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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Bilhete Premiado

Era o meu terceiro e último programa daquela noite de sexta-feira, o primeiro foi a domicílio, já os dois últimos foram no motel costumeiro. Desta vez o castigo do meu chefe foi deixar-me no batente a noite toda: foram três programas que me tomaram muitas horas. “Sussa, já tive noites mais difíceis” pensei. Pelo menos a grana valeu a pena.
Sai do quarto minutos depois do meu cliente e fui em direção ao táxi que me esperava. Ao aproximar-me da saída percebi que havia uma confusão, um carinha dentro de um carro estava obstruindo a passagem. O mesmo era hostilizado por um cara dentro de um carrão prata que esbravejava com o tronco para fora da janela, já que não tinha como passar com o seu possante. Um funcionário do motel aconselhava o carinha a sair dali, já a acompanhante do cara do carrão estava completamente desconfortável e tentava esconder o rosto.
Cheguei pertinho quando reconheci o culpado pela confusão: um gatinho de cabelos negros, que tinha no máximo 18 aninhos e que era muito delicinha. Era o garoto do qual eu tirei a virgindade em meu chá de casa nova, e parecia estar bebinho. Pedi calma aos dois homens e fui falar com o menino.
A quantidade de álcool, facilmente perceptível pelos olhos em brasa, movimentos desconcertados e bafão de cana, fez com que ele tropeçasse nas palavras. Falando raivosamente ele desabafou que era seu niver de 18 anos e que tudo deu errado. Começou a comemoração em um barzinho, na companhia da sua turminha e depois que o boteco fechou e foram colocados para fora, ele resolveu esticar a noite em outro local, somente com sua namoradinha virgem.
A garota não tinha noção de onde ele a estaria levando, quando viu as luzes neon que deixava claro que o local era para “dar umas com força” (trepar, no caso), a novinha teve um “piti” e o largou sozinho naquele Oásis do prazer.
Meu Amiguinho errou ao não dizer onde a levaria, e persistiu no erro levando a garota sem seu consentimento. Ainda tinha o detalhe de que ela não poderia entrar por ser menor de idade.
O doidinho continuou vacilando quando entrou pela saída do motel. Após o surto da garota que indignada desceu do carro e foi embora a pé, ele ficou parado no local bloqueando a passagem, já que ficou com raivinha de um cara que dava ordens para ele sair da frente.
Vishi! Agora não ia prestar, chegou o Toninho Mamute, que faz a segurança das meninas. Depois que ficou sabendo do acontecido já partiu pra cima do menino que voltou a xingar dizendo que não ia sair.
Antes que o agredisse eu disse que era meu conhecido e que o levaria para casa.
— Esse moleque é folgadinho, Mila! Deixa comigo que vou por o pivete pra correr e jogar a lata velha lá fora!
O Toninho era conhecido por Mamute não apenas por ser peludão, mas também por ser enorme: 2 metros de altura por 1 de largura (isso com os braços cruzados). Ele jogaria mesmo o carro na rua só com uma bica.
Pedi com jeitinho para ele relevar que eu faria o gatinho ir embora. O meninão só estava frustrado, pois a noite não rolou como ele queria. Além do mais ele era inofensivo, falei:
— Olha como ele é fofo! Até parece um bichinho de pelúcia. Vou levar ele pra casa e por pra dormir em minha cama! Falei sorrindo.
— Parece mais um nóia! Falou o cara do possante.
— Eu sairia fora desse vira-lata, mas você é quem sabe! Falou o Toninho.
Convenci o garoto, meio na base do empurrão, a ir para o banco do passageiro, assumi o volante e ao mesmo tempo em que saia de ré eu pedia desculpas para o pessoal em nome do menino. Pedi para o Mamute dispensar meu táxi, joguei um beijo pra ele e levei o aprendiz de bebum para o meu apto.


Estacionei na rua defronte ao prédio, não poderia guardar na garagem. “Espero que ele ainda esteja aqui quando raiar o dia” Desejei. O Palio era velhinho, e seu primeiro carro, o seu pai lhe deu como presente de aniversário. Logo após descermos e darmos dois passos… Argh! Ele vomitou muitão (felizmente não foi em cima de mim ou em meu apto). Fui escorando o gatinho que mal conseguia manter-se sobre as pernas e subi até meu andar.
Apesar de ter sido penetrada em todos os buracos naquela noite, eu ainda me pegaria com o meninão se ele tivesse condições, porém ele deitou e apagou assim que o deixei no sofá. Fui buscar um travesseiro e um edredom, a madrugada estava fria, tirei seu tênis e o ajeitei no sofá. Toquei em seu sexo por cima da calça conferindo se estava inteirinho e operante. Em seguida também fui dormir, era quase 4 horas da manha e eu estava só o pó.

Passava das 10 horas da manhã quando alguém me chamou, era o menino ao lado da minha cama. Ele não se lembrava de quase nada do que tinha aprontado e como chegou a minha casa. Resumi em segundos, estava morrendo de sono e quase não conseguia abrir os olhos. Já os dele não desgrudavam dos meus seios quase de fora do edredom, visto que eu estava pelada. Ele perguntou se o Palio que ele viu pela janela era o dele. Disse que sim. Depois quis saber se poderia tomar um banho, falei que tinha toalhas limpas e escovas de dente novas no armário do banheiro, além de um roupão masculino e que ele ficasse á vontade. Era para ele me acordar depois do seu banho que eu iria fazer o café para nós.
Ele voltou a me chamar pouco depois das 11.
— Nossa! Você ficou muito gato vestido com este roupão! Comentei.
— Vem, senta aqui! Provoquei.
Confessei que o curti de montão naquele dia da “suruba” e sonhava com um bis.
Quando perguntei se ele gostaria de repetir a dose, ele fez uma carinha de desilusão e disse que não tinha grana, gastou quase tudo no bar.
Falei que ele era bem gatinho e que ele já sabia disso.
— Então que tal a gente se curtir agora e não pensar em grana? Conclui.
Não esperei resposta, joguei meu edredom no chão e puxei aquela delicinha pra cima de mim e beijei seus lábios finos e macios.
— Huuuumm! Tá tão “xeloso”! Brinquei com ele.
Enquanto ele percorria com os olhos o meu corpo nu, eu abri seu roupão e o incentivei a tirar. O abracei quando deitou ao meu lado e rolei com ele curtindo aquele corpo macio em contato com minha pele. Saboreei cada beijo e cada carícia antes de ajeitar os travesseiros na cabeceira da cama para ele sentar. Preenchi minha boca com seu pinto novinho de tamanho adulto e fiquei enlouquecida de desejos de senti-lo em mim. Sentei sobre ele e fundi minha boceta com seu pênis. O sexo que tive a seguir com aquele garoto foi diferente de todos os outros: não tinha pecado, era tipo algo inocente e cheio de paixão… sei lá. Só sei que foi mágico. “Como ele consegue ser tão gostosinho” pensei.
O amei em minha cama por mais de uma hora, até que ele reclamou de fome.
Depois daqueles momentos iniciais de atividade de “auto impacto”, levei o gatinho para a cozinha, iria alimentá-lo. Quem sabe ele ficaria animado e fortinho para um segundo tempo.

