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sábado, 28 de novembro de 2015

Festa de 15 Anos

Minha amiga Yasmin era tecnicamente virgem; sua primeira e única experiência sexual aconteceu na semana em que completou 15 anos. Naquela ocasião, ela cursava o primeiro ano do ensino médio e namorava um carinha da mesma sala. Porém dias antes, ela se deixou envolver pelo pegador do momento daquele colégio, um gato do terceirão. Ela queria ficar disponível, então pediu um tempo para o seu namoradinho. A garota estava deslumbrada com o assédio do Don Juan brasuca. Não foi difícil para ele a seduzir, já que os hormônios da amiga estavam a milhão e deixar de ser virgem era quase uma obsessão, ainda mais com aquele gato que era disputado como um troféu pela maioria das novinhas daquela escola.

Durante a semana seguinte o casal adolescente ficou aos beijinhos e alguns amassos mais calientes: eram mãos que invadiam o interior da camiseta e massageavam o seio nu de mamilos entumecidos. A retribuição vinha a seguir com dedos delicados se esgueirando pela braguilha aberta do jeans, deslizando por dentro da cueca e segurando um pinto rígido e morno.
A libido aumentou exponencialmente a vontade da novinha de transar. Tudo acontecia naturalmente no interior do colégio, como se putaria fosse uma das disciplinas ministradas naquela instituição de ensino.

Na quinta-feira tudo ficou previamente combinado em detalhes, eles ficariam no sábado, dia da festa de debutante que aconteceria em um clube juntamente com outras aniversariantes.

Chegou o grande dia e enquanto o evento rolava a amiga não conseguia disfarçar o sentimento de orgulho por ter vencido uma espécie de batalha entre as meninas. Ela brincava com a imaginação e interpretava o papel de uma noiva em sua festa de casamento.

Suas palpitações aumentaram com o passar das horas. Ela saboreou cada instante daqueles momentos de diversão e fantasia na companhia do seu "príncipe encantado", sentiu-se como em um conto de fadas. Restavam poucos minutos para o final da festa, seu coração acelerou quase a sufocando, visto que era chegada a hora de partir para a "Noite de Núpcias".
Final de evento e todos estavam saindo se dirigindo para suas residencias, inclusive os pais da Yasmin, contudo eles permitiram que ela fosse com o rapaz até sua casa para dar um beijo em seus pais, era aniversário de casamento dos mesmos e houve uma festinha familiar. A recomendação era que a garota voltasse para casa antes das 23 horas — eles teriam em torno de 40 minutos, tempo mais que suficiente para “dar umas com força” nesta idade.

O garoto havia pegado o carro emprestado de sua mãe e levou minha amiguinha para o parque que ficava próximo ao colégio. A molecada que não pode frequentar (ou pagar) motel ou Drive-in dá uns catas naquele cantinho escuro durante a noite.

