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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Telhado de Vidro

Passaram-se duas semanas desde que me deitei com o pai da Jéssica pela última vez, e apesar da amiga não ter comentado nada diretamente, por suas atitudes e indiretas, ficou evidente seu conhecimento sobre minha relação com o homem. Ela viu algo e nós não percebemos. Demos mole. Só poderia ser essa a razão de deixarmos de ser amigas e passarmos a ser adversárias, porém não declaradas.
Era tarde de sábado e acabáramos de voltar das compras, fui convencida a ir e apenas a garota comprou, usou o dinheiro extorquido do pai.
Novamente nua, depois de experimentar parte das compras, ela decidia o que vestiria a seguir. Optou por um mini vestido, muito mini e rodado. Ficou se admirando no espelho e comentou:
— Vou com ele na baladinha hoje. — Você vai, né, Mila?
— Nem vô, estou dura — desabafei — e você não gastou tudo com as roupas? — perguntei.
Respondeu com um ar de superioridade:
— Dinheiro não é problema. — E saiu correndo falando para eu me preparar para a balada, ela ia conseguir uma grana para nós.
— Vê se consegue uma calcinha também — alertei —, você está sem.
Ela fingiu não ter ouvido a observação. Talvez o esquecimento da peça íntima fizesse parte de algum plano.
Fui atrás para ver o que a danadinha aprontaria desta vez. O coroa estava na sala, sentado em uma poltrona e examinando a fatura de um cartão de crédito. A garota toda maliciosa sentou de lado em seu colo e deixou as pernas sobre o braço da poltrona, o vestidinho ergueu exibindo suas coxas por inteiro.
O policial safado nem a repreendeu e nem fez menção de tirar a garota seminua de cima do seu órgão genital.
Ela começou seu joguinho de extorsão. Chamou-o de paizinho, de lindo, dizendo o amar e mais algumas bajulações. Daí ela foi ao ponto crucial e disse:
— E mesmo se eu soubesse que você trai a mamãe, eu não contaria nada pra ela.
O policial ficou vermelho com o baque e gaguejou alguma coisa. Eu senti um puta de um calafrio ao ouvir aquilo. Agora era certeza, a garota tinha visto eu e o pai dela na cama.
Ele ficou ainda mais sem graça ao perceber a minha presença. Eu estava escondidinha atrás do batente olhando para ele com cara de reprovação, mas com o peso da cumplicidade.
A garota continuava a falar, e ao mesmo tempo remexia malignamente sobre o pênis do pai, seu vestidinho subiu deixando o seu sexo à mostra. Foi quando ela pediu o dinheiro.
Ele deve ter achado prudente deixar quieto o assunto traição, seu caráter era falho e seu telhado era de vidro, então o safado cedeu rapidamente dizendo que daria o dinheiro. Com um sorriso travesso, primeiro pelo êxito de sua chantagem e segundo por perceber os olhos do tarado do pai devorando sua boceta, ela o beijou no rosto e levantou.
Quando a louca saiu de cima dele, ainda deu tempo de eu apreciar a barraca armada do homem. Em outra situação a cena teria acendido os meus desejos proibidos, contudo naquele momento eu senti um misto de repulsa e desencanto ao perceber que ele não tinha respeito por ninguém.

