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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O Corno da Feira

Sinopse
Paixão e atração carnal e o cenário era um pequeno condomínio na periferia norte de São Paulo. De um lado o atraente Leonardo, mexicano, quase quarentão e de passado desconhecido. Do outro lado Liliane, uma jovem atraente, muito provocadora e com idade para ser filha de Leonardo. Entre eles o feirante Geraldo, um homem rude e imprevisível.
Inconsequência, irresponsabilidade e uma desgraça anunciada.

Prefácio

Nota policial de um jornal local:
Feirante executa suposto casal de amantes.
“O feirante Geraldo Firmino de 30 anos suspeitava que sua mulher Liliane Gomes de 20 anos e grávida estivesse se relacionando sexualmente com outro homem. Na madrugada do último sábado ele retornou a sua casa duas horas após ter saído para o trabalho. Segundo seu funcionário que o auxiliava na feira, ele foi com a intenção de pegar sua esposa adúltera em flagrante. Ao adentrar o quarto e visualizar um homem, que seria o suposto amante, dormindo na companhia de sua mulher e o traindo em sua própria cama, ele efetuou os disparos que culminou com a morte do casal que repousava no leito conjugal…”

Um ano antes

Parte 1 - Minha Vizinha é um Anjo
Durante alguns anos, morei em uma casa alugada, havia mais duas casas no mesmo terreno: Uma mulher próxima dos 60 anos e que pertencia ao grupo de senhoras de uma igreja católica do bairro, morava nos fundos com suas duas cadelas. Eu ocupava a casa do meio e a terceira casa que ficava na frente foi alugada dois meses depois para um casal de recém-casados. O cara, de uns 30 anos de idade, pele clara queimada de sol, trabalhava em feiras livres, era proprietário de uma barraca de frutas e saia com seu caminhão no início da madrugada seis dias por semana.
A garota, bem mais nova que ele, trabalhava em uma empresa nos dias úteis e eu quase não a via durante a semana. Aos sábados e domingos a gente se cruzava no quintal ou na área em que estendíamos roupas para secar no varal. Era muito prazerosa a visão daquele anjo de cabelos longos e ruivos, pele clara bronzeada naturalmente que eu imaginava ser tão lisa e macia quanto a textura de uma pera de primeiríssima qualidade que foi cultivada artesanalmente. O balançar dos seus quadris enquanto ela caminhava em direção aos varais da área comunitária era de despertar meus desejos mais sacanas. As flores da estampa do seu shortinho de algodão acompanhavam o ritmo e balançar do seu traseiro, eu queria correr e abraçar aquele corpinho por detrás e sentir toda a maciez e calor daquela bundinha carnuda se esfregando em minha região genital.
Era quase impossível controlar minha tara no momento em que ela se esticava todinha nas pontas dos pés para alcançar o fio do varal e sua blusa subia deixando à mostra sua região lombar... O tesão era de tirar o juízo.
O desejo começava a ficar incontrolável com o passar dos dias, ajustei meus horários para que tivesse contato com ela a semana toda, e não somente aos sábados e domingos. Contudo, continuei tentando ser um cavalheiro e não avancei o sinal, não poderia correr o risco de ser acusado de assédio sexual e voltar a ter problemas com a lei.
Os dias passaram e a tática do bom moço deu resultado, nossas conversas não eram mais apenas bom dia e boa tarde, a gente tinha muito mais assunto depois que descobrimos que tínhamos afinidades em músicas e filmes.
Quinta-feira era um dos dias em que passava o caminhão do lixo, eu deixava para por os bagulhos pra fora perto das 20h, era quando ela (Liliane) chegava do trabalho. O marido geralmente tirava uma soneca até que ela chegasse. Estava ameaçando cair uma tempestade de verão, a noite ficou mais escura, ventava forte e logo viria muita água. No horário estimado estava na calçada ajeitando calmamente o saco de resíduos ao lado de um poste, no mesmo instante ela desceu do ônibus, foi também quando começou a cair os primeiros pingos. Liliane correu em direção ao portão que eu mantive aberto a esperando entrar.
A chuva chegou de vez. Gentilmente agradeceu-me por ter esperado que entrasse e caminhou apressada escada acima. Fechei o portão e sai correndo para não me molhar muito e se possível alcançá-la para ao menos desejar bom descanso.
A corrida não foi em vão, alcancei-a no momento em que ela tropeçou no último degrau e evitei sua queda segurando em sua cintura momentos antes que chegasse ao chão. Ela aplumou e virou o corpo, eu continuava com as mãos firmes naquele corpinho angelical. Sorriu envergonhada enquanto agradecia e sua expressão foi ficando séria e enigmática enquanto olhava fixamente em meus olhos. Não pensei duas vezes, abracei seu corpo molhado pela água que caia do céu sobre nós, fiquei encantado pela expressão de dúvida, medo e desejo que emanava do seu olhar. Aproximei lentamente a minha boca da sua, ela sustentou nosso olhar sem ao menos piscar e suas mãos deslizaram por meu peito, ombros e envolveu meu pescoço com seus braços ao mesmo tempo em que separava seus lábios e oferecia sua boca. O beijo, a princípio, foi cheio de medo de sermos flagrados, porém, quando nossas línguas se tocaram e nossos lábios sugaram uns aos outros, fez com que esquecêssemos todo o mundo ao redor. Segurei seu bumbum por cima da saia molhada e com movimentos circulares esfreguei seu corpo ao meu. Ela se deixou levar movimentando os quadris no mesmo ritmo.
A Luz da área externa de sua casa acendeu, estávamos a menos de 10 metros da porta de entrada. Nosso momento de magia foi interrompido pelo perigo iminente. Eu a soltei sem dizer nada e ela correu em direção a casa. Eu saí rápido pelo corredor ao lado, o muro alto me protegia de ser visto pelo feirante. Em segundos cheguei a minha casa onde entrei sem fazer o menor barulho. Agora só me restava sonhar com o beijo delicioso e a maciez do seu corpo colado ao meu e esperar pelo sábado, onde loucuras poderiam acontecer.



Parte 2 – Anjinho ou Diabinha?
O sábado chegou e minha expectativa era enorme de beijá-la novamente e ir muito além, todavia, ela não passeou pela área de serviço, estava me evitando. Parecia indiferente e desconversou nos raros momentos em que tive oportunidade de abordá-la. Eu entendi, pois a tia das cachorras passou o dia andando pelas áreas comunitárias e tirou nossa privacidade.
No domingo a garota deu sinal de vida somente após o meio dia. Só percebi que estava em casa quando começou a tocar rocks baladas. A propósito, eram bem sugestivos.

Perto das 14h a moça veio desesperada me pedir o telefone do entregador de gás, estava assando uma carne no forno quando seu gás acabou. A preveni de que a entrega demoraria; ela se lamentou com medo que o assado não ficasse bom.
A garota aceitou minha oferta de empréstimo do meu botijão. Mais tarde, quando seu almoço estivesse pronto, eu o pegaria de volta.
Fiz a troca dos botijões em seu fogão, porém não consegui recriar o mesmo clima do dia em que a beijei na chuva. Não que ela estivesse indiferente ou arrependida do acontecido naquele dia, não me pareceu ser isso. Presumi que poderia ser apenas medo de se envolver ou de ser flagrada pelo feirante que chegaria logo.
Voltei para casa ligeiramente frustrado, já que havia criado grandes expectativas com aquela oportunidade.

Meia hora passou e o entregador ainda não havia dado as caras, mas o marido sim. Ele veio até minha porta agradecer pelo gás e convidou-me para almoçar com o casal. Aceitei, claro, nem foi preciso ele insistir.
Eita! Pensei. Acabara de tomar minha última cerveja e o mercadinho já estava fechado. Ficaria chato ir de mãos abanando. Com pesar, levei ¾ de uma garrafa de Smirnoff, era a última bebida que tinha em casa. Levei também alguns limões para fazer uma caipirinha e acompanhar o assado da vizinha.

O papo com o vizinho até que foi legal, apesar de que ele falava muitas gírias típicas do pessoal do mal.
Deixei-o fazer a segunda caipirinha, enquanto isso eu ajudava a Liliane (que agora era Lili) a resolver problemas em seu computador. Divertimos​-nos olhando algumas fotos de um grupo para adultos em seu perfil no facebook. Naturalmente criou-se uma cumplicidade entre nós e ficamos a um passo de algo mais íntimo.
O almoço estava delicioso, há meses que não saboreava uma comidinha caseira tão boa. A segunda caipirinha e a garrafa de vodca chegaram ao fim, ainda restavam 3 ou 4 latinhas de cerveja na geladeira do vizinho.
A Liliane havia colocado um DVD de um show de rock para assistirmos. O maridão não era muito chegado ao ritmo e dormiu deitado no tapete, recostado no sofá. Eu estava ao lado esquerdo dele, sentado no mesmo sofá, a Lili do lado direito. Quando o feirante começou a roncar, ela foi até seu quarto. Voltou em seguida e pude perceber pelo balanço dos seus seios que ela tirara o sutiã. A danadinha se aproximou e deitou seu corpo ao meu lado apoiando a cabeça em minhas pernas. Fiquei extremamente receoso que o cara acordasse, mas pelo ronco e quantidade de bebida ingerida pelo mesmo, acho que não correria este risco.
Acariciei os cabelos daquele anjinho com a mão esquerda, com a direita eu percorri seu peito e ventre por cima de sua roupa e penetrei minha mão por dentro de sua blusa. Toquei seus seios nus os amassando carinhosamente.
Dois minutos depois ela não parecia satisfeita, segurou em meu braço e o moveu em direção de sua boceta... Deslizei a mão no interior do seu short e calcinha, massageei sua vulva e penetrei sua fenda com um dedo e pressionei seu clitóris e proximidades firmemente com meu dedo "mau". A penetrei com mais um dedo e a garota contorcia todo o seu corpo sobre o sofá. Fiquei de olho no cara preocupado que toda aquela atividade o acordasse.
A doidinha aumentou seus movimentos e deu um gemidinho profundo. Senti minha mão umedecida, ela chegou ao orgasmo.
A garota estava descontrolada, pensei, pois ela virou o corpo para o meu lado e compulsivamente começou a abrir a braguilha de minha bermuda. Mesmo morrendo de receio eu entrei no jogo e a deixei colocar meu membro para fora. Ela o abocanhou e começou a sugar vorazmente. O homem resmungou alguma coisa e se mexeu. Ela se recompôs rápido sentando na outra extremidade do sofá enquanto eu ajeitei meu pau duro e minha bermuda em tempo recorde. O vizinho ainda demorou a voltar à realidade. Ajeitou-se calmamente disfarçando e tentando dar a entender que não havia dormido. Foi o tempo suficiente para que eu ficasse apresentável novamente.