Na hora H pintou um medinho na garota e ela se retraiu, mas o gato era bom de papo e a Yasmin cedeu aos seus pedidos e carícias. Ela ficou sem graça por ser sua primeira vez, contudo também estava a fim dele e se entregaria naquela noite, naquele parque e no banco traseiro daquele carro.
— E vocês usaram preservativo?
— Claro, né, Mila.
Esclarecida a minha dúvida, a amiga continuou contando:
Mesmo querendo muito, na hora eu travei, visto que não foi bem assim que imaginei ser minha primeira vez. Não fizemos amor, aquilo foi quase um estupro com ele me deitando no banco de trás e quase rasgando a minha calcinha com seu desespero e pressa em me comer.
— Não rolou nem uma preliminar, tipo ele chupar você? — perguntei interessada.
— Não, fui eu que chupei aquele negócio, a pedido dele, quando ainda estávamos no banco da frente. Quando já estávamos no banco de trás, ele colocou a camisinha e veio pra cima de mim. Eu estava muito desconfortável e com medo, ele colocou minhas pernas abertas e para cima, apoiadas nos ombros dele. Tratou-me como se eu fosse uma puta, fiquei muito envergonhada e pedi que parasse quando tentou a penetração... Tarde demais, seu pinto invadiu minha vagina e aquela coisa parecia que me rasgava. Quando forçou o meu hímen eu senti arrependimento e desconforto, mas ele continuou forçando com estocadas longas e doloridas. Chorei de dor e não segurei um grito quando ele brutalmente foi todo pra dentro de mim.
Depois do grito e gemidos de quem estava ferida, momentaneamente parei de resistir e aceitei o que não tinha mais volta, acabara de perder minha virgindade. Ainda tentei relaxar e curtir os instantes mais íntimos que já tivera com alguém em minha vida, e a dor passou a ser suportável. Curti seu corpo sobre o meu e o odor suave que emanava dos nossos sexos... Aquilo tudo remetia a pecado e fez com que eu me sentisse mulher e superior às outras meninas do colégio. Ele soltou seu peso em cima de mim me dobrando e fez meus joelhos quase tocarem em meu rosto. Bombou seu pinto dentro de mim como se fosse um maníaco. Era um sentimento estranho, doía muito, mas era gostoso e não queria mais que ele parasse.
De repente senti um susto quando ele urrou como um bicho com o rosto bem próximo ao meu, até pensei que ele tivesse tendo uma convulsão, ao mesmo tempo algo aqueceu ainda mais a minha vagina, era a sua porra enchendo a camisinha. A seguir veio a decepção… Ele parou de mexer e saiu de cima de mim segundos depois. Fiquei muito frustrada. "Era só isso?" Pensei. Até que fiquei aliviada por ter terminado, todavia, eu queria que ele continuasse, pois comecei a sentir prazer e logo chegaria ao orgasmo.
Ele, com cara de predador que acabara de abater sua presa, ainda teve a cara de pau de perguntar se eu curti. Eu menti para poder sair dali o quanto antes, disse que curti, apesar de ter sentido dor.

— Ele me levou para minha casa. E foi assim que terminou o meu primeiro e último encontro amoroso.



Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Última Refeição

Um mês antes eu não teria dado atenção àquela pequena nota na página inicial de um site de notícias. Era sobre um corpo encontrado em um rio.
Passaram-se três semanas desde que o carro alugado pelo Matheus foi içado do fundo do rio Itajaí-Açu. Segundo a nota do site, moradores acionaram os bombeiros após avistarem um cadáver preso entre galhos às margens daquele rio, porém, distante 3 km de onde o carro foi encontrado. O corpo era de um homem em avantajado estado de decomposição. Após identificação preliminar ficou descartado como sendo do empresário Matheus Weber o corpo encontrado. O identificaram como sendo de um policial do BOPE de SC, ele estava afastado das funções, pois respondia a uma acusação de corrupção. Na reportagem havia uma foto, um pouco mais antiga, do policial fardado e seu nome logo abaixo escrito em negrito.
Jesus! Era o Nícolas (o safado que me deixou pelada e sozinha no casebre à beira do rio Camboriú no sábado do sumiço do meu coroa).
De acordo com a reportagem, a provável causa da morte seria afogamento (segundo os peritos da polícia). Não havia indícios de violência. O IML faria o exame detalhado para apurar a causa da morte.
A notícia deixou meu coração apertadinho, era um misto de alívio e tristeza. Era evidente que o Nícolas se aproximou de mim com o interesse de prejudicar meu coroa, mas assim como eu, ele também se deixou envolver e não foi somente um negócio para ele, juntos curtimos nossos momentos amorosos e de pegação. Rolou muita química entre nós. Eu até já o havia perdoado por ter me abandonado apagadinha naquela beira de rio.

Mais uma vez o meu anjo da guarda (ou algum protetor) estava de plantão e consegui continuar invisível neste caso doido. Não fui procurada pela polícia e nem pela imprensa.

