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sábado, 26 de setembro de 2015

Adestrando um Cavalo

Adoro manhãs de domingo, mesmo as mais frias, e aquela manhã era especial, pois veio na sequência de uma noite muito agradável em que passei em ótima companhia... Paulo Henrique — o quarentão da construção civil — sentia meu corpo satisfeito e agradecido com tudo o que ele me proporcionou: momentos de doçura e prazeres... Desci das nuvens quando cheguei defronte ao meu prédio. Após pagar o taxista, dei uma passadinha na padaria que ficava do outro lado da rua e comprei algumas daquelas delícias: doces e salgados para o café da manhã e uma refeição pronta para o almoço. Na saída encontrei minha colega que voltava de sua caminhada matinal, Yasmin, a apressadinha, ela estava sempre agitada e com pressa, 17 anos, jeitinho de menina com um bundão de mulher, seios fartos e meio doidinha das ideias. Morávamos no mesmo andar e era uma das raras pessoas do prédio com quem eu conversava. Além dela tinha também o rapaz da portaria que arrumava as coisas que davam defeito em meu apartamento; era um verdadeiro marido de aluguel. Os demais, inclusive os pais da Yasmin, eu apenas cumprimentava educadamente.
Convidei-a para o café em minha casa e durante nosso desjejum ela insistiu na conversa que se repetia há alguns dias (ela era apressada também para falar): tentava me convencer a fazer uma matrícula, junto com ela, na academia que ficava algumas quadras do nosso prédio.
— Calma! Toma mais um gole de suco e respira. — Eu zoava com ela.
Eu estava a fim de ir, precisava manter a forma e quem sabe seria uma oportunidade de fazer novos contatos, já que a academia era uma das mais caras da redondeza e com certeza era frequentada por clientes em potencial e do mesmo nível dos que tínhamos na agência. O problema é que eu estava fazendo contenção de gastos, porém cedi aos pedidos da garota que falava como uma metralhadora. Eu usaria parte da grana que ganhara horas atrás, a situação estaria sob controle por um mês, depois eu decidiria se continuava na malhação.

E lá fomos nós no dia seguinte (segunda-feira) para passearmos pelas instalações e conhecer o lugar — e principalmente os alunos — depois fizemos a inscrição, acertarmos os detalhes e tivemos a primeira aula no dia seguinte (terça-feira) 10 horas da manhã.
Percebi que o horário não era o preferido dos "senhores", mas era só o primeiro dia e eu continuaria observando. Fizemos um pouco de musculação, sem exageros, pois éramos iniciantes, posteriormente fomos para a parte final da aula que era o alongamento para relaxar. Esqueci momentaneamente da academia e da busca de clientes para o meu negócio paralelo como "Freelancer", curtia a música suave e viajei com meus pensamentos revivendo cada momento que passei ao lado do Paulo Henrique, fiquei me questionando: "Será que foi só mais um programa? Será que ele poderia ser meu cliente fixo e secreto em minha atividade independente? Ou será que este desejo de encontrá-lo novamente é porque ele mexeu comigo?". Perguntas como estas borbulhavam em minha cabeça desde o instante que sai de sua casa no domingo.

No final da aula fui para o vestiário da academia e verifiquei que havia duas ligações perdidas na tela do meu celular, como eu não conhecia o número, não liguei de volta e fiquei no aguardo que ligasse novamente. Fui embora com a Yasmin caminhando aquele quase 1 km.
Mais tarde, sozinha em meu apartamento, toda ensaboada durante uma ducha gostosa e ouvindo a melodia romântica que vinha do rádio, viajei novamente com a lembrança do homem que não saia da minha cabeça, minha mão deslizou em meu sexo e comecei a me tocar relembrando nossa transa na banheira perfumada e misteriosa, perna levantada com o pé apoiado na borda da banheira, ombro apoiado na parede de azulejos, gemia ronronando como uma gatinha pressentindo o momento do clímax... Voltei ao mundo real ao ouvir o toque do meu celular, minha expressão de raiva por interromperem meu prazer solitário se transformou em um sorrisão ao atender... era ele.
O destino estava conspirando a meu favor. Procurei não demonstrar muita ansiedade. Depois da introdução ele rasgou elogios referentes ao nosso encontro do último sábado e a seguir convidou-me para almoçar naquela tarde. Puta merda! Eu estava cheia de trabalho até quinta-feira e não poderia cancelar nada. Passava um pouco do meio dia e infelizmente tive que recusar o convite, expliquei que não gostaria de ter um encontro às pressas com uma pessoa tão especial quanto ele, eu teria que ir para o meu trabalho de promotora e o evento começaria às 14 horas. Achei melhor adiantar outros esclarecimentos dizendo que tinha trabalho agendado até quinta-feira à noite, evitaria novas recusas e constrangimentos caso ele trocasse o convite de almoço para jantar.
Ele foi muito simpático e cavalheiro, após uma conversa agradável nós concordarmos que nosso reencontro deveria ser sem correria para podermos nos curtir com tempo, combinamos o almoço para sexta-feira e passaríamos a tarde juntos, já que não haveria eventos e eu estaria de folga o dia todo.
Encerrada a ligação, o normal seria que eu pensasse no dinheiro extra que poderia ganhar e no cliente novo que estava conquistando, no entanto, eu só pensei no prazer da sua companhia. "Caraca! Será que este cara mexeu mesmo comigo?" continuei com meus pensamentos e antevendo a diversão que teríamos no próximo encontro. Aguardaria ansiosa a sexta-feira... Jesus! Só então me lembrei do Matheus, ele vinha quase todas as sextas, contava com a sorte de que ele me procurasse somente no início da noite, assim tinha feito ultimamente.
Já revelei em contos anteriores que escolhi o ofício principalmente pelos momentos de prazer, porém têm programas que eu faço profissionalmente e sem a menor diversão, a vontade é a de dar um foda-se, mas acabo fazendo pelo dinheiro. Isso acontece quando o cara chega bêbado e com atitudes bem desagradáveis, brocham e culpam a gente ou choram, não sei qual é o pior.
O que bloqueia mesmo o tesão são os machões estúpidos que tratam uma mulher como se fosse uma mula. Ainda tem os casos de deformações físicas — órgão gigante, por exemplo — encararia um assim naquele final de noite.