Ele era tão bom de cama como de mesa, comeu que nem gente grande.
Fim do intervalo. Fui pra cima dele que ainda estava sentado em uma cadeira ao lado da mesa. Fiquei em pé deixando ele entre minhas pernas, abri meu robe, depois o dele e sentei em seu colo e o envolvi deixando seu rosto colado aos meus seios e o cobri com o tecido de seda. Ah! Sua boca quente em meus seios arrancou meus gemidinhos. Foram segundos para seu pinto enrijecer. Eu o direcionei e introduzi em minha fendinha e sincronizamos nossos movimentos suaves, sem pressa e de puro tesão.
Este garoto me enlouqueceu, eu queria tudo e de todas as maneiras.
Quando sai de cima dele, rapidamente tirei a louça de cima da mesa, me livrei do robe e deitei o tronco sobre a mesa e ofereci minha bundinha pra ele.
— Vem fofo, acaba de me matar!
Ele se aproximou e roçou em minha xotinha; não era ali que eu queria, direcionei seu pau durinho em meu anelzinho… Ai! Estava sequinho e não entrava. Ajoelhei aos seus pés e brinquei com minha boca em seu sexo o lambuzando exageradamente com minha saliva, coloquei mais um pouquinho de saliva em minha mão e passei em meu buraquinho. Fiquei novamente em posição na mesa e olhei para trás com carinha de cachorrinha abandonada:
— Vem amor! Falei quase implorando.
Ohooo, Deuuuss! Sentir seu pinto deslizar todinho até o fundo de minhas entranhas é como estar no paraíso. Segurei firme na beirada da mesa enquanto absorvia e saboreava suas estocadas. Não necessitei de apertos nos seios ou dedos no clitóris para chegar ao gozo. Nem o seu membro longo, roliço e morno foi fator importante. O fundamental foi saber que era enrabada pelo gatinho, foi o suficiente para ficar em estado de êxtase com meu corpo inteirinho tremendo quando cheguei a mais um orgasmo. Curti cada tremor que parecia choque de prazer. Minhas pernas amoleceram e meu corpo ficou sem controle. Eu estava satisfeita e só queria morrer em paz, porém antes de praticamente apagar tendo meu tronco sobre a mesa eu consegui murmurar:
— Uaau gato! Então, sobre a grana… Quanto eu te devo? E apaguei.
Quando ele foi embora o estrago estava feito. Após alguns minutos de sua saída, já sentia um vazio dentro de mim e meu sexo desejava o menino.

Ainda naquele sábado, algumas horas depois que acordei de uma soneca gostosa que repôs minhas energias, decidi abrir a maleta e valise. Comecei pela maleta que trouxe da pousada, tinha um cadeado que eu não tinha a chave, mas não seria problema, pois eu abriria o zíper – santa internet que ensina tudo – enfiei a ponta da caneta forçando o zíper e… Sussa penetrou. A seguir foi só deslizar a Bic para o lado, abrir a coisa e perceber depois que foi pura perda de tempo. Dentro só havia um par de sapatos e uma muda de roupas. Nem ao menos um bombom para compensar o meu esforço.
Já a valise não tinha zíper e era muito mais robusta. Para piorar, era fecho duplo com segredo de três dígitos. Nem perderia meu tempo tentado as combinações, parti logo para a ignorância, peguei minha faca Tramontina (tipo peixeira) e com um sorrisinho maligno igual ao do ”Chucky” parti pra cima da danada… Que droga! Minha faca quebrou e não abri nem o primeiro fecho.
Pouco depois voltei da portaria munida de uma chave de fenda enorme e um martelo que peguei emprestado com o Geraldo da portaria. Várias porradas depois, um grito de dor e palavrões, pois acertei uma martelada na mão, o negócio estava aberto.
Caraca mano! A valise estava cheia de dólares. Assustada eu fechei o bagulho rapidinho e olhei para a janela me certificando de que a mesma estaria fechada. Aguardei um pouco enquanto as batidas do meu coração voltavam ao normal. Abri novamente bem devagar... "Jeeesus, quanta grana" Pensei. Comecei a contar os maços, eram 25 com 10 mil em cada um deles. Tinha 250 mil dólares, um quarto de milhão de notas de 100 aparentemente novas. Fiquei na dúvida se era dinheiro falso ou verdadeiro.
No compartimento interno para documentos havia um bloco de papel com algumas anotações que provavelmente só o Matheus poderia decifrar… Menos a última anotação que era a data e horário de um voo para Frankfurt/Alemanha que sairia de Cumbica/Guarulhos na quinta-feira seguinte ao seu desaparecimento. O mesmo compartimento continha uma chave que era diferente das demais que eu conhecia e tinha um número gravado nela, Imaginei que seria do Locker do aeroporto do qual o coroa fez referência no sábado que nós viajamos para Camboriú.
Será que iria viajar em segredo e não contaria nem para mim? E o aluguel do meu apto e outras contas que é ele quem paga, como ficaria?
Era muita coisa para pensar ao mesmo tempo, naquele momento eu queria era saber se a grana era verdadeira. Tirei 300 dólares: três notas de três maços diferentes. Iria pedir para alguém de confiança verificar se era dinheiro de verdade. Escondi aquela pequena fortuna e só depois que soubesse se era tudo verdadeiro é que decidiria o que fazer. Se fosse falso eu já sabia, queimaria de imediato antes que fosse presa como falsária.

Eu não iria até Viracopos verificar o guarda volumes (Locker), pois diariamente tinha a impressão de que era seguida. Provavelmente isso estaria relacionado ao Matheus e a alguma coisa que alguém procurava e que poderia estar no armário misterioso do aeroporto. Quanto mais pensava no assunto, com mais medo eu ficava. Com certeza estaria correndo perigo e era hora de dar um perdido para bem longe.
Peguei meu passaporte em uma gaveta no guarda-roupa, conferi as datas… Maravilha! Faltavam anos para vencer; lembro que minha mãe teve problemas na época em que iríamos para Orlando, pois seu passaporte venceria em 5 meses e o prazo de vencimento para viajar para os estados unidos é de no mínimo 6 meses. Ela teve que renovar.
Olhei a data do meu Visto (Visa) e também venceria depois de alguns anos, beleza.
Nos próximos dias eu cuidaria dos detalhes para encerrar o contrato e entregar o apartamento, também encerraria meu vínculo com a agência.
Depois era só comprar a passagem e #partiuUSA.

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sábado, 24 de outubro de 2015