Uma semana depois eu tive meu último encontro amoroso com o Paulo Henrique. Como das outras vezes, além de passar horas agradáveis em sua companhia, ele novamente me fez flutuar de tanto prazer. Eu não contei pra ele que aquela transa seria a última, a saideira. Também não revelei nada sobre minha viagem; seria em dois dias e com a pretensão de ficar alguns meses fora do país. Só a Yasmin e os porteiros do meu prédio sabiam que eu daria um perdido temporário. Tive muita vontade de contar para o homem, fantasiei a hipótese de ficarmos juntos com ele cuidando de mim. No fundo eu sabia, era um sonho, tinha consciência de que o nosso compromisso era uma relação comercial. Mesmo sendo prazeroso do primeiro ao último minuto, e a cada novo encontro o tesão se renovava, todavia, ainda era apenas um negócio. A propósito, sua gorjeta foi extremamente generosa neste nosso último encontro. "Será que ele sabia a respeito da minha viagem?" Pensei com meus botões. Se o homem foi informado por sua "rede de espionagem", disfarçou bem e não disse nada.
Mas ele não me deixou sem novidades, na manhã seguinte, durante nosso café, ele contou algo muito importante. Segundo as fontes do Paulo Henrique, a mulher do Matheus e os seus familiares estavam requerendo a morte presumida do empresário para poder meter as mãos nos bens deixados por ele (ou o que sobrou), pois o danado do homem vendeu seus 51% da confecção que tinha na região de Campinas (a mulher tinha direito somente na de Blumenau, a de Campinas era um bem adquirido antes do casamento e o mesmo foi em regime parcial de bens).
A transação foi feita em segredo e o dinheiro transferido legalmente para uma conta fora do país. Depois disso ninguém sabe para onde foi a grana (milhões, no caso).

Completara um mês do sumiço do homem e as buscas foram oficialmente encerradas. Os abutres, digo, os familiares teriam que esperar 180 dias para a sucessão provisória, já a sucessão definitiva, poderia demorar até dez anos caso o homem não reaparecesse.
Considerei o plano do meu coroa quando decidiu sumir, sua intenção era não deixar todo o seu patrimônio à disposição da mulher. Ela também não usufruiria completamente dos bens durante anos. Ainda conviveria com o fantasma do empresário que poderia aparecer de uma hora para outra.

"Nossa! Que plano maquiavélico. Quero continuar amiga do Matheus." Comentei esboçando um sorriso.

No final daquela tarde eu terminei de fazer minha mala e arrumar tudo para a viagem, sairia durante a madrugada, iria para Guarulhos/Cumbica, achei melhor partir de lá para reduzir a chance de encontrar conhecidos. Só então pensei em comida, passei o dia com o desjejum tomado na casa do quarentão.
Fui até a padaria comprar algo para o jantar e também daria uma última paquerada em um gato de uns 25 anos, alto, sarado, olhos verdes e cabelos dourados. Rodrigo o nome dele. Eu tive uma queda por ele desde o primeiro dia que o vi atrás daquele balcão. Muito top, delicinha mesmo, eu o seduzia com olhares e boquinhas. Ele correspondia apenas com o olhar encantador e atendimento atencioso, pois sua esposa trabalhava no caixa da padaria e não dava mole fazendo marcação cerrada. Era comum ela me fulminar com os olhos quando eu me dirigia ao caixa. Eu ficava na minha, me fazendo de bobinha e só esperando a chance de enfeitar a testa da sonsa. O pai dela (sogro do Rodrigo) era um dos donos da padaria.
Entrei e de cara percebi que a garota não estava no caixa, quem estava lá era a menina da manhã, era minha colega. Fui rapidão até ela e perguntei falando baixinho:
— Cadê a chifruda?
Ela trabalhou na parte da manhã, pois tinha compromisso com a mãe durante a tarde. Respondeu a colega.
De imediato fui até o Rodrigo, ele estava no balcão do bar. Perguntei se ele poderia entregar uma comida em meu apartamento uma hora mais tarde. No entanto, teria que ser ele mesmo, ou eu não iria querer.
— Prometo que a caixinha será muito boa — sussurrei cheia de malícia.
Seus olhos brilharam como duas esmeraldas iluminadas. Perguntou o que eu desejava comer.
— Você gato — respondi em um murmúrio, pois um homem chegou ao lado e se ligou na conversa. Depois respondi naturalmente, disse querer um arroz fresquinho, um filé ao ponto, fritas e uma salada mista.
Ficou combinado então, ele faria a entrega.