***

Mais duas semanas se passaram e a Jéssica continuava representando seu novo papel: indiferente, irônica e vulgarmente exibida. E o problema aparentemente era só comigo. Eu não tive nenhum outro encontro furtivo com o pai dela e nem dormi mais em sua casa. Combinamos de almoçar em um bar próximo do colégio naquela segunda-feira, após as aulas. A mãe dela começara a trabalhar fora, a minha passava o dia em sua loja e longe de casa. Eu e a amiga não queríamos comer as sobras de domingo, então fomos para o boteco dividir um virado à paulista.
Chegando ao bar ela deixou suas coisas sobre a mesa e foi até o banheiro. Segundos depois chegou uma mensagem em seu WhatsApp. Em outras épocas eu não teria feito o que faria naquele momento, ou seja, bisbilhotar o celular dos outros, mas ela estava agindo de modo estranho ultimamente. Na semana passada ela recebeu uma mensagem neste mesmo horário, juntou suas coisas e partiu rapidamente. Suas explicações foram as mais vagas possíveis.
Enfim, sobre a mensagem, era do pai dela e dizia algo assim: "Consegui vir pra casa mais cedo, anjinho. Você está vindo?"
O homem do bar serviu a nossa comida e o Whats dela tocou novamente logo após ela retornar do lavabo. De imediato eu falei que havia tocado dois minutos atrás. Claro, eu não teria falado nada se não tivesse tocado novamente, pois em meus pensamentos pervertidos, deduzi e já imaginei toda a situação... A Jéssica estava tendo um caso com o pai e sairia correndo para sua casa onde teria um "love" com ele enquanto sua mãe estava no trabalho.
Após conferir e responder a mensagem a amiga disse que ia comer rápido e iria para casa fazer umas coisas a pedido de sua mãe.
— Quer que eu vá te ajudar? — ofereci-me.
— Não, obrigada, é só umas coisinhas. — Foi sua resposta rápida, depois desconversou sendo o mais evasiva possível.

***

Na sexta-feira, daquela mesma semana, começava a anoitecer quando eu cheguei de surpresa no apto da Jéssica. Dei a desculpa de não querer dormir sozinha, pois minha mãe sairia com o namorado e dormiria fora. Na verdade eu queria era tirar a limpo se a amiga estava mesmo de caso com o pai. A dona Ivone (mãe da Jéssica) trabalhava como cuidadora de um casal de idosos, eu soube com antecedência que excepcionalmente ela sairia de madrugada no dia seguinte (sábado) para acompanhar os tiozinhos em uma consulta médica em São Paulo.
Aloísio, o pai da amiga, em nosso raro momento de privacidade em um canto do apto, nem aparentou ser o safado dos nossos encontros anteriores, estava todo incomodado e fugiu do assunto quando perguntei se ele ia me "raptar" novamente na manhã seguinte. Ouvi a dona Ivone dizer algo, não era conosco, a voz estava distante, contudo foi o suficiente para ele usar como desculpa de que alguém estava vindo e saiu fora. Assim como a amiga, ele também estava agindo de maneira diferente comigo.
Eu gostaria de ser mais forte e menos promíscua e não me envolver em situações de risco, mas eu sentia um fogo aquecendo minhas partes mais íntimas. O desejo do proibido induzia-me a procurar o perigo e consequentemente meter-me em encrencas. Eu curtia aquele safado, fazer amor com ele era garantia de orgasmos deliciosos.
Durante aquela noite eu não percebi gestos ou olhares diferentes entre pai e filha. Com a dona da casa estando presente, a libertinagem dos dois ficava inibida.

***

Ainda estava escuro quando acordei ouvindo canto de pássaros. Eu só queria silêncio e dormir mais umas horas. Tive a ligeira impressão de que havia alguém mais no quarto, além de mim e a Jéssica. Fiquei gelada ao sentir uma presença entre minha cama e a da amiga. Eu não sabia se era sonho ou real, estava morrendo de sono e mal conseguia abrir os olhos. Um vulto grande estava debruçado sobre a garota e parecia afagar seus cabelos. A Jéssica estava descoberta, seu lençol estava jogado para o lado e sua nudez era parcialmente protegida pelo shortinho leve e solto, assim como a mini regata, igualmente soltinha. O vulto acabou de descobri-la puxando levemente o lençol para o lado, novamente debruçou sobre ela e o estalo suave que ouvi era similar ao de um beijo, tipo um selinho.
O vulto levantou e voltou-se para o meu lado, aí sim acreditei ser real, fiquei dura como estátua e sem respirar ao sentir uma mão enorme segurando meu lençol. Eu ainda fingia dormir, mas quase soltei um grito, felizmente minha voz não saiu. Só então senti um perfume misturado com um aroma másculo e conhecido que fez meu pavor se transformar em desejo... Era o pai da amiga. Ele puxou suavemente o lençol que estava abaixo da minha bunda deixando minha calcinha à mostra e me cobriu até os ombros.
Após o susto medonho e o desejo carnal, fiquei decepcionada ao vê-lo virar-se novamente para o lado da Jéssica e erguê-la nos braços musculosos. Só então percebi que ela acordou, eu ainda fingia dormir. Ele fez um gesto para ela ficar quieta. A garota o abraçou pelo pescoço e ambos viraram para o meu lado. Fiquei estática bancando a Bela Adormecida. Ele saiu caminhando bem devagar e carregando a filha.
Eu já sabia o que iria acontecer a seguir, fiquei arrasada porque dessa vez o safado não me levou para o seu quarto, a escolhida agora era a filha. Fiquei me mordendo de raiva e só pensava em vingança.