Sexo é o meu passatempo preferido e adrenalina o meu combustível para acelerar e intensificar o orgasmo, sempre curto os programas e gozo no mínimo 90% das vezes, mas foi impossível gozar com aquele cara, a dor superou qualquer sentimento de tesão.
Depois do trabalho de promotora em um evento eu ganhei uma carona para casa e iria me arrumar para o encontro, seria a primeira vez com este cara. Fiquei toda delicinha e fui para o motel onde encontraria com o cliente. Aff! Que cara grande — um metro e noventa eu supus — até que não era um gigante, mas assim que vi seu pênis monstro, quase desisti do programa, pois duvidei que aquilo coubesse dentro de mim.
É gente! Engana-se quem pensa que vida de puta é só abrir as pernas e simular um orgasmo com gemidinhos. Tive que ser muito profissional e aguentar o tranco.
Peguei o maior preservativo que tinha, um extralargo para mais de 20 cm, ainda assim entrou apertado no pau do cara que além de enorme era bem grosso.
Prolonguei o quanto deu as carícias preliminares tentando fazer que o tempo de penetração fosse o menor possível, e o sofrimento também. Depois caprichei no gel e quase fiz o Sinal da Cruz quando ele mirou aquele "extintor" em minha boceta... Deeeuus! Gemi e gritei bem puta mesmo. Aquela coisa me penetrava alargando tudo e parecia não ter fim. Santa dilatação que permitiu que coubesse tudo sem que me rasgasse ao meio, porém o desconforto foi enorme ao sentir que tocou o meu colo do útero.
O homem começou com as bombadas golpeando meu sexo. Minutos depois eu caprichei na simulação de um orgasmo tentando induzi-lo ao gozo. Não bastava apenas dar gritinhos e gemer, pois ele me encarava, alojado que estava entre minhas pernas e sentado sobre as suas. Mãos enormes agarraram minha cintura e mantiveram meu corpo no ar na posição horizontal enquanto minhas pernas envolviam sua cintura. Seus movimentos de braços puxava meu corpo de encontro ao dele e o impacto era forte e torturante. Recuava meu corpo e as estocadas brutas se repetiam cada vez mais rápido.
Minha encenação de gozo com os olhinhos revirando e expressão de deleite falhou, nem sempre esta tática funciona. Ele deitou sobre mim e continuou com o castigo. Eu não aguentaria aquele espancamento por muito mais tempo.
Enfim, o grandalhão gozou, eu simulei outro orgasmo para que ele saísse logo de cima de mim, dei meu último gemido (de alívio) após levar "porradas" no sexo por mais de meia hora. Além de toda dolorida, minha vagina ficou parecendo uma flor que desabrochou e escancarou toda. Estes de tamanho gigante deveriam pagar dobrado.
Felizmente era meu único cliente daquela noite. Achei que precisaria de um banho de imersão e 24 horas de repouso para me recuperar e aguentar um novo dia de trabalho e de bombadas.


Continua…

Beijos queridos amigos, até a próxima!



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Encontros e Desencontros

Semanas passaram e tudo continuou igual, só conseguia clientes através da agência e continuava dependente do meu coroa de Blumenau para manter as contas em dia, não sobrava nada para o mês seguinte.
Era noite de sábado e tinha agendado com um cliente, estava indecisa sobre o que vestir, pois o frio atacou para valer. O toque do meu celular interrompeu minha escolha, atendi após verificar que era o Matheus, ele não foi muito sociável e praticamente ordenou que eu o encontrasse às 20h no restaurante de costume. Seu modo mandão me deixava muito irritada, porém ponderei e apenas comuniquei que a gente não tinha marcado nada para aquela 
noite, e nem sabia que ele estava na cidade. Eu ainda estava falando quando ele disse rapidamente que estava dirigindo e que ainda estava a caminho, mas já havia reservado uma mesa para nós.
Ele foi bem deselegante e interrompeu-me quando tentei informá-lo
que já tinha um compromisso para aquela noite - Foi melhor assim, pois não adiantaria de nada e seria apenas mais um motivo para o grosseiro recomendar que não me atrasasse, depois desligaria na minha cara - Foi exatamente o que ele fez.
Que merda quando somos refém financeira de alguém. Não poderia ficar nessa situação por muito mais tempo, de algum modo eu conseguiria mais clientes e alcançaria minha independência. Por hora engoliria mais este sapo. Ele provavelmente brigou com a mulher - mais uma vez - e viria afogar as mágoas comigo.
Consegui que uma das meninas cobrisse meu compromisso daquela noite. O cliente não era um dos fixos, menos mal. Finalizei a escolha da roupa e, embora aquela noite fosse a mais fria do mês, não abri mão de um vestido curto, compensei com meias longas de lã para não congelar as pernas, um casaco quentinho e "partiu jantar".
Fiquei mais de uma hora esperando o homem naquele restaurante, e ele não apareceu. Nas duas primeiras vezes que liguei tocou até cair na caixa postal, na terceira ele atendeu e me deu um coice por telefone, rosnou que não poderia falar, atropelou um cara e bateu em outro carro na sequência, ou seja, estava fodido e não viria mais, desligou em seguida.
"Bem feito FDP, quem mandou estragar minha noite" comemorei sentindo um prazer maligno, no entanto não tinha muito que comemorar, uma vez que fiquei sem o programa e sem a grana.
Pedi a conta e fiz cara de indignada quando vi quanto pagaria pelo Dry Martini que tomei - pelo mesmo valor eu compraria uma garrafa de gim e outra de Martini no mercadinho mais próximo - Felizmente um anjo da guarda quarentão, charmoso, triste e que estava sozinho a mais de meia hora em uma mesa defronte a minha, levantou e se aproximou todo simpático e educado.
Depois das formalidades quis saber se eu esperava alguém, respondi que levei o bolo. Ele disse que também levou e me convidou para jantar com ele em sua mesa. Claro que aceitei... "Que bom, quem sabe a noite ainda não estaria completamente perdida" pensei.
Durante nosso papo descontraído entre um vinho e o prato principal ele falou um pouco sobre ele. Era empresário da construção civil e estava separado da mulher que ele amava (desabafou ele) e tentava uma reconciliação, porém ela desistiu daquele reencontro. Eu revelei que trabalhava como acompanhante.