O vídeo chegou ao final.
— Da hora estas melô, né? — exclamou o dorminhoco.
Respondi que sim, disse ter curtido muito. Levantei para ir embora, acordaria cedo no dia seguinte, expliquei. A Lili pegou as chaves e acompanhou-me até a saída do pequeno quintal, abri e atravessei a porta de alumínio e vidro, virei para ela e sussurrei:
— Você é muito doida menina.
— Pensei que gostasse de correr riscos — ela disse em tom provocador e o olhar cheio de malícia.
Eu quase a agarrei ali mesmo, mas afastei-me para evitar encrenca.
— Eu gosto de brincar com fogo — retruquei —, mas odeio me queimar.
Virei e continuei a caminhar, ouvi o som de porta sendo fechada e trancada.

Mais uma semana passou e o desejo me consumia, fiquei bolando um plano para atraí-la até minha casa naquela manhã de sábado, porém, ela antecipou meu movimento surgindo na porta da minha sala pedindo ajuda, pois seu chuveiro não estava esquentando... Jesus! Que visão maravilhosa aquela ruivinha de cabelos molhados, olhos castanhos e brilhantes, pele sedosa sem uma manchinha, os lábios vermelhos que eu tanto gosto e vestida apenas com uma toalha. Claro que ofereci meu chuveiro para que terminasse o seu banho, apesar de não ser necessário, visto que ela estava toda cheirosinha e não era somente pelo banho que acabara de tomar ou pelos cabelos lavados, mas sim pelo seu perfume que tinha algo de alucinógeno e sedutor.
Ela insistiu para que eu fosse olhar seu chuveiro. A acompanhei até sua casa... Entramos pela sala e ela graciosamente caminhou à minha frente, abriu sua toalha e a deixou ir ao chão. A visão da parte posterior daquele corpinho nu ficaria registrado em minha mente para sempre. Seu bumbum perfeito fisgou-me como um peixe em um anzol. Eu a segui, não em direção ao chuveiro, mas em direção ao quarto. Foi nesse dia que tivemos nossa inesquecível primeira transa. E na cama do casal.
Teria que usar muitos adjetivos para descrever o quanto foi bom, resumirei dizendo que a Lili é um fenômeno. Fiquei esgotado e esparramado em seu colchão, satisfeito e observando aquele anjo de perninhas arreganhadas, toda molinha com um sorriso de felicidade. Isso tudo aconteceu logo depois que eu só rearmei o disjuntor do chuveiro – que a danadinha desarmou de propósito.



Parte 3 - Gravidez de Risco
Dias se passaram e os nossos encontros furtivos viraram rotina, eram de duas a três vezes por semana. Ela enviava uma mensagem para o meu celular assim que o corno saia de madrugada, silenciosamente eu chegava ao seu quarto para amar aquele anjinho com corpinho de bailarina.
Sentia-me o cara mais feliz do mundo. Até que em certo dia, em um dos nossos encontros, após fazer uma carinha de medo e preocupação, ela jogou uma bomba em meu colo; falou que estava grávida. Discutimos só um pouquinho nossa relação e como dois inconsequentes, fomos para a cama comemorar o aumento da população.
Como todo bom corno, o marido foi o último a ficar sabendo, ela deu a notícia para o cara somente no dia seguinte.
Depois me contou que o feirante ficou todo feliz com a expectativa de ser pai. Eu e ela não compartilhávamos da mesma expectativa, já que pairava uma dúvida: qual de nós dois seria o pai? Eu, um mexicano de pele parda e cabelos pretos, ou ele, branco assim como ela, seus cabelos eram ondulados, castanhos e claros. A Lili era naturalmente ruiva. Acho que pela cara do bebê nem precisaríamos do exame de DNA.



Os meses passaram e quase nada mudou em nosso relacionamento – na verdade melhorou – nossa paixão e tesão só aumentaram.
No início da madrugada em um meio de semana, fui novamente ao seu encontro. Depois de beijos ardentes, carinhos e juras de amor, eu a despi tirando sua camisola e elogiei seu corpo e o barrigão de seis meses, era a grávida mais linda que já havia visto. Seus seios aumentaram de volume com o desenvolvimento da gravidez e, nos momentos de êxtase como aquele em que estávamos vivendo, seus mamilos ficavam deliciosamente entumecidos atraindo minha boca como se fossem dois imãs. Após me perder naqueles peitos firmes e volumosos, tirei sua calcinha, era a última peça de roupa que cobria seu corpo angelical. Peguei-a em meus braços deitando-a suavemente sobre a cama. Livrei-me de minhas roupas e deslizei minha boca naquela pele macia percorrendo o seu corpo inteirinho. Parei na sua boceta lisinha e cheirosa a sugando ao som dos seus gemidinhos. Estava explodindo de desejos. Posicionei-a de ladinho e entrei com minha perna por dentro das suas. Penetrei seu sexo aos pouquinhos ouvindo seus sussurros dizendo que me amava e que eu era o seu homem. E que só eu conseguia fazê-la delirar de prazer.
Era a primeira vez que ia à sua casa neste dia específico da semana; evitávamos tal dia, pois era quando o Geraldo armava a barraca em uma feira a poucas quadras dali. Perdemos a noção do perigo, já que em todos esses meses de relações proibidas nunca tivemos o menor problema. Resultou que ficamos imprudentes e relaxados.
Ela estava deliciosamente gostosa naquela noite, vivemos momentos de clímax intenso e troca de energia positiva. Após a mistura do meu sêmen com seu líquido de gozo ao finalizamos com mais um orgasmo de tirar o fôlego, aquele anjinho adormeceu abraçadinha ao meu corpo... Também adormeci.
Isso nunca acontecera antes, sempre saia antes do dia clarear ou de vizinhos acordarem.

Acordei assustado pensando ter ouvido um fechar de porta metálica na área externa. Já era dia claro e bateu o terror quando ouvi a voz do corno mandando o cachorro ir se deitar. Seriam segundos até ele abrir a porta e flagrar-me com sua mulher, ambos pelados em sua cama após uma noite de prazeres.
Pensei muito rápido e decidi não acordá-la, pois não havia um segundo a perder. Joguei sua camisola e calcinha em uma cadeira ao lado, recolhi minhas roupas e chinelo enquanto deslizava feito um raio pra debaixo da cama. Foi a conta certa, ouvi o barulho de fechadura abrindo, ele entrando no instante seguinte e se dirigindo ao quarto.


Final – Duplo Homicídio
O marido chamou por ela com voz de espanto. Pelo movimento da cama, percebi que ela acordou assustada — e não era pra menos, tadinha, eu que sou o "sexo forte" estava me borrando.
— Não foi dar um trampo princesa? — indagou curioso.
O cara deve ter ficado cismado ao vê-la pelada, pois a interpelou.
— Por que está sem a camisola? — seu tom de voz já era de interrogatório.
"Caraca! Vai dar merda" Pensei encolhidinho ali embaixo e sem respirar.
Ela teve jogo de cintura e raciocínio rápido, disse que havia levantado, porém, antes do banho sentiu uma tontura e deitou novamente.
Percebendo a preocupação dele, ela o tranquilizou dizendo que não 
era nada demais.
Desesperado eu rezava para ele ter vindo só para pegar algo e ir embora logo. Mas o cara tinha outras intenções, se insinuou como quem queria dar uma rapidinha. Ela tirou o ânimo dele dizendo que agora não e que queria descansar só mais um pouco, etc. e tal.
Ufaa! Se ele aproximasse o nariz ou a boca naquela boceta, descobriria que tem um sócio e que o mesmo acabara de passar por ali. Daí sim o bicho iria pegar.

Enfim e felizmente ele não descobriu sobre a traição e muito menos que eu estava debaixo da cama — Claro né! Ou você não estaria lendo isto agora —. O cara veio buscar um boleto que tinha que pagar naquele dia. Recomendou que ela não levantasse ainda e repousasse um pouco mais. Partiu em seguida.
Esperei pouco mais de meia hora após ele sair e também sai fora.