Ao Seu Lado

Manhã de terça-feira: Acordei e de imediato pensei no Matheus. Estava angustiada por ainda não ter notícias do coroa e nem ideia do que poderia ter ocorrido.
Olhei para o despertador… Aff! 9h35 desconfiei que tivesse desligado o bicho, calado seu apitinho irritante e dormido novamente. Estava uma hora atrasada para começar mais um dia de rotina.
Mais tarde, quando estava na agência, fiquei sabendo que não tinha cliente agendado para mim e meu trabalho seria apenas no evento. Fiquei aliviada por não precisar inventar uma mentira, visto que teria meu encontro com o Paulo Henrique naquela noite. Falei com ele ao celular durante o dia: Pediu que eu escolhesse onde jantaríamos. Considerei que o motivo principal do nosso encontro seria a comemoração do grande negócio que ele fechou, então escolhi um lugar descontraído, movimentado e com música.
Por volta das 22 horas encontrei com ele próximo ao local que escolhi, era uma choperia da qual ouvira falar muito sobre seus pratos deliciosos e Chopp maravilhoso. Não era distante, mas raramente sobrava um tempinho para ir. Naquela noite havia música ao vivo onde predominou a mpb e um pouco de rock brazuca dos anos 80 e 90.
Apesar de a fachada parecer uma igreja, foi diversão garantida com comidas e bebidas deliciosas e companhia maravilhosa. Que peninha… o tempo voou, passava bastante da meia noite quando saímos para terminar a noite em sua casa.
Adoro sua cama king size de lençóis branquinhos e de um perfume leve e fresquinho que lembra orquídea. Pelo controle remoto ele ligou o som e a fuck music era gasolina para minha fogueira que já ardia (Barry White - Just The Way You Are). Talvez ele pensasse na ex quando escolheu a música, contudo, ele estava comigo naquele momento e isto é o que importava.
Com seus lábios nos meus o quarentão caminhou comigo, deitou-me em sua cama e começou a me despir. A cada peça de roupa que retirava o local onde a mesma se encontrava era acariciado. Foi assim com meus pés após tirar meus sapatos e a seguir calça jeans. Muitas carícias depois, minhas vestimentas estavam quase todas espalhadas pelo chão do quarto, deixou-me somente de calcinha e sutiã; o mesmo estava erguido exibindo parte dos meus seios. Meus mamilos eriçados denunciaram o quanto eu estava excitada.
Ele ajoelhou sobre a cama acariciando minhas pernas, beijou meus joelhos e foi descendo com sua boca até meus pés os beijando com carinho e sugou sedutoramente meus dedos. Eu vibrava de desejo ansiando por sentir seu corpo sobre o meu, entorpecendo-me com seus beijos e incendiando-me com seu calor. Todo sedutor ele se alojou entre minhas pernas flexionadas deitando seu corpo sobre o meu... Ah! Como não estremecer sentindo seu beijo quente que me fez delirar, não conseguia controlar meu corpo e o alisava com os movimentos de minhas pernas contorcendo-me como se fosse um réptil enquanto deslizava minhas unhas acariciando suas costas nuas. Quis morder seu corpo cujo perfume com um leve aroma de cravo da índia que era quase um alucinógeno.
Seguiram-se os arrepios com sua boca deslizando em meu pescoço a caminho dos meus seios nus, meu sutiã já repousava no chão. Ele fez uma parada saboreando meus bicos inchados de tesão antes de prosseguir até meu ventre. Seus lábios deslizavam em sincronia com suas mãos que puxaram minha calcinha até os meus pés. Dobrou minhas pernas e deixou-me abertinha… Ahh! Quando ele alojou sua boca em meu sexo eu ronronei entre gemidos, aquele homem realmente sabia como enlouquecer esta gatinha.

Manhã de quarta-feira:
Na manhã seguinte acordei cedo e evitei fazer movimentos para não acordar o homem que dormia gostoso. Com um sorriso bobo pensei: “será que ele sonhou comigo?” Fiquei viajando em meus pensamentos e apesar de ter tido o suficiente, lamentei que a noite tivesse chegado ao fim – eu sempre quero mais – Foi muito bom dormir aninhada em seus braços e sentir-me segura e protegida assim como me senti naquela noite.
Depois que despertei do sonho de fadas voltei aos problemas atuais e questionei a mim mesma: e se somente eu soubesse do sumiço do Matheus? Antes que pensasse em uma resposta voltei minha atenção para o meu companheiro de cama que acordou com cara de preguiça e um sorriso maroto. Ganhei um beijo de bom dia e um pedido de que eu ficasse para o café. Durante o desjejum eu contei sobre o perdido do Matheus em Camboriú e minhas tentativas de contato. Eu não queria envolvê-lo em meus problemas, no entanto, não conseguia mais segurar sozinha, precisava dividir isso com alguém experiente e que pudesse me orientar.
A princípio não dei muitos detalhes, se eu percebesse desinteresse por parte dele eu deixaria quieto. Fiquei animada quando ele demonstrou interesse e também achou estranho o homem nem ter ao menos ligado. Ele quis saber se aconteceu algo entre nós ou se notei algo diferente.
Contei com mais detalhes iniciando pelo telefonema que o coroa disse ter recebido de sua casa no final da tarde de sábado e sua ida para lá depois que jantamos com os dois homens de negócios (descrevi os homens e partes da conversa).
Relatei a presença surpresa do Nícolas, minha fugidinha com ele e que o danado me abandonou no casebre.
Ele quis saber quem era Nícolas. Expliquei que não sabia nada da vida dele, contei sobre seu assédio meses atrás no Resort e tudo que rolou entre nós naquele primeiro encontro.
— Não pense que sou uma vadia, é que eu curto muito estes lances proibidos!
Ele sorriu e disse que o proibido é mais gostoso e que eu estava certa, mas afirmou que era estranha a presença do cara. Contei que filmei o gato com meu celular no primeiro encontro (sem que ele desconfiasse) enquanto fingia verificar mensagens. Era somente para recordação.
— Poderá ser útil agora para sabermos mais a respeito! Deduziu ele. Perguntou se eu ainda tinha as imagens.
Entrei em meu e-mail, localizei o vídeo em uma pasta e enviei para o e-mail dele a seu pedido. Ele iria pesquisar.
Manhã de quinta-feira:
Na manhã do dia seguinte fui até sua casa, ele tinha informações e quis me contar pessoalmente. O resultado da pesquisa e o seu diagnóstico fez minhas pernas amolecerem e teria desabado se não estivesse sentada. O Nícolas era policial de elite, BOPE de SC, ele foi afastado das funções e responde a um processo onde é acusado de corrupção.
Para piorar ele estava trabalhando para o advogado da família da mulher do Matheus. Meu coroa e os membros da família da mulher vivem em constante conflito por causa de negócios (segundo as fontes do Paulo Henrique).
Ele estava me assustando com suas informações, disse que se ocorresse do meu coroa morrer, a mulher e filhos seriam os únicos herdeiros.
Meu anfitrião esperava mais informações de uma pessoa que estava sondando o assunto. Minutos depois ele recebeu uma mensagem no Wats… Era um vídeo de um jornal local lá de Blumenau sobre um carro encontrado no Rio Itajai-Açu. O mesmo dizia que na tarde do último domingo um Ford Focus Sedan preto foi içado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Itajaí de uma profundidade de 5 metros. (Aff! Senti um baque, pois era o carro que o Matheus alugou).
O carro só foi descoberto porque policiais rodoviários que passavam pelo local na manhã do mesmo dia perceberam a vegetação amassada formando uma trilha até o rio. Depois de pararem para examinar concluíram que algum veículo saiu da estrada, atravessou a vegetação e mergulhou no rio.
Informações fornecidas pela delegacia onde foi registrada a ocorrência: o carro foi alugado na tarde de sábado em Balneário Camboriú pelo empresário Matheus Weber. Não foi encontrada nenhuma vítima no interior do veículo e o empresário não foi localizado até o momento. A família ainda não se pronunciou publicamente e os mergulhadores da equipe de resgate continuam a busca.
Fui para casa mais nervosa do que antes, no entanto, recusei-me a pensar no pior. O coroa não era do tipo de pessoa que vacilava. Acreditei que ele apareceria em breve e daria alguma explicação. Lembrei que precisava retirar meu dinheiro e minhas joias do guarda volumes da Rodoviária, estava morrendo de curiosidade de saber o que havia na valise do Matheus que também estava dentro do Locker. Talvez dentro dela tivesse alguma pista do que estava acontecendo.
Fiquei com medo de ir retirar, pois o Paulo Henrique disse que se havia alguma conspiração contra o homem, era melhor eu ficar distante de tudo para não correr perigo.
Droga! Eu queria minhas coisas, já que minha ideia era dar um perdido ficando uns dias fora de Campinas. Achei melhor não ir pessoalmente à rodoviária, porém, teria que pedir para alguém de confiança. “A Yasmin, minha escudeira, poderia pegar para mim” pensei. Voltei correndo para casa a tempo de encontrá-la antes que fosse malhar. Eu não diria nada sobre o que estava acontecendo, somente que ela faltasse na academia e quebrasse este galho pra mim.
Adoro esta garota, eu fui para a academia e a meu pedido ela saiu minutos depois levando uma sacola de loja que trouxemos nas últimas comprinhas.
Minha recomendação era que trouxesse tudo que estivesse no Locker, fizesse o pagamento e encerrasse o aluguel. Quanto às perguntas… pedi que deixasse para depois. Ela é doidinha, mas é responsável e sabe guardar segredos.
Havia insistido para que a Yasmin voltasse de táxi direto para casa, apesar da distância curta, e que me avisasse no Wats assim que entrasse no carro. Ela já sabia que estaria carregando coisas de valor.
Eu estava ficando neurótica com o ocorrido e as precauções do Paulo.
Voltei correndo para casa assim que ela enviou a mensagem, cheguei antes na portaria e fiquei aliviada ao vê-la chegando quase junto comigo. Arrastei a amiga até o meu apto, estava muito ansiosa para conferir logo o conteúdo da sacola… Ahaa! Meus bebês! Toda feliz eu beijei meus brincos, depois a beijei nas duas bochechas e agradeci muito.
Ela queria saber se eu estava envolvida em alguma coisa ilegal. Sorri e disse que não, era um rolo do meu tio, mas não tinha nada de ilegal. Depois eu contaria com calma o que estava acontecendo, e que ela poderia ficar tranquila.