Quarenta e cinco minutos mais tarde eu estava de banho tomado, toda perfumadinha e alisava minhas pernas com um creme enquanto aguardava o gato. Pouco depois tocou o interfone e autorizei o porteiro a deixá-lo subir. Estava vestida apenas com um robe de cetim, curto, com o laço frouxo e um decote generoso.
Abri a porta e não contive um suspiro de satisfação ao ver aquele deus grego deliciosamente musculoso me devorando com seus olhos verdes.
— Uau! Você fica muito melhor sem o uniforme. — Entra aqui, vou pegar o dinheiro.
Dei espaço para que ele me precedesse em direção à sala. Fechei a porta e o acompanhei, peguei as embalagens de suas mãos e disse que voltava já. Caminhei rebolando suavemente em direção à cozinha e era capaz de sentir seu olhar em minha bunda como se a estivesse acariciando. Meu bumbum ficava destacado por debaixo daquele tecido fino e liso.
Quando dobrei o tronco para pousar as embalagens sobre a mesa, um lado do meu robe deslizou pelo meu ombro esquerdo e meu seio ficou visível. Levantei o corpo e virei em direção à porta, pois percebi um vulto, ele estava me observando a três passos de distância. Nossa troca de olhar foi cheia de desejo e silenciosa. Meu robe desceu um pouco mais, não o impedi, e o laço soltou. Eu não vestia mais nada por baixo, fiquei nua em sua frente.
O "Uau" a seguir foi dele. Perguntei-lhe se gostou do que viu. Ele disse ter ficado encantado, eu era uma deusa. Deu dois passos em minha direção e fez o cetim cair pelo meu ombro direito deixando-me peladinha. Ele abraçou minha cintura e eu passei meus braços enlaçando seu pescoço, nossos lábios se uniram e abri minha boca e ofereci minha língua que foi sugada carinhosa e apaixonadamente. Puxei sua camiseta pra cima e ele terminou de tirá-la. Após outro abraço gostoso e beijos cheios de desejos, sugeri irmos para minha cama.
Ele me pegou no colo e caminhou comigo aninhadinha em seu peito e grudada em seu pescoço. Em meu quarto deitou-me suavemente e se livrou dos sapatos, calça e cueca. Ajoelhou na cama me deixando dominada por debaixo dele e entre suas pernas. Gemi baixinho ao sentir a pressão daquelas mãos fortes agarrando meus seios e massageando-os com ternura. Meus mamilos cresceram em suas mãos e a seguir sua boca arrancou meu gemido mais profundo ao chupar e mordiscar meus mamilos inchados de tesão.
O gato deslizou sua boca até minha xotinha, eu ergui minhas pernas dobradas e abertas para que ele se acomodasse em mim e me levasse ao delírio penetrando sua língua em minha fendinha lisinha... Ah! O danado fez eu revirar os olhos ao pressionar meu ponto G com seu "dedo mau" mais parecido com um pinto de tão grande e grosso. Quando estava quase chegando ao clímax ele ameaçou de levantar a cabeça, desesperada e descontrolada eu agarrei em seus cabelos e o prendi com minhas pernas. Forcei sua cabeça e não deixei sua boca desgrudar de mim. Gritei que ia:
— GOZAAAAARRR. — Deus! Como eu gozei gostoso.
Depois de gemer bem putinha esfregando firme minha boceta em sua cara, veio o relaxamento, soltei a cabeça do homem e fiquei arreganhadinha ainda curtindo a sensação de um gozo de parar o coração. Mantive os olhinhos fechados de vergonha, pois sabia que tinha feito travessura ao quase sufocar meu parceiro.
Ele voltou a ficar de joelhos sobre mim, só que agora entre minha cabeça, pincelou seu pau enorme em meus lábios, eu abocanhei e chupei seu membro. Depois o deixei deslizar indo cada vez mais fundo goela adentro. Ele era carinhoso e controlava suas investidas e retirava rápido quando ofendia minha garganta.
Eu queria sentir aquele pau poderoso em minha boceta, ele saiu de cima para eu pegar camisinhas na gaveta. Vesti seu pênis com a capinha, ele ficou deitado e eu fui por cima e sentei suave sobre ele introduzindo tudo aquilo e alargando a minha boceta. Deixei-o comandar os movimentos segurando em meus quadris... Ahh! Ele gozou rápido, mas eu adorei sentir o tremor do seu corpo, a pulsação do seu pinto dentro de mim e principalmente a sua carinha de satisfação.
Minutos depois de trocar a capinha cheinha de sêmen por outra novinha, eu quis muito um papai e mamãe para sentir seu corpo pesando sobre o meu e saborear seus beijos recheados de tesão enquanto eu desfalecia de tanto ele me fazer gozar com suas estocadas vigorosas.
O deus grego me finalizou, fiquei acabadinha e feliz. Ele deitou ao meu lado mortinho da silva após mais um orgasmo e muito sêmen derramado.
— Aaah! Vou pedir esta refeição todos os dias — falei zoando.
— Eu nem cobrarei pela comida, só quero a caixinha — disse ele, e rimos muito.
Ele foi embora e não quis receber de jeito nenhum pela comida entregue.
Que pena que demorou tanto a oportunidade da gente se curtir. Quem sabe se em meu retorno as coisas ficarão mais fáceis.