Por que esperei tanto? É que toda aquela adrenalina e hormônios a mil acabou reacendendo o nosso desejo e nos pegamos em mais um momento de loucura e prazer para aliviar a tensão – "Nóis capota, mas num freia" – também quis atender a recomendação do sócio mantendo a nossa parceira em repouso na cama.

Dois meses passaram e em certa noite a Lili teve um mal estar, não era dor de parto, ainda teria três semanas pela frente. Ela não quis preocupar o marido, já que poderia contar comigo. Trocamos algumas mensagens por SMS durante a noite e ela parecia ter melhorado.
Assim que o Geraldo saiu, eu fui para a casa dela fazer-lhe companhia. Era só para ficar ao seu lado, posto que nós demos um tempo com as relações sexuais.
Notei que ela estava muito abatida e foi piorando com o passar dos minutos. Achei melhor que ela ligasse para o marido avisando que iria para o hospital... Só dava caixa postal, o telefone do cara parecia estar desligado. Poderíamos criar um constrangimento e levantar suspeitas sobre nosso caso amoroso caso eu a levasse ao hospital sem avisar os familiares. Ela ligou para seus pais, os mesmos moravam em um bairro próximo e em menos de meia hora chegou um bando: pai, mãe, irmã e irmão em um Fiat Uno velhão que apagou na hora em que eles iriam sair. A lata velha não pegou mais.
A Lili pediu para que o irmão me chamasse em minha casa para levá-la rápido em meu carro, pois ela não estava nada bem. Não havia necessidade de ir todo mundo. O pai e a mãe ficaram na casa e os irmãos foram comigo.
Não era grave o estado dela, foi medicada e ficou em observação. A irmã ficou com a Lili e eu voltei com o irmão para tentar consertar o seu carro.

Já começava a clarear o dia quando chegamos a nossa rua e vimos carros de polícia e muito movimento no portão. Depois de nos identificarmos, o investigador relatou o ocorrido. Suas palavras seriam repetidas por rádios e TVs durante todo o dia, e também pelas próximas edições dos jornais impressos.

Dia Seguinte

Final da nota de um jornal local: "... Segundo informações do departamento de polícia, vizinhos ouviram vários tiros e acionaram o 190. Ao chegar ao local da ocorrência os policiais encontraram o morador da casa (Geraldo Firmino) com o corpo tombado no chão e o tronco parcialmente apoiado no sofá da sala. O mesmo tinha uma perfuração na têmpora feita com arma de fogo. Um revólver calibre 38 e uma poça de sangue estavam ao seu lado. Era um suposto suicídio. No quarto e cama do casal, havia um homem e uma mulher, ambos de meia idade, eles vieram a falecer após serem alvejados por vários tiros, provavelmente enquanto dormiam. O casal vitimado foi identificado como sendo os pais de Liliane Gomes (esposa do suposto suicida). Segundo uma testemunha que não quis se identificar, eles não eram moradores do local, vieram prestar assistência à filha grávida e provavelmente adormeceram enquanto aguardavam o retorno da mesma que foi acompanhada pelos irmãos até o hospital do Mandaqui."

O caso foi registrado no 40º Distrito Policial.

Lili ficou muito abalada com a morte dos pais, entrou em contato com o proprietário para entregar a casa em que morava. Ela foi morar com os irmãos até o dia do nascimento de Diego, um menino moreno e robusto que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna — como diria o poeta — e era a cara do pai (eu, no caso). Os irmãos então constataram que a desconfiança do feirante tinha fundamento, a Liliane o traia, e pelo visto, em sua própria casa. Houve uma discussão que foi interrompida pelas enfermeiras, chamaram a irmã de vadia e culparam a garota pela morte dos pais. Ela foi expulsa da casa deles.
Eu levei a Lili e nosso filho para morarem comigo. A senhora das cadelas, que morava nos fundos, fazia o sinal da cruz toda vez que passava por nós. Ela nunca entenderia que minha relação com a Lili era puro fogo e paixão carnal... Bem, talvez entendesse, por isso se benzia.

Um ano depois.

O pequeno Diego completou 1 ano de idade e seu pai Leonardo não compareceu em sua festa que foi organizada pela mãe Liliane. Leon se separou de Lili dois meses antes, no mesmo dia em que ele descobriu a traição de sua companheira ao bisbilhotar o celular da garota e ver as inúmeras mensagens trocadas com outro homem. Eram declarações de amor e relatos de sacanagens que praticaram em três meses de encontros furtivos. O suposto amante era um garotão que trabalhava na mesma imobiliária onde Lili começou a trabalhar quando Diego completou 6 meses de vida.

Uma semana após Leon se separar de Lili, ele retornou ao México. A data coincidiu com o misterioso desaparecimento do garotão da imobiliária que sumiu sem levar nenhum pertence e sem deixar o menor vestígio. Nunca mais foi localizado.

Em 6 meses Dieguinho teria um meio irmãozinho ou irmãzinha, já que Lili completara 3 meses da nova gravidez, fruto do último adultério.

Fim




Beijos queridos amigos, até a próxima!

sábado, 28 de novembro de 2015

Festa de 15 Anos

Minha amiga Yasmin era tecnicamente virgem; sua primeira e única experiência sexual aconteceu na semana em que completou 15 anos. Naquela ocasião, ela cursava o primeiro ano do ensino médio e namorava um carinha da mesma sala. Porém dias antes, ela se deixou envolver pelo pegador do momento daquele colégio, um gato do terceirão. Ela queria ficar disponível, então pediu um tempo para o seu namoradinho. A garota estava deslumbrada com o assédio do Don Juan brasuca. Não foi difícil para ele a seduzir, já que os hormônios da amiga estavam a milhão e deixar de ser virgem era quase uma obsessão, ainda mais com aquele gato que era disputado como um troféu pela maioria das novinhas daquela escola.

Durante a semana seguinte o casal adolescente ficou aos beijinhos e alguns amassos mais calientes: eram mãos que invadiam o interior da camiseta e massageavam o seio nu de mamilos entumecidos. A retribuição vinha a seguir com dedos delicados se esgueirando pela braguilha aberta do jeans, deslizando por dentro da cueca e segurando um pinto rígido e morno.
A libido aumentou exponencialmente a vontade da novinha de transar. Tudo acontecia naturalmente no interior do colégio, como se putaria fosse uma das disciplinas ministradas naquela instituição de ensino.

Na quinta-feira tudo ficou previamente combinado em detalhes, eles ficariam no sábado, dia da festa de debutante que aconteceria em um clube juntamente com outras aniversariantes.

Chegou o grande dia e enquanto o evento rolava a amiga não conseguia disfarçar o sentimento de orgulho por ter vencido uma espécie de batalha entre as meninas. Ela brincava com a imaginação e interpretava o papel de uma noiva em sua festa de casamento.

Suas palpitações aumentaram com o passar das horas. Ela saboreou cada instante daqueles momentos de diversão e fantasia na companhia do seu "príncipe encantado", sentiu-se como em um conto de fadas. Restavam poucos minutos para o final da festa, seu coração acelerou quase a sufocando, visto que era chegada a hora de partir para a "Noite de Núpcias".
Final de evento e todos estavam saindo se dirigindo para suas residencias, inclusive os pais da Yasmin, contudo eles permitiram que ela fosse com o rapaz até sua casa para dar um beijo em seus pais, era aniversário de casamento dos mesmos e houve uma festinha familiar. A recomendação era que a garota voltasse para casa antes das 23 horas — eles teriam em torno de 40 minutos, tempo mais que suficiente para “dar umas com força” nesta idade.

O garoto havia pegado o carro emprestado de sua mãe e levou minha amiguinha para o parque que ficava próximo ao colégio. A molecada que não pode frequentar (ou pagar) motel ou Drive-in dá uns catas naquele cantinho escuro durante a noite.

Na hora H pintou um medinho na garota e ela se retraiu, mas o gato era bom de papo e a Yasmin cedeu aos seus pedidos e carícias. Ela ficou sem graça por ser sua primeira vez, contudo também estava a fim dele e se entregaria naquela noite, naquele parque e no banco traseiro daquele carro.
— E vocês usaram preservativo?
— Claro, né, Mila.
Esclarecida a minha dúvida, a amiga continuou contando:
Mesmo querendo muito, na hora eu travei, visto que não foi bem assim que imaginei ser minha primeira vez. Não fizemos amor, aquilo foi quase um estupro com ele me deitando no banco de trás e quase rasgando a minha calcinha com seu desespero e pressa em me comer.
— Não rolou nem uma preliminar, tipo ele chupar você? — perguntei interessada.
— Não, fui eu que chupei aquele negócio, a pedido dele, quando ainda estávamos no banco da frente. Quando já estávamos no banco de trás, ele colocou a camisinha e veio pra cima de mim. Eu estava muito desconfortável e com medo, ele colocou minhas pernas abertas e para cima, apoiadas nos ombros dele. Tratou-me como se eu fosse uma puta, fiquei muito envergonhada e pedi que parasse quando tentou a penetração... Tarde demais, seu pinto invadiu minha vagina e aquela coisa parecia que me rasgava. Quando forçou o meu hímen eu senti arrependimento e desconforto, mas ele continuou forçando com estocadas longas e doloridas. Chorei de dor e não segurei um grito quando ele brutalmente foi todo pra dentro de mim.
Depois do grito e gemidos de quem estava ferida, momentaneamente parei de resistir e aceitei o que não tinha mais volta, acabara de perder minha virgindade. Ainda tentei relaxar e curtir os instantes mais íntimos que já tivera com alguém em minha vida, e a dor passou a ser suportável. Curti seu corpo sobre o meu e o odor suave que emanava dos nossos sexos... Aquilo tudo remetia a pecado e fez com que eu me sentisse mulher e superior às outras meninas do colégio. Ele soltou seu peso em cima de mim me dobrando e fez meus joelhos quase tocarem em meu rosto. Bombou seu pinto dentro de mim como se fosse um maníaco. Era um sentimento estranho, doía muito, mas era gostoso e não queria mais que ele parasse.
De repente senti um susto quando ele urrou como um bicho com o rosto bem próximo ao meu, até pensei que ele tivesse tendo uma convulsão, ao mesmo tempo algo aqueceu ainda mais a minha vagina, era a sua porra enchendo a camisinha. A seguir veio a decepção… Ele parou de mexer e saiu de cima de mim segundos depois. Fiquei muito frustrada. "Era só isso?" Pensei. Até que fiquei aliviada por ter terminado, todavia, eu queria que ele continuasse, pois comecei a sentir prazer e logo chegaria ao orgasmo.
Ele, com cara de predador que acabara de abater sua presa, ainda teve a cara de pau de perguntar se eu curti. Eu menti para poder sair dali o quanto antes, disse que curti, apesar de ter sentido dor.