Eu não recebia com muita frequência o Matheus em meu apartamento, e quando vinha nunca ficava para dormir. Por ser um empresário que já apareceu na mídia local algumas vezes, corria o risco de ser reconhecido e começarem a especular sobre o que ele fazia no apartamento de uma novinha.
Para a Yasmin e o Geraldo (rapaz da portaria) eu falei que ele era meu tio, quase um tutor, era irmão do meu pai que morava no México e que minha mãe morava lá também; eles tinham se divorciado.
A Yasmin e todos do prédio não sabiam que eu era garota de programa, achei melhor que não soubessem, procurei manter o segredo o máximo possível.
Assim que a amiguinha saiu eu escondi a valise e brincos em um local improvável de alguém achar caso tivesse alguma visita indesejada em meu apto. Depois eu decidiria como abrir esta coisa.
A seguir fui para a agência decidida que seria meu último dia caso não tivesse programa para aquela noite. Eu tinha um registro como promotora de eventos e ganhava por horas trabalhadas, mas o valor não cobria um quinto dos meus gastos. O que pagava o grosso de minhas contas era o que eu ganhava com os programas. Tinha decidido que se meu chefe continuasse a me castigar reduzindo meus clientes, eu pediria as contas da agência, pois não valeria a pena continuar presa a um Booker, iria me virar sozinha. Naquele instante eu estava muito mais preparada do que quando comecei a atividade.
Em minhas preces eu pedia: “Aparece logo Matheus, não sei por quanto tempo continuarei esperando por você!”.
Por coincidência ouvi uma canção vinda do rádio: Sade - By Your Side.
Só então me dei conta do quanto gostava do Matheus.
Link da música com a tradução: http://letras.mus.br/sade/34789/traducao.html

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sábado, 17 de outubro de 2015

Hominho por uma Noite

Depois de ser abandonada sem roupas e sem condução naquela manhã de domingo em Camboriú, ainda senti que estava pelada enquanto ia de carona naquele barco, pois a camiseta molhada ficou transparente e o micro shortinho mal cobria minhas partes. Se a princípio os elogios do barqueiro alimentaram minha vaidade, simultaneamente suas cantadas obscenas, olhares gulosos e de pura tara me deixaram receosa.
Felizmente ganhei uma aliada e nova amiguinha, Carina, uma graça de menina e filha do "pirata". Ela se posicionou entre nós com seu jeitinho inocente e amenizou o ímpeto sexual do seu pai controlando a situação.
Eles se dirigiam a um hotel onde pegariam hóspedes e os levariam a um passeio, não haveria tempo de a garota ir comigo até a pousada para eu entregar sua roupa. Disse para ela onde estava hospedada e que iria embora esta tarde, mas deixaria na recepção a roupa que ela me emprestou e mais uns presentinhos que ela poderia pegar quando quisesse. Era um shortinho jeans e uma camiseta que eu adorava, além de umas bijuterias e maquiagem. Por sorte no lugar onde eu desembarquei tinha um ancoradouro e não precisei entrar na água novamente. Agradeci ao homem e fui para a pousada já pensando na mentira que contaria para o Matheus.
Felizmente cheguei antes dele, tomei uma ducha gostosa e fiquei toda gata esperando meu coroa… O dia passou, não sai daquela pousada e ele não apareceu.
Por sua recomendação, eu não telefono para ele quando está em Blumenau, mas já era 5 horas da tarde e meu voo sairia em duas horas. Eu teria que ir embora e não sabia se fechava a conta e o que faria com as roupas e a maleta que ele deixou na pousada.
Foda-se! Eu liguei. Só deu caixa postal nas três tentativas, esperei mais meia hora e novas três tentativas… Caixa postal novamente. Caraca! Não poderia esperar mais, iria para o aeroporto, porém ainda estava na dúvida se levava suas coisas comigo ou deixava na recepção. Lembrei-me do seu comentário sobre o guarda volumes do aeroporto; “E se fosse de chave e a mesma estivesse na maleta e o pessoal da recepção sumisse com ela? Iria ouvir muitão" pensei. Por precaução eu levaria suas coisas, a maleta estava fechada e eu não tinha como verificar seu conteúdo, ele pegaria depois em meu apto.