Bom... Fomos terminar aquela noite gelada em sua casa. Senti um calorzinho muito agradável quando entrei na residência, tinha um sistema de aquecimento para todos os cômodos. Após ele tirar meu casaco e dependurar em um cabideiro próximo a porta de entrada, abraçou-me pela cintura e caminhamos até sua suíte. A primeira vista fiquei assustada com o cheiro de incenso e várias velas acesas, mas eram aquelas velinhas cheirosas e decorativas. Algum empregado que não estava à vista já havia preparado o ambiente, deixou sobre uma mesa com rodinhas, tipo as de hotel, uma garrafa de champanhe no balde de gelo, e pelo jeito, teríamos uma festa, pois havia muita coisa ocupando todo o espaço da mesinha: morangos, uvas, damasco - foi o que identifiquei de imediato - só descobriria depois que as duas jarrinhas de vidro continham mel e chocolate cremoso.
Minutos atrás, na saída do restaurante, trocamos beijos no carro, foi quando ele me convenceu a ir para sua casa e não para um motel. Eu não entrava mais em carros de estranhos e não atendia a domicílio, a menos que o cliente fosse fixo ou recomendado pela agência. Abri uma exceção para o homem, estava atraída e algo interior disse que poderia confiar nele.
Durante nova seção de beijos ele me despiu tirando peça por peça da minha roupa, sapatos e minhas meias quentinhas. Por último tirou minha calcinha de rendas negras deixando-me peladinha, pegou delicadamente em minha mão e me fez girar lentamente em meu próprio eixo enquanto percorria meu corpo com os olhos fazendo elogios, após o segundo giro, uma pausa para acariciar meu corpo e tocou por debaixo dos meus seios os sentindo com movimentos suaves dos seus dedos. Ganhei um abraço gostoso e carícias em meu corpo nu durante um beijo cheio de desejos.
O ajudei a se despir e adorei o convite para um banho de espuma, pegou-me no colo e caminhou comigo aninhada em seus braços. Uma hidro havia sido preparada por alguém que caprichou na produção, flores, velas decorativas e coloridas, espuma e sais aromáticos – e mais incenso. Ainda estava em dúvida se aquele clima proporcionava um toque de romantismo ou de mistério. O cheirinho era bem agradável com um Q de sexualidade e levemente sinistro.
Se toda aquela produção era para seduzir e reconquistar sua mulher, acredito que daria certo, pois comigo funcionou. Minutos depois trocamos carícias dentro da hidro perfumada, fui pega e penetrada por trás em minha vagina, acomodei-me sentada no seu colo e sincronizei nossos movimentos subindo e descendo com suas estocadas em meu sexo. Suas mãos massagearam meus seios molhados com espuma e lisos como uma enguia... Ah! Foi magia recheada de prazer quando cheguei ao clímax curtindo os vapores e aromas perfumados, além de uma pegada gostosa.
Depois do banho delicioso voltamos para o quarto para apreciar o líquido precioso e alguns morangos.
O mel e o chocolate cremoso também eram para comer, porém de uma maneira criativa, eles foram derramados em meus lábios, seios e sexo e o homem me lambeu e chupou todinha, fiz o mesmo após besuntar seu pau com os dois melados. Ao final do meu boquete um terceiro creme parecido com leite juntou-se aos outros dois enchendo minha boca.
Pouco depois a gente se pegava com nossos corpos colados e melados, literalmente, meus orgasmos além de doces foram com sabor de chocolate com pimenta.
Após horas deliciosas de atividades de auto impacto aceitei seu convite para passar a noite, estava finalizada e ele nocauteado. Quando voltamos do banho a cama estava arrumadinha com lençóis e fronhas limpas "o mordomo fantasma passou por aqui" pensei sorrindo. E como ninguém é de ferro, dormimos um soninho gostoso.
Pela manhã eu estava sozinha na cama quando acordei. Antes de me vestir fui ao banheiro recompor cabelos e maquiagem. Estava terminando de vestir as meias quando ele retornou ao quarto vestido com uma roupa de jogador de tênis, disse que iria ao clube encontrar seus amigos. Desculpou-se por não me oferecer o café da manhã, havia dado folga aos empregados e faria o desjejum no clube. Deu-me um envelope, disse que era o combinado pelo programa e insistiu para que eu conferisse. Fiquei um pouco frustrada, era os R$600,00 pelo programa de duas horas, eu esperava uma gorjeta por ter passado a noite, mas tudo bem, nós não combinamos um valor extra. Pelo mesmo não teria que "doar" parte deste cachê, este foi um programa "Freelance" e ficaria tudo para mim.
Agradeci pela noite e ofereci meu cartão para quando quisesse marcar um novo encontro, ele não aceitou meu cartão com o telefone da agência, insistiu para que eu desse o número do meu celular... Não resisti à tentação e dei. Esperava que não me arrependesse mais tarde. Fomos para a sala e ele gentilmente me ajudou a vestir o casaco, pediu que verificasse o bolso interno... Eita! Havia outro envelope com notas de cem reais, dez para ser exata. Falou que era pela noite maravilhosa, agradeci com um beijo e fui embora satisfeita com a noite de diversão e feliz pela grana.
A noite que tinha tudo para ser um tédio acabou sendo a da transa mais "doce" que tive até hoje.


Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Bacanal Beneficente

A Monique era uma das garotas mais experientes da agência, agia como se fosse nossa irmã mais velha, uma pessoa do bem e sempre disposta a ajudar. Conhecedora das minhas dificuldades atuais ofereceu sua ajuda para organizar um "chá de casa nova" um tanto diferente que me ajudaria a conseguir um monte de utensílios e coisas básicas para o apartamento que acabei de alugar. Outras três meninas se ofereceram para ajudar e participar.
A diferença neste "Chá", além de ser misto, era tipo um programa coletivo. Elaboramos uma lista de possíveis candidatos entre nossos clientes, de cara excluímos metade deles visto que a chance de participarem era zero ou quase. No final restaram dezoito nomes que julgamos estarem dispostos a encarar uma nova experiência sexual ou por terem tendências pervertidas. Em programas anteriores, um ou outro safadinho comentara ter participado de orgias, segundo minhas colegas.
Nós – as meninas – não ligamos para os clientes, éramos informadas dos detalhes do encontro e íamos para o local combinado, por isso não foi possível convidar todos os escolhidos, o tempo não foi suficiente visto que os convites foram feitos somente durante os programas que rolaram naquela semana. Cinco confirmaram presença e um deles indicou mais dois, acabamos fechando com sete homens. Levando em consideração a complexidade do negócio achamos que ficou de bom tamanho, foi além de nossas expectativas.
Demos duas opções a cada um dos participantes: receber uma lista com "trocentos" itens que teriam que comprar ou doariam o dinheiro e nós compraríamos. Evidente que todos optaram por dar o dinheiro. Achei muito melhor, odiaria ganhar um monte de coisinhas da loja de R$1,99 (brincadeirinha).
Um cliente fixo da Monique forneceu uma chácara para nossa reunião; distante 25 km do centro em um lugar reservado e com vários quartos e piscina. Tiramos parte do dinheiro para os comes e bebes, e os bebes seriam em pequena quantidade - álcool não combina com ereção e orgasmo - também reduziria a chance daquela cena ridícula em que um bebum chorão chama a mulher de vagabunda. Ninguém merece... rs.
Gel lubrificante, preservativos e toalhas também ficaram por nossa conta e trouxemos em abundância. O que me deu mais trabalho foi baixar dezenas de Fuck Music para compor a trilha sonora que embalaria nossos momentos de pegação.
Passava muito das 10h na manhã do domingo combinado quando os dois últimos convidados chegaram e trouxeram com eles mais um convidado de última hora, e uma piadinha masculina:
— Tirei o menino do Futebol e trouxe pra bater uma bolinha com vocês.
A Monique também é piadista e deu uma zoadinha no convidado que era bem novinho:
— Mesmo sendo colegial paga inteira, aqui não tem meia entrada. — Foram muitas gargalhadas, menos o menino, que deu um sorriso amarelo.
Ninguém era de ninguém neste "multiprograma", vale mencionar, que nós cinco (meninas) daríamos conta dos oito rapazes e não teria limite de transas, mas teria hora para acabar e seria hás 15h. Mesmo sendo um bacanal havia as regrinhas que são combinadas antes de qualquer programa, no entanto deixamos os rapazes realizarem uma ou outra fantasia.
Para mim também foi uma espécie de batismo, fiquei excitada e ao mesmo tempo com medo de não segurar a onda e, apesar de já ter transado com dois homens e também com casal, a princípio fiquei constrangida com o tamanho daquela orgia. Impressionante a espontaneidade das meninas agindo como se fosse normal treze pessoas se pegando ao mesmo tempo.

