Social Icons

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Noite de Terror

Mesmo sob a mira de uma arma eu tentei gritar, já que a emoção do susto foi maior que o bom senso, eu só não consegui porque estava com a boca tapada pela mão do outro cara. A ficha caiu e percebi que gritar era uma péssima ideia, tentei manter a calma apesar de estar dominada e ameaçada pela dupla sinistra. No entanto o terror estava apenas começando; tive minha camisa aberta e meu corpo exposto e apalpado pelos dois. Chorei estando ainda sob a mira do revólver, imaginando que o estupro seria iminente, porém tive a esperança de não ser violentada quando o cara disse que eu era uma safada gostosinha, mas não tinham tempo para isso, o que queriam era dinheiro.
Perguntou se tinha mais alguém na casa, balancei a cabeça de modo afirmativo, pois minha boca ainda estava tapada. Depois de mais ameaças e perguntas, engoli o choro e respondi que só tinha mais um homem, foi no mesmo instante em que ele me chamou. Um dos caras me mandou responder que já estava indo e caminharam comigo até o quarto do casal.
Eles entraram no dormitório apavorando e depois zoando o coroa preso e indefeso sobre a cama. Enquanto um me segurava pela gravata o outro usando de violência pressionava o homem para que falasse onde estava o dinheiro e joias da casa, ou eu seria a primeira a sofrer. À medida que nos aterrorizavam, o meu carrasco puxava a gravata em meu pescoço me sufocando, meu cliente nervoso e preocupado, pedia para eles pararem que ele daria tudo o que tinha em casa.
Ainda presa, igual uma cadela na coleira, o cara me fez acompanhá-los enquanto eles juntavam reais e dólares que havia na casa, assim como as joias e os eletrônicos que poderiam carregar, inclusive nossos celulares e meu dinheiro que estava na bolsa.
Recolheram tudo que o homem disse ter na residência e não ficaram satisfeitos, o que aparentava ser mais novo – percebi apesar das tocas ninjas – agrediu o coroa e gritou pedindo por mais dinheiro, já o outro, que me manteve presa ao seu lado desde o início, disse que ia me violentar (não foi exatamente esta a frase dita por ele). Jogou ao chão uns enfeites que estavam sobre uma cômoda e segurando em meus cabelos me fez debruçar sobre o móvel. O FDP foi muito violento, sádico e ágil, em segundos seu pênis ficou de fora e forçou meu sexo tentando me penetrar. A humilhação foi o de menos, meu medo é que o sem noção estava sem preservativo, então lutei tentando impedir a penetração, mesmo sendo agredida por aquele animal. Na hora eu não pensei que o assalto ou a violência sexual poderia se transformar em homicídio, felizmente o outro marginal falou que não era hora disso e que deveriam dar área antes que desse merda (segundo ele), acelerou o cara dizendo que estavam vacilando e já tinham ficado tempo demais na casa. O tarado mesmo sobre protestos e palavrões abortou o estupro, recolheu seu membro, mas não perdeu a chance de socar o dedo na minha vagina e disse que da próxima vez eu não escaparia. Com toda sua brutalidade agarrou meus cabelos e braço e foi me arrastando pelo quarto, jogou-me na cama e fui algemada junto com meu acompanhante. O "suposto líder" alertou que se ouvisse algum grito eles voltariam e dariam uns "pipocos" em nós.
Saíram carregando o produto do roubo (provavelmente em direção a um carro que estaria do lado de fora), porém eles nem passaram pelo portão – Ficamos sabendo depois que um vizinho percebeu quando eles invadiram a casa e ligou para a polícia – foram surpreendidos pela PM quando tentavam deixar a residência. Resistiram à ordem de prisão e atiraram contra os policiais que também abriram fogo atingindo um deles.
Retornaram para dentro da casa e não ouve mais tiroteio, os policias começaram uma negociação para a rendição dos marginais, apenas um falou com os policiais, o outro estava muito ferido.
Finalmente, cerca de meia hora depois, o tenente da PM conseguiu a rendição, após os bandidos estarem dominados o quarto foi invadido, agora por policiais e um blogueiro sensacionalista e conhecido na região; o escroto tentou registrar em fotos a nossa situação humilhante (meu cliente pelado, eu quase, deitados e algemados na cama como dois detentos). O homem ficou indignado ao ver a câmera na mão do cara que se esgueirava por detrás dos soldados, esbravejou e pediu que os policiais retirassem o intruso inconveniente de sua casa, ao mesmo tempo em que tentava esconder o rosto (seu pedido foi atendido).