Fechei a conta e paguei as despesas; claro que iria querer o reembolso depois. Fui pra casa pensando o que poderia ter acontecido para o homem sumir assim. Minhas novas tentativas de telefonema também não deram resultado.
Durante o voo de volta relembrei a manhã anterior (sábado), ainda em Campinas: primeiramente passamos em meu prédio para eu pegar umas roupas, o Matheus ficou esperando no táxi e disse que eu só teria 5 minutos ou perderíamos o voo. Vesti uma roupa mais praiana e peguei outras para levar… “Puta merda! Meus brincos e minha grana (que recebi do Paulo Henrique) ficaram em minha bolsa no táxi”. Eu não queria levar nada de valor para a praia, já que no domingo eu voltaria sozinha e de noitão. Assim que desci com a mochila falei para o coroa que subiria rapidão para guardar os valores no apto, ele bem apressado disse que não haveria mais tempo e que eu poderia deixar minhas coisas no guarda volumes que ele alugou no aeroporto, ele também deixaria sua valise, visto que só a usaria na semana seguinte quando voltasse para Campinas.
O carro já estava em movimento quando falei que eu não queria voltar sozinha do aeroporto para casa carregando valores. Estávamos próximo à rodoviária e a mesma fica a 2 km do meu prédio, deixaria minhas coisas em um guarda volumes e pegaria somente na segunda-feira durante o dia. Ele gostou da ideia e pediu para eu deixar sua valise junto. Recomendou que na volta eu pegasse somente minhas coisas e deixasse a valise lá, ele pegaria depois e pagaria os dias extras.
Cheguei ao meu apto, naquela noite de domingo por volta das 22 horas e pensando sem parar no Matheus. Começava a acreditar em algum acidente com o carro que ele alugou para ir até Blumenau, o homem dirigia como um doido. Aguardaria seu contato um pouco mais, depois veria como poderia contatar alguém para conseguir notícias.
Demorei muito a dormir e acordei tarde no dia seguinte, não era dia de academia, mas não haveria tempo de ir até a rodoviária, já que iria direto para a agência e o caminho era em sentido contrário.
Naquela segunda eu trabalhei no stand bancando a promotora de evento até às 21 horas. Os 120 reais para permanecer horas em pé e sorrindo até sentir cãibras estavam garantidos, e de última hora disseram que havia um programa agendado para mim aquela noite, e um cachê a mais, claro.
No caminho para o motel atendi uma ligação do Paulo Henrique e fiquei toda animada: “Que bom que ele não demorou a ligar” pensei. Enchi-me de esperança de poder agarrar-me ao homem em mais um momento difícil.
Ele me convidou para jantar no dia seguinte, tinha fechado um grande negócio e queria comemorar comigo. Nem cogitei não aceitar e mesmo que tivesse algo na agência eu recusaria inventando um mal estar repentino. Valia tudo só para ficar com o quarentão, falei que a noite seguinte seria toda dele… (e que não precisaria pagar, eu só queria sua companhia) eu teria dito isto, mas pensei rápido, poderia afastar o homem que só queria se divertir, e não uma puta se apaixonando por ele.
Então eu disse que cobraria por uma hora apenas, mas comemoraria com ele a noite toda se quisesse. Ficou combinado nosso encontro.
Cheguei ao motel para o programa daquela noite, rolou um papo descontraído enquanto eu acompanhava o cliente em um scoth 18 anos; ele havia pedido uma garrafa e gelo extra.
O cara contratou e pagou por um sexo básico, porém antes de começarmos a brincadeira sexual ele perguntou se poderia rolar um oral com pedrinha de gelo e balas de menta. Tranquilo “respondi”, o oral faz parte do básico!
Começamos nossas carícias e parti para o tipo de oral que ele disse adorar: passei uma pedra de gelo ao redor do seu membro até perceber que ele estava arrepiado e incomodado com o frio. A seguir eu o engoli todinho aquecendo e punhetando com minha boca. Repeti o ritual algumas vezes e a seguir fiz o inverso chupando uma bala de menta enquanto massageava seu pênis com as duas mãos o aquecendo. Abocanhei seu membro com minha boca ainda ardendo com o sabor da menta forte e transferi para o seu sexo todo o frescor de minha boca.

Aquele joguinho estava me excitando, também queria sentir como seria o frescor de um membro melado de menta em minha xotinha, no entanto, deixaria para outro momento, pois o homem quis conversar novamente.
Sentei na cama vestida somente com minha calcinha e ouvi uma nova proposta… Ele tirou da sua bolsa uma cinta com um pênis falso e quando me pediu para colocar aquilo e penetrá-lo eu disse: nananina não. Estas coisas são combinadas antes; no momento que se marca o programa, pois nem todas as meninas curtem bancar o hominho.
Ele me ofereceu o dobro do que eu estava ganhando para fazer aquele programa:
— Não! Respondi.
Quando ele ofereceu o triplo, pensei: “sempre tem uma primeira vez pra tudo”. Aceitei bancar o hominho e só vesti a coisa depois que ele me pagou.
Foi bem esquisito enrabar aquele homem quase cinquentão, másculo, forte e de quatro mordendo a fronha enquanto eu enfiava o cacete de silicone em sua bunda.

Aqui entre nós, eu curti de montão, principalmente por saber que ele não era gay e que apenas curtia prazeres em outras partes do corpo. Ver aquele grandalhão gemendo igual a uma putinha e rebolando ao mesmo tempo em que eu socava em seu buraco, foi mágico. Bombei por mais de meia hora e também o punhetei nos instantes finais. Quando ele gozou meu tesão era tanto que me fez gozar junto com ele. A seguir deitei a seu lado, cansadinha com minha primeira experiência como hominho. Eu sorri comigo mesma, pois tive o desejo de fazer uma pergunta clichê: “Foi bom pra você?”. Porém deixei quieto.

Continua…
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Beijos queridos amigos, até a próxima!