Minha primeira transa foi suave e gostosinha, transei com o menino novinho. Antes o pessoal se reuniu na sala para se conhecer e tomar um aperitivo enquanto apreciavam a dança maliciosa seguida de um strip-tease parcial de duas das meninas. Eu fiquei do ladinho do menino que visivelmente estava desconfortável naquele ambiente. Tentei fazê-lo relaxar com uns beijinhos e carícias, a Monique deu um toque para que eu o levasse para um dos quartos. Lá ele ficou mais à vontade assim que fechei a porta e ficamos livres de tantos olhares. Sentamos na cama e não banquei a profissional logo de início, esperei seu momento. Perguntei se ele tinha namorada, respondeu que sim. Quis saber se ele já fez com ela, ainda não tinha feito.
— Adoraria ser sua namorada, você é tão gatinho — falei esta frase acariciando sua nuca com as duas mãos e com meu rosto quase colado ao dele. Olhou em meus olhos e acariciou minhas pernas, falou que eu era muito linda e diferente das outras meninas, não parecia que eu era garota de programa. Em um sussurro perguntei:
— Quer namorar comigo? — e ofereci meus lábios.
A resposta foi um beijo longo, gostoso e cheio de tesão. Deslizei vagarosamente aos seus pés, tiramos sua bermuda junto com a cueca e lhe apresentei meu boquete... Não demorou muito para eu sentir as pulsações do seu pinto e o deixei gozar em minha boca. A seguir falei que agora era a vez dele, tirei meus sapatos e minha calcinha, deitei na cama de perninhas abertas e dobradas, meu vestidinho estava quase na cintura. Percebi de imediato que ele nunca tinha feito um oral e o orientei disfarçadamente, pedia para enfiar o dedo e dei a entender que gostava de ser tocada na parte superior da minha vagina, quando sua boca envolvia meu clitóris eu me contorcia fazendo pressão em sua cabeça para que sugasse forte, gemia e sussurrava:
— Ahh! Assim amor, aí mesmo, me chupa!
Parecia que eu era o ratinho do filme Ratatouille; agarrada em seus cabelos e o orientando.
O danadinho aprendeu rápido e quase gozei em sua boca. Segurei um pouquinho e fiquei peladinha, e ele também, seu membro latejava de tão duro, não desperdiçamos nem mais um segundo, o recebi por cima de mim e curti de montão um papai e mamãe delicioso. Meu gozo chegou rápido e intenso quase ao mesmo tempo em que ele bombou rapidão e gozou junto comigo... Geente! Isso é magia pura. Gemi bem vadiazinha curtindo seu pinto pulsando sem parar e os tremores do seu corpo que parecia estar eletrocutado. Ficamos quietinhos depois do momento mágico, deitados lado a lado com sorrisos bobos de satisfação. Fiquei cheia de ideias, porém... Droga! Fomos incomodados quando eu começaria a reviver aquele pinto novinho, estava doidinha para ter um anal com ele. O cara que o trouxe invadiu o quarto e falou em tom de brincadeira:
— Esta princesa não é só pra você filhão, tem uma fila lá fora esperando por este anjinho.
Ficou evidente no sorriso e expressão do garoto que ele ficou bem mais à vontade e seguro após o ato sexual, que imaginei ser sua primeira vez, no entanto ele deixou o quarto com uma carinha de ciúmes, após ver o homem acariciar meu corpo e a gente dar um selinho. Continuei com as atividades de auto impacto naquela cama, mas não curti muito este segundo cara, apesar de ter chegado ao orgasmo com sua pegada forte, porém foi apenas mais uma relação profissional.
Caraca mano! Outro cara veio e repetiu a mesma coisa sobre a fila de espera.
Deixei minha roupa no quarto e caminhei pelada e abraçada aos dois homens. Pedi um tempinho para ir ao banheiro e depois para beber e comer algo. O cara que ainda não tinha me comido grudou em mim que nem chiclete, mas eu nem ouvi direito os elogios ao meu corpo e as sacanagens que ele disse. Fiquei o tempo todo revivendo e curtindo a sensação dos momentos mágicos vividos no quarto, não com o homem, mas o da primeira transa com o gatinho.
Tive outras transas boas com outros caras, inclusive uma dupla penetração que me fez delirar, porém com o passar das horas eu já estava olhando no relógio a cada cinco minutos, estava tudo muito mecânico agora e não sentia mais prazer, além de estar toda dolorida e com o anelzinho arregaçado. Nestas situações não é bom ser a mais novinha e inexperiente, acho que todos me comeram pelo menos uma vez, inclusive uma das meninas que é Bi e me deu uns beijos e um chupão enquanto a gente se pegava com dois caras.
15h fim de jogo, graças a Deus! Eu não aguentaria nem mais uma passada de mão na xotinha, quanto mais uma trepada. Amei quando o menino disse que me curtiu muito e gostaria de me ver novamente. Respondi que também o curti de montão e ficaria feliz se voltasse a me procurar, dei-lhe meu cartão, e claro que era o da agência. Ele é muito delicinha, mas não estou à procura de namorado, só o encontraria profissionalmente e espero que tenha entendido.
Antes de cada um seguir seu caminho, fizemos um pacto de discrição e silêncio sobre o acontecido. Também ficamos de pensar no pedido dos rapazes para uma nova suruba... Quer dizer, um novo encontro.


Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Lar Doce Lar

Um mês depois da passagem do Tsunami por minha vida que revelou meu segredo de garota de programa e por consequência me afastou do meio familiar de uma forma dramática, ainda convalescia do desgaste causado por toda a exposição negativa e a rejeição dos meus familiares. Diariamente batia um medinho já que estava por minha conta e risco arcando sozinha com todas minhas despesas. Nesta época meus clientes eram todos agendados pela empresa de eventos e não era todos os dias que havia programa. Os dias ociosos eram angustiantes, ouvia uma sirene de incêndio em minha cabeça a cada vez que recebia a correspondência com faturas de cartão de crédito e outras contas. Grande parte do que eu ganhava era gasto com roupas, sapatos, bolsas e salão de beleza para permanecer linda e apresentável nos compromissos com executivos e outros privilegiados. Precisava conseguir trabalho extra para aumentar a renda e dar um alívio nas finanças, e também não poderia continuar vivendo em um quartinho com banheiro comunitário, iria alugar um apartamento, nem que fosse quitinete. Antes, porém, precisava urgente dobrar o número de encontros, só não conhecia um modo rápido e eficaz de fazer isso e manter o mesmo padrão de clientes; depois pensaria melhor nisso. Terminei meu banho e ficaria linda para encontrar meu coroa de Santa Catarina, contava com sua gorjeta generosa; naquele momento mais do que nunca. Seu nome é Matheus, proprietário de uma confecção em Blumenau – cidade onde reside – e frequentemente vinha a Campinas visitar uma filial da empresa.
Ele pagou por toda a noite, então tivemos muito tempo para conversar durante aquele encontro. Levou-me para jantar e depois fomos para um motel. Enquanto recuperávamos o fôlego após nossa primeira sessão de sexo, voltamos a papear e ele me ofereceu novamente sua ajuda financeira – o coroa sabia da minha situação atual e já havia oferecido sua ajuda dias atrás, não dei uma resposta concreta, administrei o momento – Eu não queria depender de mais ninguém, mas estava tão difícil aumentar minha renda e sair do sufoco. Acabei decidindo pelo caminho mais fácil, apesar de ter sido alertada que estaria cometendo um erro ao ter um envolvimento não profissional com um cliente. Quando comentei com as meninas que ele se ofereceu para ajudar, as mais experientes comentaram para este erro primário nas iniciantes, esquecem que são profissionais e começam a achar que são amantes, ou pior, namoradas. Chega o dia em que eles a consideram como sua propriedade, não têm mais dia e horário para chegar ou sair e interferem diretamente bagunçando sua rotina e sua vida. E se de repente deixam de pagar suas despesas e a abandonam, você ficará numa enrascada e cheia de compromissos para saldar.
Ouvia as meninas com atenção, no entanto a gente sempre pensa: "Comigo será diferente, elas estão exagerando." Foi o que pensei ao deixar o Matheus entrar de sola em minha vida. Dias depois ele pagou o seguro fiança referente ao aluguel de um apartamento que eu escolhi, comprou os eletrodomésticos e móveis. Ele ainda disse que me pagaria normalmente pelos programas, o que ele gastou ou comprou para minha casa era presente. "Claro que teria a contra parte" eu pensei, teria que retribuir dando mais atenção (no caso, sexo e atendimento preferencial) ao homem.
No final da tarde de sexta-feira entreguei as chaves do quartinho e estava feliz por não precisar mais sentir aquele cheiro de mofo. Rumei em definitivo para minha nova moradia, tranquilamente levei todas minhas coisas em uma viajem, já que tudo que eu tinha coube no porta-malas do táxi. Domingo seria meu "chá de casa nova" organizado pelas meninas da agência, eu ganharia as miudezas e utensílios necessários em uma casa. Precisava praticamente de tudo, só tinha minhas roupas de vestir e algumas de cama e banho.
O apartamento já estava limpinho e com cheiro agradável de pintura nova, no entanto as caixas e embalagens com os eletrodomésticos e os móveis desmontados estavam na sala e congestionando a passagem. Os móveis só seriam montados no dia seguinte (sábado), dois rapazes viriam montar tudo inclusive as cortinas daquela janela enorme da sala, o vidro cristalino me fez sentir como um peixe em um aquário iluminado. O chuveiro também seria instalado por eles, tive que tomar banho frio mesmo... brrr! Como água de prédio é fria.

Vesti um robe antes de sair do banheiro, já era noite e ficar pelada nem pensar, agora sim que estava visível para todas as janelas que ficavam em frente. Estava retocando o esmalte das unhas dos pés e levei um sustão com o toque do interfone, outro susto ao saber quem era; Caraca! Era meu coroa, eu não sabia que ele estava na cidade. Liberei para ele subir e ao abrir a porta e visualizar aquele homem de terno e todo alinhado, fiquei morrendo de vergonha por estar despenteada, sem qualquer maquiagem, de robe e chinelo de dedo. Ele disse que estava ansioso por conhecer minha residência nova. Droga! Eu queria que ele visse o apartamento somente quando estivesse pronto. Desculpei-me pela aparência e bagunça, expliquei que até domingo estaria tudo arrumadinho. Ele disse não se importar e que eu estava linda assim ao natural e também muito sensual.
Explicou que veio para Campinas de última hora e voltaria ainda naquela noite, mas dava tempo de me levar para jantar e ficar mais uma hora comigo. Toda sem graça falei que aquela noite foi paga por um cliente, o encontraria às 22h. Ele olhou no relógio e disse:
— Então temos mais de duas horas. — Após sua observação, ele sorriu bem gostoso.
A princípio, sem se incomodar com a janela, afrouxou o nó da gravata e a tirou e também o paletó. Soltei três botões da sua camisa enquanto fazia minha carinha de safada, acariciei e beijei o seu peito e subi com minha boca até a sua. Maliciosamente esfregamos nossos corpos durante o beijo ardente. Ele ia abrir meu robe e só então se deu conta que estávamos em uma espécie de "Big Brother", pediu para eu apagar a luz do quarto, ele apagou a da sala e ficamos quase na penumbra. Estávamos no 7º andar e a luz da rua não iluminava o suficiente para que os vizinhos testemunhassem o que viria a seguir... eu acho que não rs.
Após novos beijos e toques de mãos nas partes intimas, ele me virou e fiquei debruçada na máquina de lavar que ainda estava na embalagem, deixou minha bunda nua puxando meu robe para cima das minhas costas e agachou por trás de mim ficando entre minhas pernas abertas. Ah! O homem arrancou meus gemidos socando o dedo em minha vagina e completou com um oral que me fez gozar em sua boca em tempo recorde.
Retribui com um boquete após inverter a posição, mas não o deixei gozar ainda. Localizei minha bolsa, peguei uns preservativos e cobri sua ferramenta com a capinha. Voltei para a lavadora de roupas e a bicha tremeu sem estar ligada, tantas foram as estocadas que levei por trás em meu rabinho. Depois de tirar a borrachinha cheiinha, continuamos com nossos improvisos. Primeiro cavalguei sentada sobre ele que sentou em um dos módulos do sofá ainda desmontado, porém apropriado para o momento. Estávamos ambos pelados quando terminamos no quarto em um papai e mamãe sobre o colchão ainda coberto pelo plástico e jogado no chão.
Enquanto a gente recuperava o fôlego, deitados e abraçados, fiquei triste, pois não foi como havia imaginado. Queria algo mais romântico para nossa primeira vez em meu novo lar, tipo uma refeição de algum restaurante Delivery, um bom vinho e como grande final inauguraríamos a cama nova com nossas atividades de auto impacto e terminaríamos na banheira cheia de espuma aromática e sais de banho.


Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Profissão Puta

Meu celular tocou naquela tarde de sábado e o número em destaque era o da minha casa, como deduzi era o meu avô, comunicou estar me esperando para esclarecer tudo àquilo que ouviu de outras pessoas e também visualizou no Smartphone de um amigo.
Menti estar trabalhando naquele instante, iria cedinho para Brotas no dia seguinte (domingo) e conversaria com ele.
— Trabalhando do quê? DE PUTA? — gritou cheio de raiva.
Havia imaginado, nas últimas horas, quantas vezes ouviria isso doravante, dito só com o intuito de me ofender, porém, não imaginei que doeria tanto ouvir de uma pessoa a qual eu amava tanto.
Com a voz embargada pelo choro, mal consegui responder sobre estar trabalhando de promotora em uma feira. Ele incorporou novamente o coronel, apesar de estar aposentado, nunca deixou de ser o policial autoritário; exigiu minha volta imediata para casa. Concluiu apelando para o meu lado sentimental falando:
— Sua avó está passando mal com tudo isso. Vou levá-la ao posto de saúde.— Desligou em seguida.
Engano meu ao imaginar que a repercussão ficaria limitada ao blog do cara, a reportagem com detalhes saiu no jornal impresso da cidade e também no portal G1, "Miséria pouca é bobagem" como diz o ditado.
Praticamente não dormi aquela noite. Na manhã seguinte sai cedinho de Campinas e fui de carro fretado, queria evitar cruzar com conhecidos. Cheguei à casa dos meus avós pouco depois das 8h daquela manhã de domingo, e apesar do sol e céu azul, parecia mais uma segunda-feira cinza, fria e chuvosa. Ao descer do carro senti-me como se tivesse três metros de altura e com a sensação de ter centenas de olhos me observando por frestas de janelas.
Minha avó estava sentada no sofá da sala e não conteve o choro a me ver, porém ao contrário do que sempre fazia em momentos difíceis da minha vida, não me abraçou e nem me deu sua benção. Meu avô estava sentado ao lado da mesinha do telefone, seu olhar era um misto de tristeza e decepção.
Nossa conversa começou difícil, cheia de tristezas e tiveram seus momentos de tensão, um deles foi quando recusei sua oferta de bancar minha moradia, estudos e tudo mais que eu necessitasse, sob a condição de eu deixar de ser PUTA (deu ênfase na palavra) e ir morar em outra cidade. Expliquei não ter motivos para me esconder, pois ganhava a vida honestamente como várias outras pessoas, apenas trabalhava usando o meu corpo, e havia escolhido este ofício porque o sexo me dava prazer e não apenas pelo dinheiro.
Pela primeira vez na vida ele me esbofetearia, não fosse a intervenção da minha avó; ela deteve seu braço já erguido e pronto para a agressão.
Após se acalmar um pouco, meu avô falou ter conversado com minha mãe antes da minha chegada e pediu para ela vir me buscar, pois sou responsabilidade dela, como também lembrou sobre eu ainda não ter 21 anos e que ainda não era dona do meu nariz.
Não voltaria com minha mãe para São Caetano, informei em tom categórico, estava saindo de casa e iria me virar sozinha. Continuamos discutindo enquanto eu arrumava as coisas que levaria. Minha avó só chorava e dava conselhos para eu deixar esta vida, pois logo eu não seria mais jovem e bonita e iria me arrepender de tudo. Meu avô quis impedir minha saída antes que minha mãe viesse me buscar, o convenci do quanto a tentativa seria inútil, pois estava determinada a seguir meu caminho sozinha, e fugiria se fosse preciso.
Antes de sair liguei para minha mãe e a conversa não foi diferente da travada com meu avô minutos antes, ela também me chamou de puta... Bom, não tinha mais nada a dizer. Também não tinha mais nada a fazer naquela casa ou na outra (a da minha mãe). Falei para ela não vir, pois já estava indo embora e seguiria o caminho que escolhi.
Agradeci e me despedi de minha mãe por telefone, após desligar fiz os mesmos agradecimentos aos meus avós; gratidão por terem cuidado de mim até aquele momento e disse os amar do fundo do meu coração. Os minutos seguintes foi do adeus derradeiro, lágrimas e o abraço carinhoso da minha avó. Meu avô virou as costas quando quis abraçá-lo, porém, antes, notei os seus olhos marejados.