— Ele me levou para minha casa. E foi assim que terminou o meu primeiro e último encontro amoroso.



Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Última Refeição

Um mês antes eu não teria dado atenção àquela pequena nota na página inicial de um site de notícias. Era sobre um corpo encontrado em um rio.
Passaram-se três semanas desde que o carro alugado pelo Matheus foi içado do fundo do rio Itajaí-Açu. Segundo a nota do site, moradores acionaram os bombeiros após avistarem um cadáver preso entre galhos às margens daquele rio, porém, distante 3 km de onde o carro foi encontrado. O corpo era de um homem em avantajado estado de decomposição. Após identificação preliminar ficou descartado como sendo do empresário Matheus Weber o corpo encontrado. O identificaram como sendo de um policial do BOPE de SC, ele estava afastado das funções, pois respondia a uma acusação de corrupção. Na reportagem havia uma foto, um pouco mais antiga, do policial fardado e seu nome logo abaixo escrito em negrito.
Jesus! Era o Nícolas (o safado que me deixou pelada e sozinha no casebre à beira do rio Camboriú no sábado do sumiço do meu coroa).
De acordo com a reportagem, a provável causa da morte seria afogamento (segundo os peritos da polícia). Não havia indícios de violência. O IML faria o exame detalhado para apurar a causa da morte.
A notícia deixou meu coração apertadinho, era um misto de alívio e tristeza. Era evidente que o Nícolas se aproximou de mim com o interesse de prejudicar meu coroa, mas assim como eu, ele também se deixou envolver e não foi somente um negócio para ele, juntos curtimos nossos momentos amorosos e de pegação. Rolou muita química entre nós. Eu até já o havia perdoado por ter me abandonado apagadinha naquela beira de rio.

Mais uma vez o meu anjo da guarda (ou algum protetor) estava de plantão e consegui continuar invisível neste caso doido. Não fui procurada pela polícia e nem pela imprensa.

Uma semana depois eu tive meu último encontro amoroso com o Paulo Henrique. Como das outras vezes, além de passar horas agradáveis em sua companhia, ele novamente me fez flutuar de tanto prazer. Eu não contei pra ele que aquela transa seria a última, a saideira. Também não revelei nada sobre minha viagem; seria em dois dias e com a pretensão de ficar alguns meses fora do país. Só a Yasmin e os porteiros do meu prédio sabiam que eu daria um perdido temporário. Tive muita vontade de contar para o homem, fantasiei a hipótese de ficarmos juntos com ele cuidando de mim. No fundo eu sabia, era um sonho, tinha consciência de que o nosso compromisso era uma relação comercial. Mesmo sendo prazeroso do primeiro ao último minuto, e a cada novo encontro o tesão se renovava, todavia, ainda era apenas um negócio. A propósito, sua gorjeta foi extremamente generosa neste nosso último encontro. "Será que ele sabia a respeito da minha viagem?" Pensei com meus botões. Se o homem foi informado por sua "rede de espionagem", disfarçou bem e não disse nada.
Mas ele não me deixou sem novidades, na manhã seguinte, durante nosso café, ele contou algo muito importante. Segundo as fontes do Paulo Henrique, a mulher do Matheus e os seus familiares estavam requerendo a morte presumida do empresário para poder meter as mãos nos bens deixados por ele (ou o que sobrou), pois o danado do homem vendeu seus 51% da confecção que tinha na região de Campinas (a mulher tinha direito somente na de Blumenau, a de Campinas era um bem adquirido antes do casamento e o mesmo foi em regime parcial de bens).
A transação foi feita em segredo e o dinheiro transferido legalmente para uma conta fora do país. Depois disso ninguém sabe para onde foi a grana (milhões, no caso).

Completara um mês do sumiço do homem e as buscas foram oficialmente encerradas. Os abutres, digo, os familiares teriam que esperar 180 dias para a sucessão provisória, já a sucessão definitiva, poderia demorar até dez anos caso o homem não reaparecesse.
Considerei o plano do meu coroa quando decidiu sumir, sua intenção era não deixar todo o seu patrimônio à disposição da mulher. Ela também não usufruiria completamente dos bens durante anos. Ainda conviveria com o fantasma do empresário que poderia aparecer de uma hora para outra.

"Nossa! Que plano maquiavélico. Quero continuar amiga do Matheus." Comentei esboçando um sorriso.

No final daquela tarde eu terminei de fazer minha mala e arrumar tudo para a viagem, sairia durante a madrugada, iria para Guarulhos/Cumbica, achei melhor partir de lá para reduzir a chance de encontrar conhecidos. Só então pensei em comida, passei o dia com o desjejum tomado na casa do quarentão.
Fui até a padaria comprar algo para o jantar e também daria uma última paquerada em um gato de uns 25 anos, alto, sarado, olhos verdes e cabelos dourados. Rodrigo o nome dele. Eu tive uma queda por ele desde o primeiro dia que o vi atrás daquele balcão. Muito top, delicinha mesmo, eu o seduzia com olhares e boquinhas. Ele correspondia apenas com o olhar encantador e atendimento atencioso, pois sua esposa trabalhava no caixa da padaria e não dava mole fazendo marcação cerrada. Era comum ela me fulminar com os olhos quando eu me dirigia ao caixa. Eu ficava na minha, me fazendo de bobinha e só esperando a chance de enfeitar a testa da sonsa. O pai dela (sogro do Rodrigo) era um dos donos da padaria.
Entrei e de cara percebi que a garota não estava no caixa, quem estava lá era a menina da manhã, era minha colega. Fui rapidão até ela e perguntei falando baixinho:
— Cadê a chifruda?
Ela trabalhou na parte da manhã, pois tinha compromisso com a mãe durante a tarde. Respondeu a colega.
De imediato fui até o Rodrigo, ele estava no balcão do bar. Perguntei se ele poderia entregar uma comida em meu apartamento uma hora mais tarde. No entanto, teria que ser ele mesmo, ou eu não iria querer.
— Prometo que a caixinha será muito boa — sussurrei cheia de malícia.
Seus olhos brilharam como duas esmeraldas iluminadas. Perguntou o que eu desejava comer.
— Você gato — respondi em um murmúrio, pois um homem chegou ao lado e se ligou na conversa. Depois respondi naturalmente, disse querer um arroz fresquinho, um filé ao ponto, fritas e uma salada mista.
Ficou combinado então, ele faria a entrega.