Na madrugada seguinte segui de carro fretado até o aeroporto de Guarulhos. Pouco mais tarde estava acomodada em meu assento ouvindo o que dizia o comandante da aeronave:

"Senhoras e senhores, bem vindos ao voo número 9669, partindo do aeroporto internacional de Guarulhos com destino ao aeroporto internacional de Miami. Nosso tempo de voo é de aproximadamente 8h20... blá blá blá e boa viagem."


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Herança

Meu telefone tocou na manhã daquele domingo, era meu chefe pedindo para eu fazer parte (junto com outras meninas) de uma festa naquela noite, ele atenderia ao pedido de um cliente especial.
— O cachê desta noite é muito bom, Mila. Eu cobrei bem do cliente.
Ele sempre falava isso tentando despertar ou aumentar nosso interesse quando precisava muito da gente. Em seu mundo o dinheiro movia todas as coisas. Ele não deixava de ter um pouco de razão, porém, eu ainda tomava algumas decisões sem levar o capital em consideração.
Eu já sabia do lance daquela noite, porém fui excluída, inicialmente, do grupinho de meninas que participaria. Se ele estava solicitando a minha presença, e até pediu por favor, é porque ele não tinha garotas suficientes para atendê-lo. Mesmo estando receosa de ir ao lugar onde seria o evento, eu atendi seu pedido, não queria fechar as portas, pois a gente nunca sabe como será o dia de amanhã. O cachê seria maior que o habitual, visto que acompanharíamos senhores refinados em uma festa que aconteceria em uma boate famosa por rolar eventos fechados a um público exclusivo e privilegiado.
Dois homens, eu e mais seis meninas da agência seguimos até o inferninho badalado. O proprietário era um cara famoso nas altas rodas, tanto quanto era no submundo, seu apelido era God, pois diziam, em conversas reservadas, que ele é quem decidia quem vivia e quem morria na sua comunidade.
A maioria dos convidados (homens) era proveniente de bairros nobres e com um poder aquisitivo elevado. Todos, de alguma forma, tinham uma ligação um pouco mais estreita com o God; ou eram negócios ilícitos em comum ou o "rabo preso" por algum motivo. Quanto as meninas... Eram garotas de programa em sua grande maioria, mas havia também as "peguetes" dos caras. Ninguém levava a esposa ou namorada, pois a festa era um vale tudo. O evento era fechado e acontecia com frequência, e era nomeado pelo dono. Aquele foi batizado com o nome singelo de "Princesas Pistoleiras".
Eu ainda estava bebendo do meu primeiro drink quando aconteceu algo que eu temia... O irmão mais novo do God se engraçou comigo. Fui aconselhada pelas meninas a ser gentil e aceitar o convite do cara. Ele pediu... Na verdade ele exigiu minha companhia. Era para eu acompanhá-lo a um dos quartos nos fundos daquele Oásis da periferia. Fiquei temerosa, pois nós meninas já sabíamos da sua fama de doidão e ligação com o narcotráfico, e também por ser violento com mulheres sem precisar de motivos significativos. Eu não daria motivo nenhum, meu desejo era fazer o meu trabalho direitinho e sair inteira daquele lugar, não seria apenas a profissional, seria a sua cadelinha se fosse preciso. Eu o acompanhei.
Após ele fechar a porta e ficarmos somente nós dois naquela suíte, eu não senti mais medo, a adrenalina de situações de risco sempre mexem com meus hormônios, comecei a curtir aquele momento e relaxei dentro do possível. Relaxei ainda mais quando vi aquela cadeira erótica tipo o "S" do Senna. Pirei grandão, desde sempre desejei transar em um bagulho desse. Havia uma garrafa de uísque, copos e gelo em uma mesinha, porém ele quis o sexo em primeiro lugar.