sábado, 10 de outubro de 2015

Sereia do Rio

O dia seguinte ao da troca do meu cliente pela dondoca milionária foi punk ao extremo, ouvi cobras e lagartos do meu chefe assim que cheguei ao evento naquela tarde de quinta-feira. Ele parecia uma serra elétrica cortando partes do meu corpo sem piedade. O esquartejamento ficou light quando entreguei os 2 mil para cobrir parte do prejuízo que causei, mas de maneira alguma eu diria quanto realmente ganhei com a troca de programa, ou teria que "doar" muito mais que os 2 mil.
O esporro chegou ao fim e fui para o stand cumprir minha jornada. O coroa que dispensei no encontro da última noite ligou para o booker antes da minha chegada e me fodeu grandão. Eu já esperava por isso, fui alertada várias vezes que os clientes (principalmente os muito ricos) tinham poderes dentro da agência. Fiquei muito preocupada com meu futuro, realmente estava balançando no emprego, ou seja, perceberia logo que eu seria menos requisitada para programas. Os agendados para quinta rolou normal, o da sexta também, pois era com o meu coroa de Blumenau (o Matheus), porém o de sábado, que a gente sempre ficava sabendo com antecedência, ainda não havia sido confirmado… E nem seria. Era o momento de começar a agitar com urgência meu negócio de Freelancer, ou não ganharia nem para o salão de beleza no final do mês.
Enfim chegou a sexta-feira e o encontro com o Paulo Henrique. Coloquei todos os problemas dentro de uma gaveta e tranquei com chave, eu só queria curtir aquele dia.
O tão esperado novo encontro não teve o mesmo requinte do nosso primeiro, uma vez que o anterior ele tinha preparado especialmente para o amor de sua vida, sua mulher, que ele tentava reconquistar. Eu, naquele momento, era apenas sua curtição e esforçava-me para não cair de cabeça, sabia o quanto seria difícil nosso envolvimento amoroso e que nossa relação não passaria de um negócio.
Ser a profissional me bastava naquele momento, precisava ter uma renda para cumprir meus compromissos mensais e tentaria fazer um pé de meia.
Nosso encontro foi em um restaurante escolhido por ele, daqueles que você paga até para respirar. Não consegui ver o valor da conta, mas tenho certeza que foi superior, em algumas vezes, ao valor que ele me pagaria por duas horas de sexo. Durante o almoço, entre um assunto erótico e algumas perguntas sobre minha vida pessoal, eu deixei que soubesse algumas coisas sobre meu passado e presente, “pero no mucho”, como diriam os “hermanos”. Gostei do seu interesse e achei que ele não me via apenas como uma garota de programa. Considerei sua atitude como uma demonstração de carinho.
Pouco depois seguimos para sua casa que naquele dia estava sem as velas, os incensos e o clima de mistério, todavia, continuava linda e aconchegante. A banheira cheia d’água e perfumada pelos sais aromáticos estava nos esperando. Ele colocou um som para rolar e a música agradável sugestionava um strip-tease; não o decepcionei e dancei para ele enquanto tirava meu vestido.
Ele interrompeu momentaneamente minha dança, tirou uma caixinha do bolso do blazer e abriu lentamente exibindo um par de brincos com pingente… Gente! Que coisa linda, deu para perceber que era uma joia. Ele diria depois que era de ouro 18K com pontos de brilhantes – ou seja, não era para dar mole ostentando em qualquer lugar – Na hora imaginei que faria conjunto com alguma gargantilha que ele daria para sua ex-esposa no dia em que nos conhecemos no restaurante – o dia em que ela deu o bolo nele – Não demonstrei falsos princípios dizendo que não poderia aceitar, eu amei e quase gritei de felicidade ao receber o presente. Era o maior mimo que já havia recebido em minha vidinha.
Depois de substituir as bijuterias em minhas orelhas pelas preciosidades que acabara de ganhar, continuei com minha dança maliciosa. Ele tirou seu blazer e dançou comigo.
Aos poucos nos despimos entre muitas carícias preliminares e novamente fui carregada em seus braços até o interior da banheira. Ele repetiu o ritual do abraço por trás e fui imediatamente penetrada e cavalguei em seu membro curtindo meu orgasmo precoce, era somente o primeiro de muitos que teria naquele dia.
E nos amamos até o anoitecer... Caraca! Eu teria que me mandar rapidão, havia marcado com o Matheus ás 20 horas, em seu hotel, e eu só tinha mais meia hora.
Infelizmente tive que recusar o convite do gato quarentão para continuarmos nossa diversão. Expliquei que teria que correr para o trabalho e que não poderia faltar de maneira alguma, pois a minha permanência na agência estava por um fio. Ele disse que era uma pena, tinha planos de passarmos o final de semana juntos. Putz! Ele me balançou, queria muito ficar com ele, mas no momento só pensava em sobreviver financeiramente. Deixei claro que sua companhia era tudo o que eu queria no momento, mas infelizmente tinha que cumprir compromissos agendados. Fiquei muito sentida e foi com esforço que falei que estava indo.
Ele me deu mil reais, era quatrocentos a mais do combinado, ainda tinha os brincos que deveriam valer por muitos programas. Estava com medo do que ele me pediria em troca, mais tarde, por ser tão generoso comigo.
Ele não permitiu que eu fosse de táxi, fez questão absoluta de deixar-me no hotel onde eu teria meu encontro. Acabei aceitando para não chegar muito atrasada, e como eu temia, o imponderável aconteceu: o Matheus desceu de um táxi, logo atrás de nós, no exato instante em que eu descia do carro do Paulo Henrique. Os dois trocaram um cumprimento frio, para não dizer ameaçador… Aff! Até gelei. Depois fiquei sabendo, pelo Matheus, que eles se conheciam, mas não de suas áreas de trabalho, e sim de buffets e outros tipos de encontros em que circulam o pessoal da high society.
Meu coroa até que tentou esconder sua irritação após me ver saindo do carro do meu novo cliente, mas o par de brincos é que foi o ponto alto da sua irritação… Na pressa esqueci-me de tirar e não julguei necessário inventar uma mentira; contei que ganhei do meu cliente.
Os acontecimentos das últimas horas influíram em nossa noite de sexo – felizmente para o bem – quando ele ficava com raiva de mim, ele me fodia com estocadas brutas e tapas na minha bunda para me castigar. Tentava fazer com que eu me sentisse humilhada me xingando de putinha e vagabunda. Se ele soubesse que tudo aquilo só aumentava o meu tesão ele ficaria com mais raiva… rs.
Quando ficou mais calmo, depois de deixar minha bunda vermelha, ele comunicou que iríamos para Camboriú pela manhã e voltaríamos no domingo à tarde. Eu achei que o convite de última hora foi apenas para não me deixar solta naquele final de semana. No entanto, eu amei, adorava aquele lugar, curtia principalmente a noite que é bem animada e cheia de opções.
O dia naquele paraíso serviu para repor as energias, estávamos em uma pousada distante do centro, o homem parecia estar mais relaxado, mas ainda com o semblante sério. Ao final de uma tarde de praia e degustação, retornei sozinha para a pousada enquanto meu coroa permaneceu na praia papeando com dois homens que eram seus conhecidos.
As luzes do fim de tarde, aroma de praia e a brisa gostosa, faz a gente imaginar que o paraíso deveria ser igual aquele lugar. Deitei em umas das redes da varanda e fiquei apreciando o por do sol que deixava o mar com tons de dourado. Adormeci com a tranquilidade do lugar.
Acordei assustada ouvindo alguém chamar meu nome ao mesmo tempo em que senti uma mão alisando meu bumbum e a mesma foi retirada rapidamente. Tive a impressão de ver um vulto correr para detrás da varanda assim que abri os olhos, já era noite. Fiquei atordoada e tentei entender se o que tinha acontecido foi real ou sonho.
Ouvi novamente uma voz, era o Matheus, ele adentrou a varanda para dar más notícias: Mais uma vez teria que dar uma corridinha até Blumenau, pois era solicitado por sua família. Voltaria pela manhã… Que merda! Teria que ficar sozinha novamente e não curtiria a noite animada do lugar.
Para variar, já chegou apavorando dizendo para eu tirar o biquíni e vestir algo apropriado, pois iriamos jantar com seus amigos.
Depois do jantar em que os homens só falaram de política e negócios, ele partiu para sua casa. Eu fui novamente para a varanda sentir a brisa e ficar me lamentando, já que perderia outra noite de agito. Acreditava que a mão em minha bunda horas atrás tivesse sido um sonho… Aff! Quase desmaiei de susto quando senti duas mãos cobrindo meus olhos, entretanto, apesar de surpresa, fiquei tranquila ao reconhecer a voz que disse:
— Adivinha quem é!
Era o Nícolas, meu coração acelerado pelo susto, agora batia de alegria. Eu quis enchê-lo de beijos, mas antes perguntei se foi ele que me tocou horas atrás. Após sua confirmação… Eu o enchi de beijos e só então olhei ao redor preocupada em saber se alguém nos observava.
Ele não era hóspede da pousada, achei prudente irmos caminhar e beber algo em algum barzinho discreto e distante.
Nícolas é o gato sarado que eu recebi na suíte do resort em que eu estava com o Matheus a uns três meses atrás (conto: Pausa para Namorar). Naquela manhã (no resort), após uma noite de sexo dos bons, adormecemos e o meu coroa quase flagra a gente chegando de repente quando iniciava o dia. O gato teve que sair pela janela do segundo andar e nunca mais eu soube notícias suas… Até aquele momento.
— Então você sobreviveu à descida da janela naquele dia!?
Ele riu e disse que não foi difícil. Lembrou-me das nossas camisetas trocadas e disse que ainda guardava a minha com carinho. No entanto, ele foi muito evasivo quando perguntei o que ele veio fazer naquela pousada, já que revelou não ser hóspede. Disse que teria negócios em Itajaí segunda-feira e aproveitou para relaxar na praia no final de semana. Achei que era muita coincidência, mas não fiquei procurando fantasmas, já que nosso foco mudou rapidamente para um monte de barcos ancorados logo à frente no rio Camboriú.
Trocamos olhares com cara de cumplicidade e falamos ao mesmo tempo:
— Que tal uma volta de barco?
Sorrimos por termos a mesma ideia maluca. Antes passamos em um bar e pedimos duas bebidas em copos descartáveis e a seguir fomos para o ancoradouro.
Ele examinou para ver qual barco era o mais viável de ser pego “emprestado”. Escolheu um pequeno dizendo que chamaria menos a atenção e nós o invadimos. Estava adorando a ideia e a adrenalina, porém percebi que teríamos que sair rápido ou seríamos vistos facilmente.
— Você sabe manejar este bagulho? Questionei.
— Claro linda, navego desde moleque!
Ele não teve dificuldades para ligar o motor. Temerosa, fiquei observado se alguém se manifestava enquanto a gente se afastava rio adentro.
Seguimos com o barco até um lugar ermo, havia casas na margem escura que pareciam abandonadas. Não perderíamos mais tempo navegando, entre beijos e amassos ele ergueu minha regata e meu top para sugar carinhosamente meus mamilos enrijecidos. Ajudei-o a se livrar de sua camiseta e deslizei minhas unhas pelo seu peito de pele parda e bíceps avantajados enquanto o enchia de beijos e mordidinhas. Cheguei ao seu membro duro e sufocado pela bermuda que foi retirada em segundos e matei sua vontade e a minha devorando seu pau.
O desejo da penetração era maior que o receio de sermos flagrados. Tirei o meu shortinho junto com a calcinha e me acomodei sentando em seu colo e sentido seu corpo quente durante um abraço gostoso e um beijo cheio de desejos.
Me livrei da regata e o top, peladinha tentei me acomodar sobre ele naquele barco de pouco conforto, afaguei seus cabelos cheios de cachos e soltei gemidinhos sentindo nossos sexos se encaixarem e a sua pegada firme.
Aiii!!! Não foi um gemido de tesão, e sim de dor, já que em um movimento mais brusco bati com meu joelho na quina de uma madeira, foi um choque medonho e de muita dor. O gato deve ter pensado que me fez chegar ao orgasmo em tempo recorde, então aumentou suas estocadas e urrou tentando chegar ao gozo. Eu procurei acomodar minha perna de um modo que aliviasse a dor, não queria quebrar o barato dele, porém senti uma cãibra da porra na perna dolorida, pedi pelo amor de Deus para ele ficar em pé. O despreparado achou que era um jogo sexual, levantou comigo em seus braços, segurando em minha bunda e com seu membro ainda dentro de minha fendinha deu estocadas alucinantes e chegou ao gozo entre urros e movimentos que balançaram muito o barco… e não deu outra… caímos na água.
Fomos para a margem e consegui explicar que meus gemidos eram de dor e cãibras. Depois de muita risada comentei que o barco era muito desconfortável para ter relações sexuais. Ele concordou.
O desejo me consumia, queria muito transar com ele naquela noite. A casa logo à frente parecia estar desabitada, então chegamos próximo à janela para sondar e deu para notar que era um quarto e cozinha parecendo estar abandonado. Decidimos entrar (no caso, invadir) e enquanto ele se virava para abrir a porta, eu curtia a situação: pegar um barco sem permissão, transar em público e invadir a casa de alguém. Era lenha para minha fogueira.
Entramos e vimos uma casa simples e sem eletrodomésticos, somente alguns móveis sendo que tinha o principal: uma cama de casal.
Terminamos de reconhecer o local, ele achou um brinde que o morador deixou para nós, uma garrafa de Ypióca Ouro pela metade. Servimo-nos e sem perder mais tempo continuamos com nossa atividade sexual enquanto bebericávamos o veneno.
Talvez não fosse pelo nível de bebida e sim pelo frenesi da situação que abrimos mão de preservativos – mesmo porque não tínhamos nenhum conosco – Eu curti de montão meus momentos de êxtase e cada pegada em posição diferente. Ele me finalizou após colocar-me de quatro na cama daquele casebre, prendi a respiração quando começou a enfiar em minha bundinha e só voltei a respirar quando o senti bem no fundo e as primeiras estocadas vigorosas que me levaram ao paraíso… Ahh! Sentir seu gozo e seu sêmen preencher cada vãozinho do meu rabinho, não tem preço.
Apaguei e não sei por quanto tempo dormi. Acordei assustada, pensei ter ouvido o motor de um barco. Chamei baixinho pelo Nícolas enquanto virava o rosto para o lado, vi que estava sozinha na cama. Repeti seu nome algumas vezes e não obtive resposta. Fiquei mais preocupada ainda quando não vi minhas roupas. Putz! Lembrei que as deixei no barco.
Enrolei o lençol em meu corpo nu e sai procurando o danado. Quando cheguei aos fundos da casa e não vi o barco, bateu o desespero. Não sabia se chorava ou xingava o FDP.
Já era dia e precisava ir para a pousada antes do Matheus voltar. Mas como? Sem o barco demoraria horas para chegar. No entanto, poderia dizer que acordei cedo e fui andar na praia. O problema é que ninguém sai para passear vestindo apenas um lençol, e pior, um lençol cheio de manchas de porra.