Depois de alguns minutos, após controlar a minha raiva, sai de mansinho do quarto e caminhei descalça e devagar pelo corredor. Já não estava tão escuro, em menos de meia hora seria dia claro.
A porta do quarto do casal estava fechada, tentaria ver algo pelo buraco da fechadura e rezava para não ser notada, pois seria tão desagradável para mim quanto para eles, caso eu fosse flagrada os observando em situação promíscua.
Não conseguia ver nada, ou desta vez ele deixou a luz do abajur apagada, ou colocou algo tampando o buraco da fechadura. Continuei ao lado da porta e tentei ouvir algo...
— Ah, papaaai! — era a voz abafada da garota e parecia estar em estado de êxtase.
Não aguentei de tesão, enfiei a mão por dentro da calcinha e comecei a me tocar e continuei do ladinho da porta ouvindo a amiga repetir cada vez com mais sofreguidão — Ahh, papai! — intercalando com seus gemidinhos longos.
Assustei ao perceber que a luz do quarto fora acesa, de imediato a visão dos dois sobre a cama ficou perfeita para mim. Iria sair correndo, mas não percebi nenhuma ameaça, o homem sentou na cama, abriu a gaveta do criado-mudo e pegou um preservativo.
Ambos estavam nus, a garota ao lado deitada de pernas dobradas e abertas como quem acabara de ter seu sexo sugado e explorado por dedos e língua, muito provavelmente. Quietinha ela aguardava o homem terminar de colocar a capinha no pênis. Eu gostaria tanto de poder ter filmado tudo aquilo.
Ele finalizou a tarefa do preservativo. Ela deslizou para o meio da cama após ele fazer um gesto com a mão e falar algo que não entendi, pois ele sussurrou.
Ele a tratou com carinho e ajeitou seu corpo entre as pernas abertas dela. Após alguns segundos, deu para perceber que ele a penetrou, pois ela soltou um gemido sofrido e longo e imediatamente abafado pela mão do homem em sua boca. Ao mesmo tempo ele iniciou suas estocadas e cada vez eram mais fortes. Ela continuava com seus gemidos abafados e aparentemente curtia muito aquele papai e mamãe.
Eu toquei meu sexo cada vez mais rápido e morrendo de inveja da amiga, era para eu estar ali embaixo daquele homem. Não me conformava por ter perdido esta. Faltou pouco para eu invadir aquele quarto e me humilhar pedindo para entrar na brincadeira.
A garota conseguiu controlar seus gemidos e gritinhos e teve sua boca livre outra vez, mas logo depois que as estocadas ficaram intensas e o macho urrou de forma comedida anunciando seu orgasmo, ela começou seu escândalo novamente com gritinhos repetidos: "Ai papai. Ai papai". Repetia rápido e cada vez mais alto, parecia estar no ápice do clímax. Ela teve sua boca tapada novamente.
Eu também gozei, minha calcinha ficou molhadinha, porém não apagou meu fogo. Desejei muito que aquele safado me pegasse com força e me fizesse gemer até ser finalizada.
Os gemidos, urros e movimentos cessaram, ele tirou de dentro dela e deitou respirando ofegante. Ela se ajeitou ao seu lado e apoiou a cabeça no peito dele. A amiga respirava com dificuldade e tinha um sorriso bobo de quem estava satisfeita. O sorriso dele era tão ou mais bobo que o da novinha.

Já era dia claro quando ele fez um movimento para levantar, eu sai de fininho e dei uma corridinha silenciosa. Deitei em minha cama e fingi estar dormindo quando minutos depois a Jéssica entrou no quarto de mansinho e deitou tentando não chamar a minha atenção.


Continua...


Beijos! Continua no conto "O Encanador", já postado aqui no blog.
 

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