Foram segundos para ele deixar-me pelada e melada com sua baba em minha boceta e seios. Só depois ele se despiu e invertemos a posição, ele deitou na longa e curva cadeira, eu deitei com meu tronco sobre suas pernas, fui subindo devagar serpenteando meu corpo e deslizando meus seios por suas coxas enquanto eu o mirava com minha carinha mais safada e meu sorriso de vadia. Brinquei com seu membro em minha boca por algum tempo. Depois o apertei entre meus seios, todavia, o bruto ficou impaciente e mandou eu subir logo em cima dele. Minha escalada terminou quando meus lábios alcançaram os dele, e claro, com um puxão nada delicado que ele me deu. O cara me chamou de putinha safada e agarrou meus cabelos e me beijou com ferocidade. Língua e dentes judiaram da minha boca, senti que meu lábio inferior sangrou com suas mordidas animalescas. Levantei o tronco e direcionei seu membro em minha vagina, rebolando e soltando meu corpo e o deixando ir cada vez mais fundo em minhas entranhas. Ele agarrou meus seios os apertando e espremendo em suas mãos... Ahh! Gemi bem vadia "quicando" sobre seu pinto em uma cavalgada alucinante.
Meu peito estava todo vermelho e dolorido quando ele finalmente gozou; só então parou de apertar meus seios e de dar tapas na minha bunda e pernas, que também já estavam doloridas. Eu acabara de gozar pela segunda vez, sentia dores em meu corpo, mas eram dores que proporcionavam prazer devido aos momentos de pegação que acabara de viver naquela cadeira.
Eu estava imaginando as várias posições que ainda poderíamos explorar naquela obra de arte quando ouvimos barulho de carros chegando rápido e freando bruscamente. No mesmo instante ele levantou e pediu para eu servir um uísque para nós enquanto ele ia urinar. Um minuto depois eu ouvi um barulho de vidro quebrando no banheiro, era como se alguém tivesse atirado algo grande na janela e a destruído. Antes de eu perguntar o que foi que aconteceu, quase desmaiei ao ouvir um estrondo enorme e ver a porta do quarto vir a baixo após ser arrebentada, e vários policias invadirem o quarto gritando ao mesmo tempo:
— NÃO SE MOVA! MOSTRE AS MÃOS!
Fiquei aterrorizada ao ver aquele monte de homens armados. Eu estava nua e não sai do lugar. No susto larguei a garrafa do Jack Daniels e o copo com uma dose dupla do líquido precioso. Vi tudo movendo-se lentamente, garrafa e copo se espatifando quando chegaram ao chão, e um homem todo de preto levantando o braço, empunhando uma arma e mirando em minha direção. Era uma sensação estranha, como se eu estivesse assistindo a um filme em câmera lenta. A velocidade voltou ao normal quando ele ficou cara a cara comigo e vislumbrei o buraco daquele cano enorme apontando para minha testa. Ergui os braços tremendo de medo e murmurei quase sem voz:
— Não atira, moço.
Policiais correram para o interior do banheiro e gritaram sobre alguém ter saltado pela janela. Os homens da lei vasculharam a roupa deixada pelo fugitivo e acharam uma arma, munição, uma pequena quantidade de drogas e uma boa quantia em dinheiro.
Após dar uma explicação rápida sobre quem eu era, o motivo de estar ali, e qual seria meu envolvimento com o fujão, mandaram eu me vestir. Eu tentava fazê-los entender, eu era garota de programa e só fazia o meu trabalho. Repeti inúmeras vezes não saber nada sobre o cara, a arma e muito menos sobre a droga. Fiquei um tempão me explicando para um policial; pelas suas atitudes deveria ser o chefe, e mais um outro cara que ficava me ofendendo. O suposto chefe, fiquei sabendo depois, era um tenente do Grupo de Operações Especiais (GOE). Ele me liberou, graças a Deus. Eles vieram cumprir um mandato de busca e apreensão, o irmão do God era suspeito de homicídio e eles vieram na sua captura.
O peladão conseguiu se safar — é sangue ruim mesmo.
Os policias não acharam mais nada de ilegal naquela festa, só gente bêbada e disposta a liberar uma grana para continuar se divertindo sexualmente. O susto foi enorme, mas a diversão foi até de madrugada.