Os homens da lei nos soltaram e ficou evidente a todos que a camisa que eu vestia era do peladão ao meu lado, assim como ficou fácil concluir, pelas algemas nos pulsos e gravata em meu pescoço, que a gente se pegava em joguinhos sexuais quando fomos surpreendidos pelos criminosos.
Meu cliente muito nervoso não quis prestar queixa, por motivos óbvios, iria acabar em escândalo, porém não conseguiu escapar, teria que prestar esclarecimentos ao delegado. Que porra! Eu também teria que acompanhá-los até a delegacia, não consegui escapar desta segunda roubada.
Fomos para o 1º Distrito Policial onde foi registrado o boletim de ocorrência. Após dar minha versão do ocorrido e reaver minhas coisas, inclusive o cachê da noite diabólica, fui liberada.
Ainda era madrugada quando sai da delegacia, fretei um carro de praça e voltei para Campinas; era onde eu passava a maior parte do tempo devido ao meu trabalho de promotora em eventos. Havia alugado um quarto Já na segunda semana de trabalho na agência, pois não poderia ficar me deslocando de uma cidade para outra todos os dias.
Depois de um banho para tirar toda aquela "nhaca" do meu corpo, fiquei muito tempo sentada na cama, imóvel, pensativa e ainda vestida somente com a toalha. Levei um baita susto com o toque do meu celular, era a Minha amiga Carol que mora próximo à casa dos meus avós, falou que ouviu muita fofoca a meu respeito e depois viu minhas fotos em uma reportagem no site do blogueiro. Disse não ter acreditado no que leu, perguntou se eu já tinha visto. Falei que não, pois tive uma noite de cão e cheguei a pouco em Campinas, ainda estava atordoada.
— Amiga... Melhor continuar por ai, a coisa aqui está feia pra você 
— aconselhou a Carol.
Ela me passou o link do blog e fiquei estarrecida lendo e vendo a desgraça batendo em minha porta. Que escândalo meu Deus! Um texto completo e ilustrado com fotos do coroa pelado e eu seminua na cama com ele (algum policial sacana registrou com o celular sem que percebêssemos e com certeza vendeu para o cara). A matéria ainda relatava muito mais do que poderia ter saído, piorando muito para o meu lado. Até então o meu erro era ter ido para a cama com um homem bem mais velho e casado, dos males seria o menor, pois já tenho fama de periguete e apenas seria tachada de promiscua ou putinha, entretanto as declarações do advogado do homem quando o perguntaram se eu era menor de idade e que seu cliente poderia ser indiciado por pedofilia, ele protegeu seu cliente informando que eu tinha 18 anos e era garota de programa. "Taqueopariu mano! Só faltou ele dar detalhes do lance da agência e da Ficha Rosa." Pensei.
Completou colocando panos quentes na relação conjugal do coroa ao argumentar que o homem procurou uma profissional do sexo em um momento de fraqueza e solidão após ter bebido um pouco a mais no jantar de negócios. Que doutorzinho filho da puta, ele também era nosso cliente, não meu, mas das outras meninas, "me fodeu grandão" com esta punhalada. Depois dessa quis sumir para não ter que encarar meus avós e posteriormente minha mãe que ficaria sabendo através deles.
A Carol quis saber se eu era mesmo garota de programa, diante do acontecido não tinha mais o que esconder e respondi que sim. Não dei pormenores, disse que conversaria com ela outro dia, agora precisava digerir tudo isso e pensar sobre meus próximos passos.
Minutos depois de desligar o celular e saber que estava fodida, fiquei esperando a próxima ligação que provavelmente seria do meu avô, evidente que alguém já o informou do ocorrido, pois ele é militar reformado e conhecia todos na delegacia e na cidade... Putz! Eu não sei se conseguiria atendê-lo naquele momento.
Estremeci quando o telefone tocou, mas não era meu avô, era uma pessoa do jornal local que conseguiu meu telefone (nem imagino com quem, mas iria descobrir quem foi, e o infeliz poderia se considerar morto). Quando soube quem era e do que se tratava desliguei na hora. O idiota continuou insistindo com números diferentes, eu não poderia ficar com meu telefone desligado eternamente ou ficaria sem trabalho e era tudo que não poderia acontecer, pois mesmo que não fosse expulsa de casa, pretendia sair por mim mesma naquele final de semana, logo depois que tivesse uma conversa muito difícil com meus avós.

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Jogos Sexuais

"Mais um dia, mais um dólar" como diria meu avô. Ao final de mais um dia de trabalho como promotora em um evento, iria me recompor e partir para mais um programa; esta sempre foi a parte mais divertida daquele emprego. O que eu nem imaginava é que aquela noite seria de surpresas, algumas seriam "punks" demais e que mudariam minha vida daquele momento em diante.
Pouco depois estava no carro de um diretor comercial de uma indústria renomada, ele era um dos meus clientes preferenciais que marcava todas as semanas – só falhou em uma porque estava fora do país –. Surpreendeu-me quando falou que naquele dia eu conheceria sua residência; também me preocupou, já que morávamos na mesma região de uma cidade pequena que proporcionaria a chance de sermos vistos por conhecidos. Achei imprudente sua escolha, porém ele explicou que estaríamos protegidos pelos vidros filmados do veículo e entraríamos direto na garagem da casa.
De maneira alguma contrariaria um dos meus melhores clientes, falei que estava adorando a surpresa e que a considerava como um aditivo tornando nosso encontro mais perigoso divertido.
Era noite de sexta-feira e sua mulher, durante o dia, viajou com o filho do casal e os pais dela para a casa de familiares onde haveria um casamento no final de semana. Meu cliente mentiu para sua mulher dizendo que tinha um jantar relacionado ao seu trabalho naquela noite e iria encontrá-la somente no sábado.
Assim que chegamos ao aconchego do seu lar ele nos preparou drinks e a seguir apresentou-me às principais dependências da casa. Por último conheci o quarto do casal onde ele disse ter uma surpresinha pra mim; tirou duas algemas de sua maleta e não eram aquelas bonitinhas, coloridas e revestidas de pelúcia, eram de ferro tipo as da polícia... rs.

Olhei para o par de algemas em suas mãos, depois para a cama com a cabeceira e pés feitos de ferro tubular... Observei cada detalhe e refleti "Nem pensar que vou deixar este safado me algemar nesta cama". Continuei me questionando em pensamento e em tom de brincadeira "Será que o homem tem alguma anomalia sexual perigosa que só se manifestou hoje?".
Não estava preocupada, apenas surpresa, já que ele nunca demonstrou se ligar neste tipo de fetiche, tampouco em perversão. Comecei a achar que a brincadeira poderia ser divertida, faria o joguinho se pintasse uma grana extra afinal negócio é negócio.
Nem precisei negociar o extra, ele se antecipou dizendo que além da grana a mais pela brincadeira também pagaria para eu passar a noite com ele.
Banquei a honesta quando ele quis saber quantos encontros eu teria aquela noite, não quis extorquir seu dinheiro e respondi que, excepcionalmente, havia marcado somente com ele. O coroa foi generoso em outros encontros e também foi desta vez, deu-me o equivalente ao que eu ganharia em cinco programas.
Diferente do que pensei, o fetiche dele era ser algemado e não me algemar, não por enquanto eu supus. A brincadeira era eu o usar como um objeto sexual enquanto o mantinha preso.
O homem ficou peladão e o algemei na cabeceira da cama com uma algema em cada pulso.
A seleção musical que ele havia escolhido era adequada ao que eu pretendia fazer no momento, então coloquei todo meu talento em prática dançando sensualmente durante meu strip-tease.
Recebi inúmeros elogios do meu observador a cada peça de roupa que ia ao chão. O coroa soltou um urro de lobo quando soltei o sutiã, massageei meus seios com ele, depois o deixei cair e continuei a massagem com as mãos oferecendo-lhe meus seios nus.
Faltava a última peça – minha calcinha – segurei-a pelo cós colocando meus dedos por dentro e cheia de erotismo serpenteei meu corpo descendo minha lingerie suavemente até ficar peladinha.
O ponto alto da minha exibição foi me masturbar pra ele, entre gemidinhos eu tocava meu sexo e rebolava em minha dança maliciosa.