***
Já ouvi inúmeros relatos sobre garotas de famílias... "Socialmente corretas", que optaram pela prostituição, ainda não conheço nenhum caso sobre terem sido apoiadas pelos entes queridos. Como eu supus desde o princípio, meu caso também não foi diferente, eu era a puta da família e todos queriam que eu mantivesse distância ou sumisse, de preferência.
Voltei para Campinas e não fiquei me lamentando sobre infortúnios e nem permaneci reclusa naquele quarto, a vida sempre segue em frente e cuidei da minha, mesmo estando temporariamente fragilizada. A primeira providência foi ficar muito gata, ir a uma balada e me divertir "muitão" sem pensar em nada. Começaria o primeiro dia da minha vida nova somente na manhã seguinte.
Escolhi uma casa noturna onde não costuma rolar lances de programas, já tinha problemas demais, não arrumaria uma confusão por invasão de espaço de trabalho, só queria dançar e beber.

Adoro boates, não consigo ficar parada com as batidas da música agitada. Os drinks deliciosos e o cheiro de pecado mexem comigo. Passada uma hora naquela balada e após dispensar meu companheiro de dança que se tornou inconveniente, fui ao bar pegar outra bebida e trombei com um simpático solitário, trintão e tristonho. Pelo jeito o dia dele também não fora dos melhores, nem me deu bola... Aha! Imaginem eu engolindo uma desfeita dessa, jamais. Puxei conversa e o deixei mais animado, pelo visto ele estava apenas esperando alguém o perceber e tomar a iniciativa. Depois de vários goles consegui arrastar o tristonho para dançar comigo.
Foram algumas idas e vindas da pista de dança ao bar e pouco mais tarde o porre dele era maior que o meu, então combinamos de terminar a noite em outro lugar mais sossegado. Ele me levou para sua casa, era próximo dali, iríamos caminhando, ou se arrastando. Ele sussurrou algo, tropeçando nas palavras, quando paramos defronte a um portão. Deu para entender que era para evitarmos ao máximo fazer barulho, ou acordaríamos sua família. Eu estava muito alegrinha, além de estar enxergando dobrado, porém me comportei.
— Sussa, fico quietinha, prometo.
Levou-me para um quartinho na área de serviço, nem liguei para a simplicidade das acomodações, pois estava na fissura por sexo e querendo esquecer tantos momentos de tensão vividos naquele final de semana. Dei toda minha atenção ao que interessava, no caso o homem. Arranquei sua roupa o assustando com minha voracidade, após o deixar pelado da cintura para baixo fiz meu parceiro se contorcer entre gemidos, que ele tentava conter, dando-lhe chupadas, engolidas e fodendo com seu pau em minha boca como se fosse a minha vagina. Controlei para não o deixar gozar, queria aproveitar toda rigidez do seu membro e cavalgar sobre ele.
A cena daquele homem deitado de pênis ereto estava me consumindo com a vontade de senti-lo em mim, não perdi tempo tirando o vestido, tirei apenas a calcinha e apesar da quantidade de bebida ingerida, ainda tive o bom senso de revestir seu sexo com um preservativo que sempre trago na bolsa, só depois sentei sobre ele o deixando deslizar para dentro da minha grutinha... Ahh! O tempo deveria parar nesta hora, são impagáveis os segundos de prazer quando um membro firme adentra alargando minha fendinha e invadindo meu interior.
Nem a mistura de odores de produtos de limpeza daquele quartinho e o calor sufocante por falta de ventilação diminuíram a sensação de prazer daquela transa. Ele segurou em minhas nádegas indo e vindo dentro de mim com os movimentos do seu quadril e fazendo meu tesão ir a milhão. Quis gemer alto, gritar e falar palavrões, mas mesmo estando bêbada me lembrei dos seus pedidos de que não poderíamos fazer barulho, porém no momento do clímax seria impossível não gemer alto... Deuuus! Que foda gostosa. Deitei sobre ele esfregando nossas roupas suadas e enfiei a cara no travesseiro urrando como uma fera demoníaca em um orgasmo sem fim.
A cama parou de tremer, fiquei acabada e no estado em que estávamos não tínhamos condições de se pegar outra vez esta noite. O homem apagou e eu também ainda deitada sobre ele naquela cama minúscula e só acordamos quando começou a amanhecer, e graças a um sábia que resolveu bancar o despertador assoviando alto em algum lugar no terreno ao lado.
Gente! Só então o doido, apavorado e sóbrio (ou quase), disse ser casado e morava naquela casa com a mulher e a filha. Quando ele disse família, ao adentrarmos a residência, pensei em pai, mãe e irmãos, nem de longe imaginei mulher e filhos. O cara havia brigado com a esposa e saiu a esmo durante a noite e entrou na boate para beber e esquecer seus problemas com a mulher.
Resumo da ópera: Era prudente eu sair de fininho antes de ser vista pela dona da pensão ou a filha de oito anos. Meu vestido estava todo amarrotado e meus cabelos parecendo uma vassoura velha, após vestir a calcinha fui de mansinho o acompanhando com meus sapatos na mão e esgueirando pelo corredor até chegar ao portão. Enquanto eu calçava os sapatos ele sussurrou perguntando como me encontraria novamente, falei para ele continuar a frequentar a boate, eu apareceria por lá uma noite dessas qualquer.
Caminhei sorrindo pela calçada e pensando: "se o primeiro dia do meu voo livre começou assim, cheio de emoção, imagine o que virá a seguir".

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!
 

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