Quarenta e cinco minutos mais tarde eu estava de banho tomado, toda perfumadinha e alisava minhas pernas com um creme enquanto aguardava o gato. Pouco depois tocou o interfone e autorizei o porteiro a deixá-lo subir. Estava vestida apenas com um robe de cetim, curto, com o laço frouxo e um decote generoso.
Abri a porta e não contive um suspiro de satisfação ao ver aquele deus grego deliciosamente musculoso me devorando com seus olhos verdes.
— Uau! Você fica muito melhor sem o uniforme. — Entra aqui, vou pegar o dinheiro.
Dei espaço para que ele me precedesse em direção à sala. Fechei a porta e o acompanhei, peguei as embalagens de suas mãos e disse que voltava já. Caminhei rebolando suavemente em direção à cozinha e era capaz de sentir seu olhar em minha bunda como se a estivesse acariciando. Meu bumbum ficava destacado por debaixo daquele tecido fino e liso.
Quando dobrei o tronco para pousar as embalagens sobre a mesa, um lado do meu robe deslizou pelo meu ombro esquerdo e meu seio ficou visível. Levantei o corpo e virei em direção à porta, pois percebi um vulto, ele estava me observando a três passos de distância. Nossa troca de olhar foi cheia de desejo e silenciosa. Meu robe desceu um pouco mais, não o impedi, e o laço soltou. Eu não vestia mais nada por baixo, fiquei nua em sua frente.
O "Uau" a seguir foi dele. Perguntei-lhe se gostou do que viu. Ele disse ter ficado encantado, eu era uma deusa. Deu dois passos em minha direção e fez o cetim cair pelo meu ombro direito deixando-me peladinha. Ele abraçou minha cintura e eu passei meus braços enlaçando seu pescoço, nossos lábios se uniram e abri minha boca e ofereci minha língua que foi sugada carinhosa e apaixonadamente. Puxei sua camiseta pra cima e ele terminou de tirá-la. Após outro abraço gostoso e beijos cheios de desejos, sugeri irmos para minha cama.
Ele me pegou no colo e caminhou comigo aninhadinha em seu peito e grudada em seu pescoço. Em meu quarto deitou-me suavemente e se livrou dos sapatos, calça e cueca. Ajoelhou na cama me deixando dominada por debaixo dele e entre suas pernas. Gemi baixinho ao sentir a pressão daquelas mãos fortes agarrando meus seios e massageando-os com ternura. Meus mamilos cresceram em suas mãos e a seguir sua boca arrancou meu gemido mais profundo ao chupar e mordiscar meus mamilos inchados de tesão.
O gato deslizou sua boca até minha xotinha, eu ergui minhas pernas dobradas e abertas para que ele se acomodasse em mim e me levasse ao delírio penetrando sua língua em minha fendinha lisinha... Ah! O danado fez eu revirar os olhos ao pressionar meu ponto G com seu "dedo mau" mais parecido com um pinto de tão grande e grosso. Quando estava quase chegando ao clímax ele ameaçou de levantar a cabeça, desesperada e descontrolada eu agarrei em seus cabelos e o prendi com minhas pernas. Forcei sua cabeça e não deixei sua boca desgrudar de mim. Gritei que ia:
— GOZAAAAARRR. — Deus! Como eu gozei gostoso.
Depois de gemer bem putinha esfregando firme minha boceta em sua cara, veio o relaxamento, soltei a cabeça do homem e fiquei arreganhadinha ainda curtindo a sensação de um gozo de parar o coração. Mantive os olhinhos fechados de vergonha, pois sabia que tinha feito travessura ao quase sufocar meu parceiro.
Ele voltou a ficar de joelhos sobre mim, só que agora entre minha cabeça, pincelou seu pau enorme em meus lábios, eu abocanhei e chupei seu membro. Depois o deixei deslizar indo cada vez mais fundo goela adentro. Ele era carinhoso e controlava suas investidas e retirava rápido quando ofendia minha garganta.
Eu queria sentir aquele pau poderoso em minha boceta, ele saiu de cima para eu pegar camisinhas na gaveta. Vesti seu pênis com a capinha, ele ficou deitado e eu fui por cima e sentei suave sobre ele introduzindo tudo aquilo e alargando a minha boceta. Deixei-o comandar os movimentos segurando em meus quadris... Ahh! Ele gozou rápido, mas eu adorei sentir o tremor do seu corpo, a pulsação do seu pinto dentro de mim e principalmente a sua carinha de satisfação.
Minutos depois de trocar a capinha cheinha de sêmen por outra novinha, eu quis muito um papai e mamãe para sentir seu corpo pesando sobre o meu e saborear seus beijos recheados de tesão enquanto eu desfalecia de tanto ele me fazer gozar com suas estocadas vigorosas.
O deus grego me finalizou, fiquei acabadinha e feliz. Ele deitou ao meu lado mortinho da silva após mais um orgasmo e muito sêmen derramado.
— Aaah! Vou pedir esta refeição todos os dias — falei zoando.
— Eu nem cobrarei pela comida, só quero a caixinha — disse ele, e rimos muito.
Ele foi embora e não quis receber de jeito nenhum pela comida entregue.
Que pena que demorou tanto a oportunidade da gente se curtir. Quem sabe se em meu retorno as coisas ficarão mais fáceis.

Na madrugada seguinte segui de carro fretado até o aeroporto de Guarulhos. Pouco mais tarde estava acomodada em meu assento ouvindo o que dizia o comandante da aeronave:

"Senhoras e senhores, bem vindos ao voo número 9669, partindo do aeroporto internacional de Guarulhos com destino ao aeroporto internacional de Miami. Nosso tempo de voo é de aproximadamente 8h20... blá blá blá e boa viagem."


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Herança

Meu telefone tocou na manhã daquele domingo, era meu chefe pedindo para eu fazer parte (junto com outras meninas) de uma festa naquela noite, ele atenderia ao pedido de um cliente especial.
— O cachê desta noite é muito bom, Mila. Eu cobrei bem do cliente.
Ele sempre falava isso tentando despertar ou aumentar nosso interesse quando precisava muito da gente. Em seu mundo o dinheiro movia todas as coisas. Ele não deixava de ter um pouco de razão, porém, eu ainda tomava algumas decisões sem levar o capital em consideração.
Eu já sabia do lance daquela noite, porém fui excluída, inicialmente, do grupinho de meninas que participaria. Se ele estava solicitando a minha presença, e até pediu por favor, é porque ele não tinha garotas suficientes para atendê-lo. Mesmo estando receosa de ir ao lugar onde seria o evento, eu atendi seu pedido, não queria fechar as portas, pois a gente nunca sabe como será o dia de amanhã. O cachê seria maior que o habitual, visto que acompanharíamos senhores refinados em uma festa que aconteceria em uma boate famosa por rolar eventos fechados a um público exclusivo e privilegiado.
Dois homens, eu e mais seis meninas da agência seguimos até o inferninho badalado. O proprietário era um cara famoso nas altas rodas, tanto quanto era no submundo, seu apelido era God, pois diziam, em conversas reservadas, que ele é quem decidia quem vivia e quem morria na sua comunidade.
A maioria dos convidados (homens) era proveniente de bairros nobres e com um poder aquisitivo elevado. Todos, de alguma forma, tinham uma ligação um pouco mais estreita com o God; ou eram negócios ilícitos em comum ou o "rabo preso" por algum motivo. Quanto as meninas... Eram garotas de programa em sua grande maioria, mas havia também as "peguetes" dos caras. Ninguém levava a esposa ou namorada, pois a festa era um vale tudo. O evento era fechado e acontecia com frequência, e era nomeado pelo dono. Aquele foi batizado com o nome singelo de "Princesas Pistoleiras".
Eu ainda estava bebendo do meu primeiro drink quando aconteceu algo que eu temia... O irmão mais novo do God se engraçou comigo. Fui aconselhada pelas meninas a ser gentil e aceitar o convite do cara. Ele pediu... Na verdade ele exigiu minha companhia. Era para eu acompanhá-lo a um dos quartos nos fundos daquele Oásis da periferia. Fiquei temerosa, pois nós meninas já sabíamos da sua fama de doidão e ligação com o narcotráfico, e também por ser violento com mulheres sem precisar de motivos significativos. Eu não daria motivo nenhum, meu desejo era fazer o meu trabalho direitinho e sair inteira daquele lugar, não seria apenas a profissional, seria a sua cadelinha se fosse preciso. Eu o acompanhei.
Após ele fechar a porta e ficarmos somente nós dois naquela suíte, eu não senti mais medo, a adrenalina de situações de risco sempre mexem com meus hormônios, comecei a curtir aquele momento e relaxei dentro do possível. Relaxei ainda mais quando vi aquela cadeira erótica tipo o "S" do Senna. Pirei grandão, desde sempre desejei transar em um bagulho desse. Havia uma garrafa de uísque, copos e gelo em uma mesinha, porém ele quis o sexo em primeiro lugar.
Foram segundos para ele deixar-me pelada e melada com sua baba em minha boceta e seios. Só depois ele se despiu e invertemos a posição, ele deitou na longa e curva cadeira, eu deitei com meu tronco sobre suas pernas, fui subindo devagar serpenteando meu corpo e deslizando meus seios por suas coxas enquanto eu o mirava com minha carinha mais safada e meu sorriso de vadia. Brinquei com seu membro em minha boca por algum tempo. Depois o apertei entre meus seios, todavia, o bruto ficou impaciente e mandou eu subir logo em cima dele. Minha escalada terminou quando meus lábios alcançaram os dele, e claro, com um puxão nada delicado que ele me deu. O cara me chamou de putinha safada e agarrou meus cabelos e me beijou com ferocidade. Língua e dentes judiaram da minha boca, senti que meu lábio inferior sangrou com suas mordidas animalescas. Levantei o tronco e direcionei seu membro em minha vagina, rebolando e soltando meu corpo e o deixando ir cada vez mais fundo em minhas entranhas. Ele agarrou meus seios os apertando e espremendo em suas mãos... Ahh! Gemi bem vadia "quicando" sobre seu pinto em uma cavalgada alucinante.
Meu peito estava todo vermelho e dolorido quando ele finalmente gozou; só então parou de apertar meus seios e de dar tapas na minha bunda e pernas, que também já estavam doloridas. Eu acabara de gozar pela segunda vez, sentia dores em meu corpo, mas eram dores que proporcionavam prazer devido aos momentos de pegação que acabara de viver naquela cadeira.
Eu estava imaginando as várias posições que ainda poderíamos explorar naquela obra de arte quando ouvimos barulho de carros chegando rápido e freando bruscamente. No mesmo instante ele levantou e pediu para eu servir um uísque para nós enquanto ele ia urinar. Um minuto depois eu ouvi um barulho de vidro quebrando no banheiro, era como se alguém tivesse atirado algo grande na janela e a destruído. Antes de eu perguntar o que foi que aconteceu, quase desmaiei ao ouvir um estrondo enorme e ver a porta do quarto vir a baixo após ser arrebentada, e vários policias invadirem o quarto gritando ao mesmo tempo:
— NÃO SE MOVA! MOSTRE AS MÃOS!
Fiquei aterrorizada ao ver aquele monte de homens armados. Eu estava nua e não sai do lugar. No susto larguei a garrafa do Jack Daniels e o copo com uma dose dupla do líquido precioso. Vi tudo movendo-se lentamente, garrafa e copo se espatifando quando chegaram ao chão, e um homem todo de preto levantando o braço, empunhando uma arma e mirando em minha direção. Era uma sensação estranha, como se eu estivesse assistindo a um filme em câmera lenta. A velocidade voltou ao normal quando ele ficou cara a cara comigo e vislumbrei o buraco daquele cano enorme apontando para minha testa. Ergui os braços tremendo de medo e murmurei quase sem voz:
— Não atira, moço.
Policiais correram para o interior do banheiro e gritaram sobre alguém ter saltado pela janela. Os homens da lei vasculharam a roupa deixada pelo fugitivo e acharam uma arma, munição, uma pequena quantidade de drogas e uma boa quantia em dinheiro.
Após dar uma explicação rápida sobre quem eu era, o motivo de estar ali, e qual seria meu envolvimento com o fujão, mandaram eu me vestir. Eu tentava fazê-los entender, eu era garota de programa e só fazia o meu trabalho. Repeti inúmeras vezes não saber nada sobre o cara, a arma e muito menos sobre a droga. Fiquei um tempão me explicando para um policial; pelas suas atitudes deveria ser o chefe, e mais um outro cara que ficava me ofendendo. O suposto chefe, fiquei sabendo depois, era um tenente do Grupo de Operações Especiais (GOE). Ele me liberou, graças a Deus. Eles vieram cumprir um mandato de busca e apreensão, o irmão do God era suspeito de homicídio e eles vieram na sua captura.
O peladão conseguiu se safar — é sangue ruim mesmo.
Os policias não acharam mais nada de ilegal naquela festa, só gente bêbada e disposta a liberar uma grana para continuar se divertindo sexualmente. O susto foi enorme, mas a diversão foi até de madrugada.