Após o showzinho vesti sua camisa em meu corpo nu e também sua gravata. Incorporei a delegada e ele estava preso por atentado ao pudor. A pena era de trabalhos sexuais voluntários... rs.
Fui por cima dele e sentei com a xoxota em seu rosto. O homem sempre me presenteou com um sexo oral delicioso fazendo com que eu gozasse alucinada em sua boca, era tipo campeão mesmo. Lambeu minha boceta de baixo para cima com a língua chapada, firme e cheia de pressão. Gente! Fiquei possuída de tesão com suas sugadas e apertos de lábios em meu sexo, e assim que sua língua rígida me penetrava e voltava lambendo meu clitóris... Ahh! O danado me fazia viajar.
Aquilo era magia, mas ainda não havia tido o suficiente, queria sentir algo maior indo fundo dentro de mim.
Peguei um preservativo, mas antes brinquei com seu pênis dentro da minha boca o sugando com carinho e o deixando babadinho para depois deslizar minha mão o punhetando (o coroa adorava). Era o momento de unir nossos sexos, continuei nosso joguinho sexual colocando um preservativo em minha boca, revesti seu membro com ele e sentei em seu míssil poderoso o ajeitando em meu sexo. Arrepios de prazer percorreram meu corpo e o tesão foi a milhão enquanto banquei a "cowgirl" cavalgando entre gritos e gemidos.
A noite ainda era uma criança após findarmos a primeira etapa daquela sessão sexual. Cheia de ideias começaria outro joguinho, o da pedra de gelo... Droga! Minha bebida estava no fim e o copo dele vazio, ambos com o gelo derretido. Olhando de modo travesso para o meu parceiro tomei um golinho e remexi o fundo do copo dando voltinhas com dois dedos. Fui em direção ao seu umbigo, tirei os dedos do copo e deixei pingar sobre ele. Em seguida o fiz chupar meus dedos e, como brinde por estar se comportando, coloquei meu copo em sua boca e o deixei beber o último gole.
— Fica ai prisioneiro! 
— vou buscar mais bebida e gelo pra judiar de você.
Ele sorriu e pediu para eu trazer a garrafa e o baldinho que estavam no bar.
Desci as escadas e nem cheguei ao barzinho da sala, quase desmaiei ao ser agarrada e ter minha boca tampada por alguém, outro cara vestindo um capuz surgiu do nada defronte de mim apontando uma arma e rosnou baixinho:
— Fica na moral novinha ou "vô sentá o dedo"!


Os momentos de terror estavam apenas começando...

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Pausa para Namorar

Estava feliz festejando comigo mesma após o coroa, empresário do ramo de confecções, confirmar nosso quarto programa seguido em um mês. Aparentemente havia conquistado meu primeiro cliente fixo; as outras meninas nomeiam assim os que marcam três ou mais vezes ao mês. Na primeira vez sua gorjeta foi generosa e nas duas últimas além da gorjeta também me surpreendeu com presentes.
Com o tempo e os encontros, você conhece melhor a pessoa e melhora a relação. Estava curtindo de montão sua companhia e também os rendimentos. O que atrapalha é este meu jeito irresponsável de ser que adora por tudo a perder, e por pouco não aconteceu em nosso último encontro.
Ele me pagou por três dias para acompanhá-lo a um resort em Camboriú onde também aconteceria um evento de negócios que ele participaria. No final da sexta-feira, estávamos acomodados à beira de uma piscina quando ele recebeu um telefonema: Aconteceu um imprevisto e ele teria que fazer uma viagem rápida até sua casa em Blumenau. Iria deixar-me sozinha e retornaria somente no sábado à tarde. Após comunicar-me, beijou-me carinhosamente no rosto e foi para o quarto se arrumar. Mal ele virou as costas cruzei meu olhar com o de um cara (pardo, alto, de uns 30 anos e muito fofo) que estava próximo, acompanhado e disfarçadamente me filmava há alguns minutos. Aproveitou que fiquei sozinha e lançou seu "olhar 43" em minha direção, respondi com um sorriso e olhar de quem curtiu.