Por sorte um barco passava em frente a casa e eu gritei desesperada para o homem que pilotava para que me desse uma carona até próximo à praia. Ele se aproximou o quanto deu, eu tive que pular na água para chegar ao barco (pelada, claro). O homem ficou todo babão ao me ajudar a subir na embarcação.
— Você é muito bonita, até parece uma sereia! Ele murmurou.
Depois de perguntas e respostas vagas, a sua filha que o acompanhava disse que pegaria algumas de suas roupas para mim. A garota usava pelo menos dois números abaixo do meu, emprestou-me uma camiseta que ficou apertadinha e um shortinho que exibia com perfeição os lábios da minha xotinha e as bochechas da minha bunda. Para completar, meus cabelos molhados gotejaram na camiseta rosa-clarinho a deixando praticamente transparente e exibindo meus mamilos. Sussa, o homem já me viu pelada mesmo.


Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cadelinha de Madame

Acordei no horário costumeiro na manhã seguinte ao programa com o "Big Pênis" – por volta das oito e meia – por alguns segundos pensei que ainda era criança, já que acabara de sonhar que minha mãe, assim como fazia todas as manhãs, veio me acordar enquanto eu dormia um pouco mais do que deveria.
Frequentemente ela tinha que me chacoalhar para que eu acordasse ou perderia o horário da escola, e me dava a maior bronca quando verificava que eu tinha dormido pelada.
Até hoje adoro dormir sem roupa, não somente pelo conforto, mas também pela sensação gostosa. Desde bem novinha, logo depois que deitava para dormir eu tirava minha roupa quando estava sob as cobertas e a escondia debaixo do travesseiro. Naquela época eu já sentia tesão e tinha sonhos gostosos quando dormia nua...
— KAMILAAA! Toc Toc Toc.
Aff! Era a doida da Yasmin arrebentando a garganta e a minha porta.
Enrolei-me no lençol e fui atendê-la.
— O prédio está pegando fogo? Brinquei com ela.
A garota era muito agitada, se esgueirou pelo pequeno vão que deixei aberto e falando sem parar que a gente tinha marcado de ir fazer umas comprinhas antes de irmos para a academia e que íamos chegar atrasadas e coisa e tal. Eu havia esquecido completamente desta parte das compras, estava “só o pó” e queria descansar um pouco mais. Caminhei até meu quarto implorando para que ela deixasse as compras para a manhã seguinte (ela me seguiu sem parar de falar) e desabei novamente na cama.
Choraminguei e disse que estava com o corpo dolorido. Das pontas dos pés até o pescoço foi minha resposta quando ela quis saber onde doía. A seguir a doidinha saiu correndo e já estava no hall quando gritou:
— Pera ai que eu já volto!

