelo Proibido" já postado aqui no Blog.

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