Ouvi sons de sirene da polícia tocando em minha cabeça... Jesus! Que alívio, eu estava na minha cama e era meu interfone tocando. Estava desmaiando de sono, e mal consegui levantar, havia chegado da festa a menos de três horas, precisava tanto dormir mais umas cinco horas. Atendi. Era manhã de segunda-feira e o porteiro disse ter um motoboy e uma encomenda esperando por mim na portaria. Eu teria que descer, visto que o rapaz tinha ordens de só entregar para mim.
Voltei da portaria com uma caixa leve, de uns 50 cm e sem remetente. O motoboy também não disse quem a enviou, ele só faz a entrega. Abri o bagulho com medinho (vai que tem uma bomba dentro... rs). Continha uma pasta de plástico e dentro dela havia uma documentação e um bilhete dizendo:
'Mila, perdoe a minha maneira rude de ser e meu modo estranho de gostar. Agradeço os momentos únicos de alegrias e prazeres proporcionados por você nos meses de nossa convivência. A cada encontro o seu carinho fez eu esquecer temporariamente o mundo de hipocrisias em que estava atolado.
Antecipei minha partida, não era mais seguro permanecer no Brasil, mas você estará segura, pois não tem nenhum envolvimento com meus negócios ou com minha família. Alguém invisível estará cuidando de sua segurança por algum tempo, quanto a mim, permanecerei muito distante, talvez para sempre.'
Eu já estava apavorada, depois de ler aquelas frases, fiquei aterrorizada. Continuei lendo:
'Você ainda é muito jovem, tente esquecer esta história e recomece sua vida. Acredito que já tenha aberto a valise retirada por sua amiga do guarda volumes da rodoviária. Use com inteligência e muita discrição os 250 mil dólares, não voltarei para pegar, o dinheiro agora é seu, assim como a residência em que mora. Siga as instruções anexas para formalizar a posse do imóvel.
Recomendo não deixar ninguém saber a procedência do dinheiro e nem que eu lhe dei o apartamento. E por favor, queime este bilhete após ter lido e não comente nem com pessoas de sua inteira confiança que teve contato comigo após aquele sábado em Camboriú.
Seja feliz menina.
Beijos com amor e carinho.
Matheus.'

"Então eu estava certa por desconfiar que estivesse sendo seguida." Pensei, e só fiquei mais apavorada.
Verifiquei os documentos da pasta... Geeente! Era mesmo a transferência do apartamento para o meu nome, me bastaria aceitar o presente. Junto tinha instruções e um endereço para eu ir resolver a parada. Esse homem realmente me surpreendeu, daria pulos de alegria se minhas pernas não estivessem trêmulas.
As datas impressas nos documentos eram de um dia depois do sumiço dele. O danado esteve em Campinas na segunda-feira.
"E quanto à chave que encontrei na valise? Ele não disse nada!" Fiquei me perguntando, mas não queria nem saber, vou esconder a bicha e deixar quieto.
Fui até a cozinha e coloquei o bilhete em uma vasilha de barro e após acender o fósforo fiquei pensando em guardar aquilo que serviria como prova de que recebi o imóvel e os dólares como doação e por livre e espontânea vontade do Matheus... Aiii! A chama do fósforo alcançou meus dedos, joguei a porcaria longe. Pouco depois de molhar meus dedinhos doloridos eu refleti melhor sobre o bilhete, logo depois o queimei.
Consegui marcar com o advogado indicado pelo Matheus (em seu bilhete) na tarde daquele mesmo dia. Fui até seu escritório e após deixar-me inteirada de tudo ele me acompanhou até o cartório... Uhuuu! O apartamento era meu, nem acreditei, estava tão feliz que transaria com o Doutor como agradecimento, caso ele se mostrasse interessado, porém não rolou.
Eu já sabia que os dólares era dinheiro de verdade e o próximo passo era esconder a minha fortuna, usaria aos poucos sem dar na vista. O esconderijo seria em meu apto e já tinha planejado como: saí para comprar um cofre, depois pagaria para um conhecido deixá-lo invisível em algum lugar do imóvel.
Após combinar por telefone com o seu Tobias, um marceneiro e também um faz tudo, na manhã seguinte ele saiu cedinho de Brotas e veio atender meu pedido. O conheci quando ele prestava serviços para a imobiliária que trabalhei algum tempo atrás naquela cidade. Era um senhor simples, eu confiava nele e em sua discrição.
O homem trabalhou duro, ao final do dia o serviço estava feito e superou minhas expectativas, tanto que lhe dei uma boa gratificação quando paguei pelo serviço. Ele se foi no táxi fretado requisitado por mim para levá-lo para casa.
Seu Tobias fez um fundo falso em um dos meus móveis (Ham ham! Não vou contar em qual móvel foi... rs.) e instalou um cofre Multi-lock, um modelo cujo fecho só abre quando códigos são digitados em seu teclado.
O mesmo foi parafusado no piso com buchas especiais, resistentes e enormes. Ou seja, mesmo se alguém descobrisse "minha caixa forte", não conseguiria abrir ou retirar a coisa do local (a menos que por livre e espontânea pressão, claro, me fizesse contar o segredo).
O dinheiro estava seguro. Já havia ligado para meu chefe e passaria na agência ainda naquela semana para encerrarmos nosso vínculo.
Deixaria a Yasmin responsável pelos pagamentos de serviços e taxas referentes ao meu apartamento, eu depositaria o dinheiro na conta dela sempre que fosse necessário.

Após resolver os detalhes finais com as minhas relações profissionais e uma ou outra emocional, iria dar um perdido em Miami por algum tempo, pois estava morrendo de medo de toda esta situação.