Ouvi sons de sirene da polícia tocando em minha cabeça... Jesus! Que alívio, eu estava na minha cama e era meu interfone tocando. Estava desmaiando de sono, e mal consegui levantar, havia chegado da festa a menos de três horas, precisava tanto dormir mais umas cinco horas. Atendi. Era manhã de segunda-feira e o porteiro disse ter um motoboy e uma encomenda esperando por mim na portaria. Eu teria que descer, visto que o rapaz tinha ordens de só entregar para mim.
Voltei da portaria com uma caixa leve, de uns 50 cm e sem remetente. O motoboy também não disse quem a enviou, ele só faz a entrega. Abri o bagulho com medinho (vai que tem uma bomba dentro... rs). Continha uma pasta de plástico e dentro dela havia uma documentação e um bilhete dizendo:
'Mila, perdoe a minha maneira rude de ser e meu modo estranho de gostar. Agradeço os momentos únicos de alegrias e prazeres proporcionados por você nos meses de nossa convivência. A cada encontro o seu carinho fez eu esquecer temporariamente o mundo de hipocrisias em que estava atolado.
Antecipei minha partida, não era mais seguro permanecer no Brasil, mas você estará segura, pois não tem nenhum envolvimento com meus negócios ou com minha família. Alguém invisível estará cuidando de sua segurança por algum tempo, quanto a mim, permanecerei muito distante, talvez para sempre.'
Eu já estava apavorada, depois de ler aquelas frases, fiquei aterrorizada. Continuei lendo:
'Você ainda é muito jovem, tente esquecer esta história e recomece sua vida. Acredito que já tenha aberto a valise retirada por sua amiga do guarda volumes da rodoviária. Use com inteligência e muita discrição os 250 mil dólares, não voltarei para pegar, o dinheiro agora é seu, assim como a residência em que mora. Siga as instruções anexas para formalizar a posse do imóvel.
Recomendo não deixar ninguém saber a procedência do dinheiro e nem que eu lhe dei o apartamento. E por favor, queime este bilhete após ter lido e não comente nem com pessoas de sua inteira confiança que teve contato comigo após aquele sábado em Camboriú.
Seja feliz menina.
Beijos com amor e carinho.
Matheus.'