Peguei meu copo fazendo carinha de triste, dei o último gole em minha bebida que chegara ao fim e deixei o copo de lado. Virei o corpo deitando com o bumbum pra cima e apesar do meu biquíni fio dental não ser ousado deixava a minha bunda praticamente de fora. Serviria ao meu propósito, pois minha intenção era provocar.
Momentos depois o carinha chegou ao meu lado, esbanjando simpatia se apresentou e estendeu um copo de Daiquiri em minha direção, comentou ter percebido que a minha bebida tinha acabado e não era justo deixar uma princesa se deslocar até o bar. Além de gato, também era perspicaz e divertido. Retribui a simpatia com uma expressão de felicidade, aceitei a bebida, agradeci e também me apresentei.
O papo ficou muito gostoso, sua maneira extrovertida de falar me conquistou, entretanto mesmo adorando a companhia eu não poderia ficar dando bobeira e correr o risco do meu cliente (que estava pagando pelo meu final de semana) pegar a gente em atitudes suspeitas. Também não correria o risco de ser vista com ele mesmo depois que estivesse sozinha no resort, pois alguém poderia comentar sobre meus passos durante sua ausência.
O anjinho do bem insistia para que eu o dispensasse antes que fosse tarde demais. O problema é que sempre ouço o anjinho do mal e o mesmo dizia que estava prevendo momentos raros de prazer. Senti um calor intenso ao imaginar ele me despindo e sua boca enchendo meu corpo de beijos. Quase tive um orgasmo só de pensar no risco de levá-lo até minha suíte e rolar naquela cama por horas.
Enfim, revelei que o coroa não era meu pai (como ele havia questionado) e sim o meu namorado e eu teria que manter as aparências, no entanto estaria sozinha naquela noite e adoraria recebê-lo na intimidade do meu quarto para tomarmos um drink antes de irmos dormir. O aguardaria às 22h, era só dar umas batidinhas na porta.
— Por favor, se afaste e mantenha distância agora! — pedi com jeitinho.
Com um sorrisão lindo disse ter entendido e que não se atrasaria. Após perguntar que bebida eu preferiria que ele levasse, se afastou e continuou me filmando, desta vez um pouco mais distante.
Ouvi as batidinhas na porta no horário combinado. Toda cheirosinha olhei pelo olho mágico, queria ter certeza que era o gato. Após abrir a porta conferi se havia mais alguém no corredor e o puxei para dentro rapidão e lacrei a entrada com todos os trincos disponíveis.
Nos conhecemos melhor nos próximos minutos, bebendo o vinho que ele trouxe e curtindo um rock and roll em um canal da TV a cabo. Sentados no tapete e recostados na cama conversamos como velhos amigos, sem ficarmos querendo saber sobre detalhes de nossas vidas.
Vieram as primeiras carícias, e um beijo que foi algo bem natural como se nossa intimidade fosse a de um casal que namora há tempos. Após mais um beijo carinhoso fez com que eu me deitasse no piso e sua cabeça se aninhou em meu ventre ao mesmo tempo em que levantou a minha camiseta "extralarga" que vesti justamente para facilitar nossos movimentos.
Sua boca percorreu meu corpo e chegou ao meu peito, afaguei seus cabelos castanhos e perfumados enquanto estremecia com arrepios me deleitando com sua boca morna grudada em meu seio. Era impossível não gemer gostoso ao ter meus mamilos sensíveis e inchados de tesão serem devorados por sua língua e lábios.
Instantes depois, já sem camiseta e calcinha, deitada peladinha com o tronco na cama e os joelhos no chão, ronronei como uma gatinha enquanto ele se alojou entre minhas pernas e me fez flutuar com chupadas e massagens com o dedo dentro da minha vagina, talvez procurasse meu ponto G... Ah! Evidente que me acabei de tanto rebolar em sua boca e não contive meus gritinhos e nem segurei meu gozo que veio intenso.

Que bom poder escolher com quem se deitar e entregar-se inteira ao prazer e emoção. Ainda não perdi meu lado romântico, adoro namorar, beijar na boca, abraços apertados e um papo descontraído.
Não sei por quanto tempo transamos, talvez por horas. Apaguei em seus braços e dormi um soninho gostoso.
Acordei com ele me sacudindo dizendo que alguém tentava abrir a porta. Ouvi o tocar da campainha e percebi que o dia começava a clarear. Apavorada deduzi que o coroa voltou antes do que havia planejado.
— Tô fodida! Você vai ter que sumir daqui — falei sussurrando.
— Caralho gata, só tem uma porta.
— Se vira! Pega logo suas coisas e vai pela janela — falei com firmeza.
Enquanto ele vestia a bermuda sem a cueca, eu recolhia suas roupas, preservativos novos e usados, garrafa vazia e entreguei tudo pra ele.
A janela dava para uma varandinha, estávamos no segundo andar, descer não seria tão complicado (eu acho... rs).
Fechei a janela assim que ele saiu, vesti a calcinha e caminhei enquanto vestia a camiseta. Estava endoidecida com o som da campainha e as batidas que não cessavam. Acendi a luz e dei uma olhada rápida conferindo o quarto antes de abrir a porta.
— Caramba kamila! Estou a um tempão tocando esta campainha — resmungou o homem.
Desculpei-me dizendo que bebi um pouco a mais e cai no sono profundo.
Ele mencionou sobre minha camiseta e disse que não combinava com minha feminilidade. "Putz! Dei minha camiseta para o cara" pensei tentando não rir. Fiquei com a dele que também é branca, mas é de time de futebol americano.
Após concordar com ele que a escolha da roupa foi ruim, desconversei para evitar esticar um assunto que poderia me incriminar.
Ele chegou carente de carinho e disse que me queria agora... Aff! Iria sentir sabores e odores diferentes. Consegui cinco minutos dizendo que ia ao banheiro me recompor. Voltei após apagar os vestígios em meu corpo que denunciariam o love que tive com meu "namorado de uma noite" e deixei meu empresário feliz e satisfeito por boa parte daquele sábado ensolarado.
Minha preocupação durou até o momento de irmos embora no domingo, o medo era enorme de ter meu casinho descoberto e perder um dos meus melhores clientes.
Finalmente tudo acabou bem, não tivemos notícias de ninguém caindo de janelas do resort, calculei que o fofo conseguiu descer na boa, ou se caiu, ainda lhe restam seis vidas, pois ele é um gato.


Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sábado, 15 de agosto de 2015

Ficha Rosa

O restante da semana após o bufê com o Adrian não foi exatamente o que imaginei a princípio, os rendimentos não foram equivalentes ao meu desempenho, ouvi gracinhas, gargalhadas e ofensas ao revelar o valor do programa. Zombavam dizendo que conseguiriam algo melhor pela metade do preço. Estabelecer-se por conta própria e ter independência foi mais difícil do que pensei. A decisão de não me sujeitar a um cafetão e tentar sozinha foi tomada depois que li muita coisa a respeito na internet e fiquei assustada com os inúmeros depoimentos referentes a violência e exploração de garotas de programa. Infelizmente minha produção independente não estava rolando a contento, ainda tive um contratempo apesar de andar por áreas diferentes do aeroporto e também de um shopping "chique" de Campinas em dias alternados. Uma noite fui abordada por um dos seguranças que percebeu meu propósito no local. Ele foi legal comigo explicando que prostituição não é crime no Brasil, no entanto eu poderia ser acusada de Importunação Ofensiva ao Pudor (Importunar alguém, em lugar público ou acessível ao público). Com certeza eu teria problemas se continuasse assediando homens no local. Agradeci sua gentileza e sai fora. Durante uma semana fiquei sem a diversão e percebi que estava dependente desta coisa do escondido e perigos. Sentia muita falta dos momentos de sexo com tensão, também do dinheiro que acostumei a ganhar. O prazer por relações perigosas é para mim como uma droga altamente viciante – acredito que deve ser o mesmo com quem tem algum vício químico.
Não esperaria que o destino se encarregasse de ajeitar as coisas, iria correr atrás. Decidi cair de cabeça na atividade e procuraria alguém de minha confiança para pegar experiência no ofício enquanto eu não desenvolvia e fortalecia um blog para futuras relações. Há algum tempo, fiz alguns trabalhos como promotora em feiras e eventos. Tive um "probleminha" com o homem que contratava as garotas, ele descobriu que meus documentos estavam alterados e que eu ainda era menor de idade. Mesmo assim voltaria a procurá-lo e diria que aceito ser "ficha rosa" (garotas que aceitam sair como acompanhantes dos visitantes das feiras/eventos e receber dinheiro em troca de sexo com os mesmos).
Fui ao seu escritório tentar agendar uma entrevista, e dei sorte de pegá-lo em um bom dia. Argumentou que ainda estava com um pé atrás comigo, no entanto recomeçaria do zero, me entrevistaria e minha nova admissão dependeria do meu desempenho na entrevista. Claro que eu fui produzida e toda delicinha com um vestidinho preto todo sensual. Depois de algum tempo de conversa e de informá-lo que gostaria de ser Ficha Rosa, ele disse que estava considerando a chance de fazer um novo contrato comigo e que esperava não ter nenhum contratempo. Jurei que não haveria mais problemas.



Ele pediu que eu fosse ao seu lado para assistir um vídeo sobre o próximo evento que aconteceria no Centro de Exposições. Sugeriu que eu debruçasse na mesa e ficasse mais próxima ao monitor para perceber os detalhes. Deduzi que o vídeo era só um pretexto para eu me aproximar, ficou evidente que estava sendo testada e que era o momento de pagar uma "taxa de inscrição". Sua mão pousou em minha cintura e percorreu por meu quadril, bumbum e penetrou por dentro do meu vestido tubinho chegando ao meu sexo e o massageou passando seus dedos por cima da minha calcinha que começava a umedecer. Ele descaradamente ainda comentava algo sobre o vídeo perguntando se eu estava entendendo. Minhas respostas eram sussurros de "hum hums" concordando enquanto balançava levemente minha bunda. O homem afastou um pouco a cadeira e abraçando minha cintura fez com que eu ficasse entre suas pernas abertas o encarando e convidando para um beijo. Deitei o corpo sobre ele apoiando no encosto de sua cadeira e o beijei. Suas mãos em minha cintura eram um incentivo para que eu ajoelhasse aos seus pés. Evidente que a intenção dele era o boquete, então eu não o decepcionei. Abri suas calças e libertei seu órgão em fase de enrijecimento. O lambi de baixo a cima o encarando e excitando. Seu membro estava duríssimo quando o coloquei em minha boca e o engoli todinho.
Ele estava quase para gozar, pediu para eu parar afastando minha cabeça e acenou com um preservativo. Toda safadinha peguei o mesmo da sua mão, o ajeitei em minha boca e coloquei em seu órgão pulsante e o desenrolei com os lábios. Ao livrar-me da calcinha atendi prontamente seu convite para sentar no seu pau. Suspirei desfrutando a invasão da minha vagina e diverti-me com sua surpresa ao sentir a resistência do meu hímen complacente. O homem pirou:
— Não acredito, você ainda é virgem?
Curtindo aquele momento só respondi "hum hum", agora em tom de negativa. Suas estocadas venceram e ultrapassaram meu hímen ao mesmo tempo em que meu gemido ecoou pela sala. Aquele frenesi durou por minutos e depois da minha segunda sequência de orgasmos, acabadinha deitei minha cabeça em seu ombro. Ficamos algum tempo parados e recuperando o fôlego, até que consegui sussurrar em seu ouvido:
— Estou contratada chefinho?
De um modo que misturava carinho e autoridade respondeu que sim, mas pediu para eu aguardar uns dias que ele entraria em contato.
Aguardei ansiosa por uma semana até receber seu telefonema e voltar a fazer parte da empresa.
Algumas semanas depois já havia participado de alguns eventos e feito vários programas. Um deles mexeria com meu futuro de uma forma diferente dos outros. Acompanharia um cliente importante após terminar meu horário em uma feira têxtil. O mesmo já havia puxado conversa comigo enquanto eu estava no stand. Perguntou se eu fazia apenas o serviço de promotora.
— Faço serviço completo, mesa e cama — afirmei de maneira sedutora.
Era um coroa respeitado no ramo de confecções. Ainda não sabia que ele entraria de um modo avassalador em minha vida. Tornar-se-ia minha tábua de salvação (a princípio), e um pesadelo (na sequência), ou seja, começaria no paraíso e terminaria em chamas.
Porém esta é outra história que continuarei narrando nesta série de contos.


Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Noiva de Mentirinha

O resultado da brincadeira e primeira experiência como garota de programa foi gratificante e muito além das minhas expectativas. Curti muito transar com um estranho e ainda ser paga enquanto me divertia, diante disso interessei-me pela atividade e naveguei pelo Google para aprofundar-me no assunto. É um ofício perigoso, eu já sabia. A profissional fica exposta a várias situações de risco como: doenças sexualmente transmissíveis, agressões físicas, além de poder topar com algum maníaco sexual. Entretanto, meu vício por adrenalina dizia que poderia ser tanto ou mais divertido quanto foi com o cara da rodoviária.
Fazer ponto na rua ou em um prostíbulo estava fora de cogitação, inocentemente eu pensei em descolar um local onde conseguisse clientes privilegiados financeiramente, seria lucrativo e também reduziria alguns riscos da profissão. Apostava em minha boa aparência e corpo de novinha para ter facilidades nas abordagens. Não usaria de imediato as redes sociais com medo de estar colocando em risco meu segredo, adiaria minha ideia inicial de criar um blog somente com este propósito. Continuaria gastando meus sapatinhos correndo atrás de emoções até decidir qual seria a melhor estratégia de Marketing.

O início não foi exatamente como imaginei. A primeira escolha foi o aeroporto de Viracopos, as tentativas iniciais foram frustrantes. Não me atentei ao detalhe das pessoas estarem sempre apressadas indo e vindo e cansadas da viagem.
Consegui o primeiro programa e não foi dos melhores. Não curti, tive que fingir um orgasmo, o cara não pagou o combinado e foi bem grosseiro comigo. Era cedo para desistir, o próximo será melhor, pensei positivamente.
Fiquei mais animada em outro dia e nova tentativa, consegui um cliente logo na primeira hora de passeio pela ala internacional e disparando olhares sedutores a supostos interessados. O serviço trouxe lucro, diversão e prazer. Definitivamente peguei gosto pela atividade.

Então…Aconteceu assim: fui abordada por um cara após o assediar descaradamente. Expliquei de imediato que era garota de programa, o informei do preço e o que ele teria. Ele disse ter entendido, mas fez sua contra proposta, contrataria os meus serviços com outro intuito.


Descrição do cara e nosso acordo: Vou chamá-lo de Adrian, 1,75m, caucasiano de cabelos claros e cacheados, 30 anos, é gay e estava em uma relação estável com um parceiro no Chile — de onde ele acabara de chegar de viagem — Ele tinha a necessidade de manter sua homossexualidade em segredo ou não progrediria na empresa multinacional a qual trabalhava, pois era sabido que o chefão, o "CEO" como ele disse, é tipo homofóbico (sem declarar-se oficialmente) e não o aceitaria no quadro de diretores da empresa. Eu fingiria ser sua noiva durante um bufê que aconteceria no dia seguinte lá na mansão do chefão. Acertamos o valor.

No dia seguinte fui encontrá-lo em seu hotel horas antes do evento. Conversamos e ensaiamos alguns detalhes básicos.

Chegando ao casarão fomos recebidos pelo empresário espanhol e sua esposa. Eu tinha sido uma assediadora de homens nos últimos dias, mas naquela roda social passei a ser a assediada. Recebi muitos elogios do coroa anfitrião e de outros membros da festa.
Acho que valeu minha escolha por um vestido curto com corpete. Mesmo representando o papel de jovem noiva recatada, quis estar bonita e sensual, pois adoro ser notada e elogiada.


Após as pessoas se servirem da mesa farta e continuarem com a ingestão de bebidas alcoólicas, os homens comentaram sobre o futuro profissional do Adrian. Seu cargo de diretor e transferência de Santiago do Chile para São Paulo começava a engatilhar.
Neste meio tempo o chefe quis saber qual minha preferência por bebidas, falei da minha paixão por champanhe e vinho. Ele tinha uma adega no subsolo da mansão, pediu permissão ao meu "noivo", pois iria levar-me para conhecer suas preciosidades líquidas (palavras dele) com o intuito que eu escolhesse um vinho especial.

Fiquei impressionada ao adentrarmos aquele recinto enorme, cheio de garrafas e alguns barris gigantes feitos de madeira. Perguntei se todas as pipas estavam cheias de vinho. Ele respondeu que tinha uns com vinho e outros com uísque ou cachaça de uma reserva especial.
— Gente! Eu ia adorar morar aqui — comentei ainda maravilhada com tamanha quantidade de bebidas.
— A gente pode pensar no caso se for o seu desejo — Insinuou com uma expressão séria.
Putz! Seu modo de falar deixou-me arrepiadinha.
Sem mais cerimônias ele deu o bote, todo confiante agarrou-me em um abraço e procurou minha boca. Eu sabia que o convite para descer até o porão não era apenas para pegar uma garrafa de bebida. Como se já rolasse uma intimidade correspondi ao beijo e ansiei pelo que viria a seguir. Estava de pilequinho por causa das taças de champanhe que havia tomado pouco antes, então foi fácil mergulhar de cabeça naquele convite ao perigo. Não escolhi fazer programas apenas pelo dinheiro, diversão e prazer seriam fundamentais para continuar praticando o ofício. Não rolaria com o Adrian, já sabia de antemão, e não pretendia terminar a noite na saudade, ainda mais estando com um calor consumindo minhas partes baixas. Nem cogitei desperdiçar aquele momento.
O homem tinha pegada, além de ser charmoso. Com sua experiência percebeu de imediato a minha submissão, estava entregue e pronta para ele. Continuou sua investida com beijos ardentes e apertos em meu corpo. Acendeu de vez meus desejos de fêmea ao deslizar suas mãos pelos meus quadris e penetrar no interior do meu vestido tocando minhas coxas nuas. Os apertos seguintes foram em meu bumbum, ao mesmo tempo ele disparava um monte de frases sedutoras em meu ouvido. Segurou no cós da minha calcinha e a desceu até passar pelos meus pés. Com delicadeza segurou-me pelas axilas colocou-me sentada em um tipo de mesa bem legal, era um barril cortado ao meio. Fiquei sentada na superfície de madeira lisinha e encerada. Enquanto ele abria suas calças eu percebi que a mesa fora feita sob medida para ficar na altura do órgão sexual do coroa safado.
Em segundos suas calças e cueca estavam arriadas aos seus pés e partiu pra cima de mim com seu membro ereto. Ao erguer meu vestido e visualizar minha xoxota lisinha, fechadinha e cheirosa, notei uma expressão de surpresa e felicidade no rosto do homem. Desistiu momentaneamente de me penetrar com seu membro pulsante, e sua voz foi quase um murmúrio:
— Meu deus, o que tirei de você não foi uma calcinha e sim um porta joias, você é um anjinho.
E caiu de boca na minha fendinha após suas mãos erguerem e abrirem minhas pernas. Deitei meu corpo naquela madeira e deliciei-me quando me lambeu seguidamente e me transportou para outra galáxia remexendo intensamente sua língua no interior do meu sexo. Ah! Êxtase e delírio, e o danado ainda tinha deixado a porta aberta fazendo com que esse detalhe aumentasse minha libido ao imaginar ser flagrada por sua mulher durante nossa promiscuidade.
Quase gozei na boca do homem enquanto viajava em meus pensamentos. Infelizmente ele parou antes que eu chegasse ao clímax. Tirou um preservativo do bolso do paletó, removeu rapidamente a embalagem e cobriu seu membro duro.