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Bilhete Premiado

Era o meu terceiro e último programa daquela noite de sexta-feira, o primeiro foi a domicílio, já os dois últimos foram no motel costumeiro. Desta vez o castigo do meu chefe foi deixar-me no batente a noite toda: foram três programas que me tomaram muitas horas. “Sussa, já tive noites mais difíceis” pensei. Pelo menos a grana valeu a pena.
Sai do quarto minutos depois do meu cliente e fui em direção ao táxi que me esperava. Ao aproximar-me da saída percebi que havia uma confusão, um carinha dentro de um carro estava obstruindo a passagem. O mesmo era hostilizado por um cara dentro de um carrão prata que esbravejava com o tronco para fora da janela, já que não tinha como passar com o seu possante. Um funcionário do motel aconselhava o carinha a sair dali, já a acompanhante do cara do carrão estava completamente desconfortável e tentava esconder o rosto.
Cheguei pertinho quando reconheci o culpado pela confusão: um gatinho de cabelos negros, que tinha no máximo 18 aninhos e que era muito delicinha. Era o garoto do qual eu tirei a virgindade em meu chá de casa nova, e parecia estar bebinho. Pedi calma aos dois homens e fui falar com o menino.
A quantidade de álcool, facilmente perceptível pelos olhos em brasa, movimentos desconcertados e bafão de cana, fez com que ele tropeçasse nas palavras. Falando raivosamente ele desabafou que era seu niver de 18 anos e que tudo deu errado. Começou a comemoração em um barzinho, na companhia da sua turminha e depois que o boteco fechou e foram colocados para fora, ele resolveu esticar a noite em outro local, somente com sua namoradinha virgem.
A garota não tinha noção de onde ele a estaria levando, quando viu as luzes neon que deixava claro que o local era para “dar umas com força” (trepar, no caso), a novinha teve um “piti” e o largou sozinho naquele Oásis do prazer.
Meu Amiguinho errou ao não dizer onde a levaria, e persistiu no erro levando a garota sem seu consentimento. Ainda tinha o detalhe de que ela não poderia entrar por ser menor de idade.
O doidinho continuou vacilando quando entrou pela saída do motel. Após o surto da garota que indignada desceu do carro e foi embora a pé, ele ficou parado no local bloqueando a passagem, já que ficou com raivinha de um cara que dava ordens para ele sair da frente.
Vishi! Agora não ia prestar, chegou o Toninho Mamute, que faz a segurança das meninas. Depois que ficou sabendo do acontecido já partiu pra cima do menino que voltou a xingar dizendo que não ia sair.
Antes que o agredisse eu disse que era meu conhecido e que o levaria para casa.
— Esse moleque é folgadinho, Mila! Deixa comigo que vou por o pivete pra correr e jogar a lata velha lá fora!
O Toninho era conhecido por Mamute não apenas por ser peludão, mas também por ser enorme: 2 metros de altura por 1 de largura (isso com os braços cruzados). Ele jogaria mesmo o carro na rua só com uma bica.
Pedi com jeitinho para ele relevar que eu faria o gatinho ir embora. O meninão só estava frustrado, pois a noite não rolou como ele queria. Além do mais ele era inofensivo, falei:
— Olha como ele é fofo! Até parece um bichinho de pelúcia. Vou levar ele pra casa e por pra dormir em minha cama! Falei sorrindo.
— Parece mais um nóia! Falou o cara do possante.
— Eu sairia fora desse vira-lata, mas você é quem sabe! Falou o Toninho.
Convenci o garoto, meio na base do empurrão, a ir para o banco do passageiro, assumi o volante e ao mesmo tempo em que saia de ré eu pedia desculpas para o pessoal em nome do menino. Pedi para o Mamute dispensar meu táxi, joguei um beijo pra ele e levei o aprendiz de bebum para o meu apto.


Estacionei na rua defronte ao prédio, não poderia guardar na garagem. “Espero que ele ainda esteja aqui quando raiar o dia” Desejei. O Palio era velhinho, e seu primeiro carro, o seu pai lhe deu como presente de aniversário. Logo após descermos e darmos dois passos… Argh! Ele vomitou muitão (felizmente não foi em cima de mim ou em meu apto). Fui escorando o gatinho que mal conseguia manter-se sobre as pernas e subi até meu andar.
Apesar de ter sido penetrada em todos os buracos naquela noite, eu ainda me pegaria com o meninão se ele tivesse condições, porém ele deitou e apagou assim que o deixei no sofá. Fui buscar um travesseiro e um edredom, a madrugada estava fria, tirei seu tênis e o ajeitei no sofá. Toquei em seu sexo por cima da calça conferindo se estava inteirinho e operante. Em seguida também fui dormir, era quase 4 horas da manha e eu estava só o pó.

Passava das 10 horas da manhã quando alguém me chamou, era o menino ao lado da minha cama. Ele não se lembrava de quase nada do que tinha aprontado e como chegou a minha casa. Resumi em segundos, estava morrendo de sono e quase não conseguia abrir os olhos. Já os dele não desgrudavam dos meus seios quase de fora do edredom, visto que eu estava pelada. Ele perguntou se o Palio que ele viu pela janela era o dele. Disse que sim. Depois quis saber se poderia tomar um banho, falei que tinha toalhas limpas e escovas de dente novas no armário do banheiro, além de um roupão masculino e que ele ficasse á vontade. Era para ele me acordar depois do seu banho que eu iria fazer o café para nós.
Ele voltou a me chamar pouco depois das 11.
— Nossa! Você ficou muito gato vestido com este roupão! Comentei.
— Vem, senta aqui! Provoquei.
Confessei que o curti de montão naquele dia da “suruba” e sonhava com um bis.
Quando perguntei se ele gostaria de repetir a dose, ele fez uma carinha de desilusão e disse que não tinha grana, gastou quase tudo no bar.
Falei que ele era bem gatinho e que ele já sabia disso.
— Então que tal a gente se curtir agora e não pensar em grana? Conclui.
Não esperei resposta, joguei meu edredom no chão e puxei aquela delicinha pra cima de mim e beijei seus lábios finos e macios.
— Huuuumm! Tá tão “xeloso”! Brinquei com ele.
Enquanto ele percorria com os olhos o meu corpo nu, eu abri seu roupão e o incentivei a tirar. O abracei quando deitou ao meu lado e rolei com ele curtindo aquele corpo macio em contato com minha pele. Saboreei cada beijo e cada carícia antes de ajeitar os travesseiros na cabeceira da cama para ele sentar. Preenchi minha boca com seu pinto novinho de tamanho adulto e fiquei enlouquecida de desejos de senti-lo em mim. Sentei sobre ele e fundi minha boceta com seu pênis. O sexo que tive a seguir com aquele garoto foi diferente de todos os outros: não tinha pecado, era tipo algo inocente e cheio de paixão… sei lá. Só sei que foi mágico. “Como ele consegue ser tão gostosinho” pensei.
O amei em minha cama por mais de uma hora, até que ele reclamou de fome.
Depois daqueles momentos iniciais de atividade de “auto impacto”, levei o gatinho para a cozinha, iria alimentá-lo. Quem sabe ele ficaria animado e fortinho para um segundo tempo.

Ele era tão bom de cama como de mesa, comeu que nem gente grande.
Fim do intervalo. Fui pra cima dele que ainda estava sentado em uma cadeira ao lado da mesa. Fiquei em pé deixando ele entre minhas pernas, abri meu robe, depois o dele e sentei em seu colo e o envolvi deixando seu rosto colado aos meus seios e o cobri com o tecido de seda. Ah! Sua boca quente em meus seios arrancou meus gemidinhos. Foram segundos para seu pinto enrijecer. Eu o direcionei e introduzi em minha fendinha e sincronizamos nossos movimentos suaves, sem pressa e de puro tesão.
Este garoto me enlouqueceu, eu queria tudo e de todas as maneiras.
Quando sai de cima dele, rapidamente tirei a louça de cima da mesa, me livrei do robe e deitei o tronco sobre a mesa e ofereci minha bundinha pra ele.
— Vem fofo, acaba de me matar!
Ele se aproximou e roçou em minha xotinha; não era ali que eu queria, direcionei seu pau durinho em meu anelzinho… Ai! Estava sequinho e não entrava. Ajoelhei aos seus pés e brinquei com minha boca em seu sexo o lambuzando exageradamente com minha saliva, coloquei mais um pouquinho de saliva em minha mão e passei em meu buraquinho. Fiquei novamente em posição na mesa e olhei para trás com carinha de cachorrinha abandonada:
— Vem amor! Falei quase implorando.
Ohooo, Deuuuss! Sentir seu pinto deslizar todinho até o fundo de minhas entranhas é como estar no paraíso. Segurei firme na beirada da mesa enquanto absorvia e saboreava suas estocadas. Não necessitei de apertos nos seios ou dedos no clitóris para chegar ao gozo. Nem o seu membro longo, roliço e morno foi fator importante. O fundamental foi saber que era enrabada pelo gatinho, foi o suficiente para ficar em estado de êxtase com meu corpo inteirinho tremendo quando cheguei a mais um orgasmo. Curti cada tremor que parecia choque de prazer. Minhas pernas amoleceram e meu corpo ficou sem controle. Eu estava satisfeita e só queria morrer em paz, porém antes de praticamente apagar tendo meu tronco sobre a mesa eu consegui murmurar:
— Uaau gato! Então, sobre a grana… Quanto eu te devo? E apaguei.
Quando ele foi embora o estrago estava feito. Após alguns minutos de sua saída, já sentia um vazio dentro de mim e meu sexo desejava o menino.

Ainda naquele sábado, algumas horas depois que acordei de uma soneca gostosa que repôs minhas energias, decidi abrir a maleta e valise. Comecei pela maleta que trouxe da pousada, tinha um cadeado que eu não tinha a chave, mas não seria problema, pois eu abriria o zíper – santa internet que ensina tudo – enfiei a ponta da caneta forçando o zíper e… Sussa penetrou. A seguir foi só deslizar a Bic para o lado, abrir a coisa e perceber depois que foi pura perda de tempo. Dentro só havia um par de sapatos e uma muda de roupas. Nem ao menos um bombom para compensar o meu esforço.
Já a valise não tinha zíper e era muito mais robusta. Para piorar, era fecho duplo com segredo de três dígitos. Nem perderia meu tempo tentado as combinações, parti logo para a ignorância, peguei minha faca Tramontina (tipo peixeira) e com um sorrisinho maligno igual ao do ”Chucky” parti pra cima da danada… Que droga! Minha faca quebrou e não abri nem o primeiro fecho.
Pouco depois voltei da portaria munida de uma chave de fenda enorme e um martelo que peguei emprestado com o Geraldo da portaria. Várias porradas depois, um grito de dor e palavrões, pois acertei uma martelada na mão, o negócio estava aberto.
Caraca mano! A valise estava cheia de dólares. Assustada eu fechei o bagulho rapidinho e olhei para a janela me certificando de que a mesma estaria fechada. Aguardei um pouco enquanto as batidas do meu coração voltavam ao normal. Abri novamente bem devagar... "Jeeesus, quanta grana" Pensei. Comecei a contar os maços, eram 25 com 10 mil em cada um deles. Tinha 250 mil dólares, um quarto de milhão de notas de 100 aparentemente novas. Fiquei na dúvida se era dinheiro falso ou verdadeiro.
No compartimento interno para documentos havia um bloco de papel com algumas anotações que provavelmente só o Matheus poderia decifrar… Menos a última anotação que era a data e horário de um voo para Frankfurt/Alemanha que sairia de Cumbica/Guarulhos na quinta-feira seguinte ao seu desaparecimento. O mesmo compartimento continha uma chave que era diferente das demais que eu conhecia e tinha um número gravado nela, Imaginei que seria do Locker do aeroporto do qual o coroa fez referência no sábado que nós viajamos para Camboriú.
Será que iria viajar em segredo e não contaria nem para mim? E o aluguel do meu apto e outras contas que é ele quem paga, como ficaria?
Era muita coisa para pensar ao mesmo tempo, naquele momento eu queria era saber se a grana era verdadeira. Tirei 300 dólares: três notas de três maços diferentes. Iria pedir para alguém de confiança verificar se era dinheiro de verdade. Escondi aquela pequena fortuna e só depois que soubesse se era tudo verdadeiro é que decidiria o que fazer. Se fosse falso eu já sabia, queimaria de imediato antes que fosse presa como falsária.