"Então eu estava certa por desconfiar que estivesse sendo seguida." Pensei, e só fiquei mais apavorada.
Verifiquei os documentos da pasta... Geeente! Era mesmo a transferência do apartamento para o meu nome, me bastaria aceitar o presente. Junto tinha instruções e um endereço para eu ir resolver a parada. Esse homem realmente me surpreendeu, daria pulos de alegria se minhas pernas não estivessem trêmulas.
As datas impressas nos documentos eram de um dia depois do sumiço dele. O danado esteve em Campinas na segunda-feira.
"E quanto à chave que encontrei na valise? Ele não disse nada!" Fiquei me perguntando, mas não queria nem saber, vou esconder a bicha e deixar quieto.
Fui até a cozinha e coloquei o bilhete em uma vasilha de barro e após acender o fósforo fiquei pensando em guardar aquilo que serviria como prova de que recebi o imóvel e os dólares como doação e por livre e espontânea vontade do Matheus... Aiii! A chama do fósforo alcançou meus dedos, joguei a porcaria longe. Pouco depois de molhar meus dedinhos doloridos eu refleti melhor sobre o bilhete, logo depois o queimei.
Consegui marcar com o advogado indicado pelo Matheus (em seu bilhete) na tarde daquele mesmo dia. Fui até seu escritório e após deixar-me inteirada de tudo ele me acompanhou até o cartório... Uhuuu! O apartamento era meu, nem acreditei, estava tão feliz que transaria com o Doutor como agradecimento, caso ele se mostrasse interessado, porém não rolou.
Eu já sabia que os dólares era dinheiro de verdade e o próximo passo era esconder a minha fortuna, usaria aos poucos sem dar na vista. O esconderijo seria em meu apto e já tinha planejado como: saí para comprar um cofre, depois pagaria para um conhecido deixá-lo invisível em algum lugar do imóvel.
Após combinar por telefone com o seu Tobias, um marceneiro e também um faz tudo, na manhã seguinte ele saiu cedinho de Brotas e veio atender meu pedido. O conheci quando ele prestava serviços para a imobiliária que trabalhei algum tempo atrás naquela cidade. Era um senhor simples, eu confiava nele e em sua discrição.
O homem trabalhou duro, ao final do dia o serviço estava feito e superou minhas expectativas, tanto que lhe dei uma boa gratificação quando paguei pelo serviço. Ele se foi no táxi fretado requisitado por mim para levá-lo para casa.
Seu Tobias fez um fundo falso em um dos meus móveis (Ham ham! Não vou contar em qual móvel foi... rs.) e instalou um cofre Multi-lock, um modelo cujo fecho só abre quando códigos são digitados em seu teclado.
O mesmo foi parafusado no piso com buchas especiais, resistentes e enormes. Ou seja, mesmo se alguém descobrisse "minha caixa forte", não conseguiria abrir ou retirar a coisa do local (a menos que por livre e espontânea pressão, claro, me fizesse contar o segredo).
O dinheiro estava seguro. Já havia ligado para meu chefe e passaria na agência ainda naquela semana para encerrarmos nosso vínculo.
Deixaria a Yasmin responsável pelos pagamentos de serviços e taxas referentes ao meu apartamento, eu depositaria o dinheiro na conta dela sempre que fosse necessário.

Após resolver os detalhes finais com as minhas relações profissionais e uma ou outra emocional, iria dar um perdido em Miami por algum tempo, pois estava morrendo de medo de toda esta situação.

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!
 

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