Foram inúmeras as frases de safadeza e sem nexo ditas por nós. Olhou fixamente para meu rosto de cadelinha pidona com minhas perninhas no ar e arreganhadinhas. Meu olhar suplicava por uma penetração. Ajeitou seu pênis em minha vagina e arrancou-me um gemido gostoso quando nossos sexos começaram a se fundir. Suguei seu membro inteirinho para dentro de mim e a entrega foi total.
Novas posições, a volúpia dos orgasmos, e o tempo voou…Grudei em seu pescoço sustentada por ele segurando em minha bunda, reduziu suavemente a intensidade das suas estocadas após gozar pela segunda vez sem tirar de dentro de mim.

Deeeus! Quase me joguei dos seus braços quando percebi a sombra de alguém se aproximando descendo as escadas em nossa direção. Alertei-o com um sussurro e aflita tentei melhorar minha aparência. Ele foi para um canto discreto para se livrar do preservativo cheio de sêmen e recompor sua roupa. Eu já tinha ajeitado meu vestido e esforcei-me em parecer tranquila quando sua mulher entrou na adega seguida do meu falso noivo. A mulher informou sobre alguns convidados estarem se retirando e esperavam pelo anfitrião para as despedidas. Ela até tentou fingir não perceber o que acabara de acontecer ali. Não conseguiu, já que fulminou-me com seu olhar de fêmea traída. Meu penteado bagunçado e a falta de batom em meus lábios eram as provas do crime.

Não sabia como funcionava a relação deles, se era aberta ou não. Fiquei constrangida, sempre fico depois de orgasmos em momentos proibidos, volto à realidade da vida de pudores, mas o sentimento de culpa não dura muito tempo. "Que se danem. Eles que se entendam depois." pensei.
Ele pegou duas garrafas de vinho rose frisante em uma prateleira — já havia lhe dito a minha preferência — e nós quatro voltamos para junto dos outros convidados.
A mulher não desgrudou mais da gente, juntos tomamos uma das garrafas. A conversa entre os dois homens foi proveitosa para o meu acompanhante, ele estava praticamente garantido em seu cargo pretendido. Minutos depois durante nossa despedida e após ser presenteada pelo coroa com a outra garrafa de vinho, fui embora de táxi com o Adrian.

Quando chegamos ao local em que eu ficaria, meu cliente deu-me um envelope. Conferi e falei que tinha dinheiro a mais.
— Seu trabalho foi ótimo, o extra é um regalo. — Depois apontou para o embrulho onde estava o vinho e acrescentou:
— É o segundo presente que você ganha hoje.
Em tom de farra expliquei não ter ganho o vinho, e sim fiz a troca por uma peça íntima. Levantei o vestido para mostrar a falta da calcinha. O taxista discreto, porém ágil, ajeitou o retrovisor para ver minhas partes íntimas. Cobri com o vestido, não sei se a tempo… Rsrs.
— Não foi uma troca justa, já que ele ficou com meu porta joias — resmunguei em tom de brincadeira.
Com cara de quem não entendeu, meu acompanhante desceu do carro e gentilmente abriu a porta para eu descer. Agradeceu mais uma vez dizendo que fui perfeita. No beijinho de despedida ele sentiu um perfume em minha pele e fez uma graça.
— Ummm! Este perfume é familiar, e não é seu.
Concluiu dizendo que minha demora com o homem na adega não teria sido apenas por indecisão na escolha do vinho como nós dissemos. Confessei ter me pegado com o coroa na adega, ele deveria estar estar com o meu perfume também e será melhor eu permanecer longe daquela mulher. Falei não segurando uma risada.
Adrian deduziu que eu era a razão da pressa repentina do chefão para que ele se transferisse para São Paulo.
— Você é danadinha, acho que precisarei dos seus serviços novamente muito em breve. — Respondi que estaria a sua disposição sempre que precisar.
Ele seguiu com o táxi e eu segui para casa pensando com meus botões e com um sorriso bobo no rosto: Acho que o espanhol gostou do brinquedinho novo.


Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

domingo, 2 de agosto de 2015

O Primeiro Programa

Abandonar um emprego convencional e aceito socialmente para ser uma garota de programa não foi a escolha mais difícil, principalmente ao levar em consideração valores financeiros. O convívio em família tornou-se um martírio, sentia-me como uma intrusa em meu próprio lar. O stress de conviver diariamente com o medo de ser descoberta e ter que lidar com as consequências da escolha era angustiante.
Há quase dois anos que o sexo tornou-se o meu ofício. Comecei dias depois de completar 18 anos, quando ainda morava com meus avós. Não me tornei acompanhante por necessidade, visto que minha família tem dinheiro suficiente para bancar meus estudos e dar-me uma vida digna com lazer e viagens. Sofro de hipersexualismo leve, não é compulsivo, sou viciada em adrenalina. Quando antevejo uma situação de sexo proibido ou com riscos, deixo a situação chegar a um ponto sem volta, é quando minha hipersexualidade se manifesta. Minha meta principal é o prazer intenso e quanto mais adrenalina, maior o êxtase e orgasmos múltiplos.