Um minuto depois ela estava de volta com um vidrinho de óleo de camomila nas mãos dizendo que faria uma massagem terapêutica em mim e que eu ficaria novinha e sem dores. Não achei uma má ideia, concordei com a massagem e deitei de bruços, pelo menos poderia ficar deitada mais um pouco.
Ela enrolou seus cabelos lisos, longos e negros em forma de coque e os prendeu com uma piranha no alto da cabeça, deslizou o lençol até minha bunda e disse para que eu relaxasse. Suas mãos macias de pele leitosa começaram as primeiras massagens em meus ombros com apertos leves que a princípio doeu um pouquinho, mas a seguir ficou bem gostoso. Juntando o cheirinho proveniente do óleo com a minha cama macia e o silêncio – pois finalmente ela parou de falar – eu até que adormeceria, não fosse o arrepio gostoso que senti quando suas mãos deslizaram por minha coluna chegando até minha região lombar. Momentos depois ela jogou o lençol para o lado e deslizou suas mãos massageando meu bumbum, quadris e coxas. Fez com que eu não segurasse um gemidinho quando apertou a parte interna das minhas coxas tocando de leve em minha xotinha:
— Está doendo? Ela perguntou.
Quis responder que o gemido era de tesão e que meu corpo estava inteirinho à sua disposição, no entanto, controlei a libido e disse que não doía e que ela continuasse. Eu ainda não sabia ao certo o que existia por detrás daquele jeitinho infantil e
 de moleca da Yasmin, a gente não conversava sobre garotos ou sexo, pois ela desconversava quando percebia que o assunto estava se encaminhando nesta direção. Eu não forçava a barra, gostava da companhia da minha coleguinha e de conversar banalidades.
Alguns minutos depois a massagem relaxante terminou ao chegar aos meus pés, parabenizei a garota que levava jeito pra coisa. Minhas dores sumiram e a sensação de corpo renovado era gratificante.
Logo depois de uma ducha morninha, um iogurte desnatado e uma fruta, nós saímos para as comprinhas. Na sequência fomos para a academia malhar, e no meu caso, também para observar futuros fregueses.

Naquela noite eu tive um encontro com um cliente que marcava pela quinta vez em dois meses, era um dos meus clientes preferenciais e começava a se tornar um fixo e pagou pela noite toda. Inicialmente eu o acompanharia a uma reunião de amigos em uma mansão de pessoas do seu círculo de amizades, depois terminaríamos a noite em um motel.
Durante a festinha íntima a dona da casa e seu marido me assediaram alternadamente, parecia um tipo de disputa, ou aposta para ver quem me levaria para a cama. Eu não entendi o que motivava todo aquele assédio e meu ego foi à milhão.
Mulheres têm táticas sutis de atrair sua presa... A dona sofreu um acidente com uma taça de vinho que derramou "acidentalmente" sobre seu vestido. Pediu minha ajuda para se recompor e escolher outra roupa.
Minutos depois em seu quarto ela já havia tirado seu vestido exclusivo de milhares de reais e agora sim me pareceu magnífica apenas com o sutiã tomara que caia e a calcinha finíssima, assim como suas meias 7/8 presas por cinta liga. Meu vestido que custou mais de oitocentos reais deve ter custado menos que o conjunto de lingerie que a embelezava. Ninguém diria que aquela felina tinha mais de 40 anos, tanto que, a princípio julguei que aquele corpinho jovem, de pele sedosa, curvas naturais e perfeitas não tivesse mais que 25.
Ela foi objetiva dizendo que queria transar comigo naquele quarto e naquele instante. Apesar de irresponsável e maluca, eu era profissional e teria que recusar a proposta, estava a trabalho e poderia perder um cliente muito importante. Ela me ofereceu 3 mil reais… Aff! Sei que teria que fazer vários programas para ganhar este valor, porém expliquei que meu prejuízo seria enorme se o homem não me procurasse mais, ele é especial e frequente.
Ok, ela disse, e destrancou uma gaveta em uma mesinha, abriu e a mesma estava cheia de grana, inclusive dólares.
Falou para eu pegar quanto eu achava que compensaria receber para ficar com ela esta noite e dispensar meu cliente. Havia apenas um detalhe, ou um limite, eu não poderia ser gananciosa demais e pegar além do que ela estava disposta a pagar, ou voltaria para o meu coroa sem a grana e esqueceríamos tudo o que foi dito naquele quarto.
“Caralho, que decisão difícil." Pensei rapidamente. Correria o risco de perder um preferencial e quase fixo, todavia, aquela era a chance de estabilizar minha situação financeira pelos próximos meses.
Olhei para ela como se pedisse sua permissão e caminhei até a gaveta ao ser incentivada por um aceno de sua cabeça.
Peguei 22 mil. Em meu raciocínio 20 seria um valor justo, quanto aos 2 a mais: parte seria para o reembolso que a agência faria ao cliente e o restante era um extra para agradar meu chefe, pois sabia que meu filme iria queimar legal. A grana me manteria até que estivesse rolando minha produção independente. Mesmo temerosa que tivesse pegado mais do que deveria, estendi meus braços em sua direção.
— Sou toda sua esta noite por este valor! Falei firme.
Ela estranhou o valor quebrado e questionou.
— E por que 22?
Respondi que era o meu número da sorte.
— Hoje realmente é o seu dia de sorte! Jogou alto, mas eu pago! Pode colocar em sua bolsa!
Ah! Fiquei aliviada e radiante ao ouvir isso, porém, ela aproveitaria cada minuto pago a preço de ouro, e já que a noite estava paga, aproveitou para tirar meu vestido, sutiã e conduzir-me até a cama. Deitou sobre mim já com seus seios nus e beijou-me a boca de uma maneira que misturava ansiedade e gula ao mesmo tempo em que seu abraço puxava meu corpo fazendo nossas pernas se encaixarem e nossas bocetas roçarem por cima das calcinhas. Meus seios foram devorados logo a seguir e a dona fez meu calor subir e um desejo enorme de sentir sua boca em meu sexo.
Putz! Ela cortou o barato falando que aquilo era somente o aperitivo, guardaríamos nossos desejos para o prato principal que viria somente depois que os convidados forem embora.
Assim que nos recompomos, voltamos para a festa e ouvi um monte do meu cliente após comunicar-lhe da mudança de planos. Caraca! Ele disse que faria a minha caveira na agência.
Uma hora depois eu não pensava mais no coroa, imaginava-me abrindo minha agência paralela enquanto caminhava abraçada à mulher e adentrando o quarto onde teríamos nossos momentos íntimos.

Fui apresentada aos seus brinquedinhos eróticos que agitariam nossa noite e fui sua cadelinha por horas intermináveis.
Na manhã seguinte, durante a despedida, ela revelou que tudo o que houve entre nós não passou de uma vingança, pois meu cliente a dispensou naquela noite para ficar comigo, isto até me tocou, mas não me arrependi de trocá-lo pelos 22 mil e nem das marcas que ficaram em meu corpo. Precisaria de outra massagem terapêutica da Yasmin.
Uma coisa que não entendi: por que o dono da casa também me assediou grandão, será que ele é gay e também foi rejeitado por meu ex-cliente?

Eu nunca ficaria sabendo.


Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!
 

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