Tudo começou com uma brincadeira: Estava na entrada da rodoviária de Campinas aguardando o horário que sairia meu ônibus, demoraria mais de uma hora. Percebi que era 'filmada' pelo olhar de um cinquentão de terno, boa aparência e carregando apenas uma maleta. O homem veio em minha direção e antes de dirigir-me a palavra, percebi facilmente as suas intenções que eram expressas pelo seu olhar safado e o seu sorriso maligno.
Sou exibicionista desde menininha, minhas roupas são naturalmente ousadas, adoro minissaias e blusas soltinhas caídas no ombro e batons expressivos e provocantes. Já aconteceu antes de eu ser confundida com profissionais do sexo, porém desta vez eu estava a fim de brincar e fingiria ser mesmo uma garota de programa caso sua abordagem fosse com este intuito.
Ele chegou pertinho e cumprimentou-me sendo bem simpático. Confidenciou que foi atraído pelo meu jeitinho de menina e pelo meu corpo de mulher. Seria um sonho poder desfrutar da minha companhia — foram as palavras dele —. Teceu mais alguns elogios e convidou-me para um programa.
Gente! Se o coroa não me convidasse para sair, eu o convidaria. Que homem charmoso, cheiroso e seguro nas palavras, ainda assim decidi continuar com a brincadeira, mas não tinha nem ideia de quanto cobraria uma garota nesta situação. Enquanto sorria e agradecia os elogios, raciocinava muito rapidamente para tornar verossímil meu papel de acompanhante. Achei que R$500,00 era um bom preço por uma hora de sexo básico (sem anal), as despesas com motel também seriam dele. "Se rolar, rolou" pensei.
Ele aceitou sem pestanejar. Aff! A adrenalina percorreu pelo meu corpo, tive a chance de desistir e correr naquele instante, ou mergulhar de cabeça em um jogo sem ao menos conhecer as regras. "Foda-se, vou jogar" pensei.
Perguntou onde fazia meus programas. Sugeri um motel, (um dos poucos que conhecia na região, e só de passar em frente quando estava em meu ônibus. Por fora era muito legal, parecia classe A.) ele chamou um táxi e partimos para o meu primeiro programa.

Adentramos a suíte do motel, o interior combinava com o exterior, era mesmo classe A e de muito bom gosto. O homem após consultar minha preferência, pediu bebidas para nós e não perdeu mais tempo. Com a prática de um veterano ele me despiu, beijou, chupou e me conquistou com seus elogios. O ajudei a libertar sua arma secreta, um armamento poderoso e de muito respeito. Abocanhei a glande enorme e rosada o chupando, engolindo e antevendo o quanto sentiria de prazer ao ser penetrada por aquele membro delicioso. Ajoelhei na cama deixando ele entre minhas pernas em posição de 69, acariciei e abocanhei novamente seu membro e gemi ao mesmo tempo em que sua boca sugou minha vulva e sua língua nervosa penetrou em minha fendinha e me fez estremecer de prazer. Agarrada com as duas mãos em seu sexo o chupei duplamente enlouquecida, eu o mordi com moderação, mas a vontade era mastigar ele todinho, que pau gostoso, que momento delicioso. Ahh! Gozei em sua boca e o homem não desgrudou do meu sexo. Vorazmente sugou todo meu líquido de gozo. Acabei-me em gritinhos e curtindo meus orgasmos ainda o punhetando.
Uii! Foi minha expressão de susto quando seus jatos de sêmen atingiram meu rosto. Foi uma surpresa agradável. Aproximei minha boca e outros jatos atingiram meus lábios. O abocanhei sugando e sentindo as pulsações daquele nervo exposto.
Fui lavar meu rosto meladinho. Ao voltar do banheiro o vi sentado na cabeceira da cama apoiado em travesseiros e com uma expressão bem safada. Punhetava levemente seu pênis firmão protegido por uma borrachinha lubrificada; Isso deixou-me animada e louquinha de tesão.
— Vem linda, me deixa sentir você por dentro.
— Já que você insiste tanto — concordei em tom de brincadeira e um sorrisão no rosto.
Sentei por cima dele e delirei quando aquele membro grosso, e maior que outros já sentidos, deslizou alargando minha fendinha e percorreu vagina adentro. "Ohoo, transar com prazer é tudo de bom." Pensei sorridente enquanto saboreava aquilo tudo preenchendo meu sexo.
Viajei cavalgando sobre ele sendo golpeada por suas estocadas e suavizadas por suas carícias. Fiquei molinha tamanho foi o êxtase.
O danado colocou-me de quatro — adoro assumir o papel de submissa — Penetrou-me por trás ainda em minha vagina voltando a golpear-me como um maníaco e deliciar-me com orgasmos múltiplos. Estava quase desfalecida quando ele gozou preenchendo o preservativo com seu sêmen.
Ainda lembro quando tirou de dentro e ajeitou meu corpo deitando minha cabeça no travesseiro, tive a sensação de estar dopada, adormecida. O homem ajoelhou deixando minha cabeça entre suas pernas e roçou seu pau quase molinho em minha boca. Sorvi umas gotinhas que ainda saiam do seu membro o sugando e saboreando.
Minha última lembrança romântica daquela noite foi de senti-lo se acomodar ao meu lado, beijar meus lábios e dizer algo safado e carinhoso. Depois fomos para a higiene, pagamentos e pegamos um táxi. Deixou-me na rodoviária e seguiu para o aeroporto, não sem antes anotar o número do meu celular em sua agenda e prometer que entraria em contato assim que retornasse a Campinas.
Este foi meu primeiro programa pago, porém foi muito melhor que muitos programas amorosos.

Claro que perdi meu ônibus e tive que comprar outra passagem.

Continua…

Beijos queridos amigos, até a próxima!
 

Translate

Total de visualizações de página