Eu não iria até Viracopos verificar o guarda volumes (Locker), pois diariamente tinha a impressão de que era seguida. Provavelmente isso estaria relacionado ao Matheus e a alguma coisa que alguém procurava e que poderia estar no armário misterioso do aeroporto. Quanto mais pensava no assunto, com mais medo eu ficava. Com certeza estaria correndo perigo e era hora de dar um perdido para bem longe.
Peguei meu passaporte em uma gaveta no guarda-roupa, conferi as datas… Maravilha! Faltavam anos para vencer; lembro que minha mãe teve problemas na época em que iríamos para Orlando, pois seu passaporte venceria em 5 meses e o prazo de vencimento para viajar para os estados unidos é de no mínimo 6 meses. Ela teve que renovar.
Olhei a data do meu Visto (Visa) e também venceria depois de alguns anos, beleza.
Nos próximos dias eu cuidaria dos detalhes para encerrar o contrato e entregar o apartamento, também encerraria meu vínculo com a agência.
Depois era só comprar a passagem e #partiuUSA.

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sábado, 24 de outubro de 2015

Ao Seu Lado

Manhã de terça-feira: Acordei e de imediato pensei no Matheus. Estava angustiada por ainda não ter notícias do coroa e nem ideia do que poderia ter ocorrido.
Olhei para o despertador… Aff! 9h35 desconfiei que tivesse desligado o bicho, calado seu apitinho irritante e dormido novamente. Estava uma hora atrasada para começar mais um dia de rotina.
Mais tarde, quando estava na agência, fiquei sabendo que não tinha cliente agendado para mim e meu trabalho seria apenas no evento. Fiquei aliviada por não precisar inventar uma mentira, visto que teria meu encontro com o Paulo Henrique naquela noite. Falei com ele ao celular durante o dia: Pediu que eu escolhesse onde jantaríamos. Considerei que o motivo principal do nosso encontro seria a comemoração do grande negócio que ele fechou, então escolhi um lugar descontraído, movimentado e com música.
Por volta das 22 horas encontrei com ele próximo ao local que escolhi, era uma choperia da qual ouvira falar muito sobre seus pratos deliciosos e Chopp maravilhoso. Não era distante, mas raramente sobrava um tempinho para ir. Naquela noite havia música ao vivo onde predominou a mpb e um pouco de rock brazuca dos anos 80 e 90.
Apesar de a fachada parecer uma igreja, foi diversão garantida com comidas e bebidas deliciosas e companhia maravilhosa. Que peninha… o tempo voou, passava bastante da meia noite quando saímos para terminar a noite em sua casa.
Adoro sua cama king size de lençóis branquinhos e de um perfume leve e fresquinho que lembra orquídea. Pelo controle remoto ele ligou o som e a fuck music era gasolina para minha fogueira que já ardia (Barry White - Just The Way You Are). Talvez ele pensasse na ex quando escolheu a música, contudo, ele estava comigo naquele momento e isto é o que importava.
Com seus lábios nos meus o quarentão caminhou comigo, deitou-me em sua cama e começou a me despir. A cada peça de roupa que retirava o local onde a mesma se encontrava era acariciado. Foi assim com meus pés após tirar meus sapatos e a seguir calça jeans. Muitas carícias depois, minhas vestimentas estavam quase todas espalhadas pelo chão do quarto, deixou-me somente de calcinha e sutiã; o mesmo estava erguido exibindo parte dos meus seios. Meus mamilos eriçados denunciaram o quanto eu estava excitada.
Ele ajoelhou sobre a cama acariciando minhas pernas, beijou meus joelhos e foi descendo com sua boca até meus pés os beijando com carinho e sugou sedutoramente meus dedos. Eu vibrava de desejo ansiando por sentir seu corpo sobre o meu, entorpecendo-me com seus beijos e incendiando-me com seu calor. Todo sedutor ele se alojou entre minhas pernas flexionadas deitando seu corpo sobre o meu... Ah! Como não estremecer sentindo seu beijo quente que me fez delirar, não conseguia controlar meu corpo e o alisava com os movimentos de minhas pernas contorcendo-me como se fosse um réptil enquanto deslizava minhas unhas acariciando suas costas nuas. Quis morder seu corpo cujo perfume com um leve aroma de cravo da índia que era quase um alucinógeno.
Seguiram-se os arrepios com sua boca deslizando em meu pescoço a caminho dos meus seios nus, meu sutiã já repousava no chão. Ele fez uma parada saboreando meus bicos inchados de tesão antes de prosseguir até meu ventre. Seus lábios deslizavam em sincronia com suas mãos que puxaram minha calcinha até os meus pés. Dobrou minhas pernas e deixou-me abertinha… Ahh! Quando ele alojou sua boca em meu sexo eu ronronei entre gemidos, aquele homem realmente sabia como enlouquecer esta gatinha.

Manhã de quarta-feira:
Na manhã seguinte acordei cedo e evitei fazer movimentos para não acordar o homem que dormia gostoso. Com um sorriso bobo pensei: “será que ele sonhou comigo?” Fiquei viajando em meus pensamentos e apesar de ter tido o suficiente, lamentei que a noite tivesse chegado ao fim – eu sempre quero mais – Foi muito bom dormir aninhada em seus braços e sentir-me segura e protegida assim como me senti naquela noite.
Depois que despertei do sonho de fadas voltei aos problemas atuais e questionei a mim mesma: e se somente eu soubesse do sumiço do Matheus? Antes que pensasse em uma resposta voltei minha atenção para o meu companheiro de cama que acordou com cara de preguiça e um sorriso maroto. Ganhei um beijo de bom dia e um pedido de que eu ficasse para o café. Durante o desjejum eu contei sobre o perdido do Matheus em Camboriú e minhas tentativas de contato. Eu não queria envolvê-lo em meus problemas, no entanto, não conseguia mais segurar sozinha, precisava dividir isso com alguém experiente e que pudesse me orientar.
A princípio não dei muitos detalhes, se eu percebesse desinteresse por parte dele eu deixaria quieto. Fiquei animada quando ele demonstrou interesse e também achou estranho o homem nem ter ao menos ligado. Ele quis saber se aconteceu algo entre nós ou se notei algo diferente.
Contei com mais detalhes iniciando pelo telefonema que o coroa disse ter recebido de sua casa no final da tarde de sábado e sua ida para lá depois que jantamos com os dois homens de negócios (descrevi os homens e partes da conversa).
Relatei a presença surpresa do Nícolas, minha fugidinha com ele e que o danado me abandonou no casebre.
Ele quis saber quem era Nícolas. Expliquei que não sabia nada da vida dele, contei sobre seu assédio meses atrás no Resort e tudo que rolou entre nós naquele primeiro encontro.
— Não pense que sou uma vadia, é que eu curto muito estes lances proibidos!
Ele sorriu e disse que o proibido é mais gostoso e que eu estava certa, mas afirmou que era estranha a presença do cara. Contei que filmei o gato com meu celular no primeiro encontro (sem que ele desconfiasse) enquanto fingia verificar mensagens. Era somente para recordação.
— Poderá ser útil agora para sabermos mais a respeito! Deduziu ele. Perguntou se eu ainda tinha as imagens.
Entrei em meu e-mail, localizei o vídeo em uma pasta e enviei para o e-mail dele a seu pedido. Ele iria pesquisar.
Manhã de quinta-feira:
Na manhã do dia seguinte fui até sua casa, ele tinha informações e quis me contar pessoalmente. O resultado da pesquisa e o seu diagnóstico fez minhas pernas amolecerem e teria desabado se não estivesse sentada. O Nícolas era policial de elite, BOPE de SC, ele foi afastado das funções e responde a um processo onde é acusado de corrupção.
Para piorar ele estava trabalhando para o advogado da família da mulher do Matheus. Meu coroa e os membros da família da mulher vivem em constante conflito por causa de negócios (segundo as fontes do Paulo Henrique).
Ele estava me assustando com suas informações, disse que se ocorresse do meu coroa morrer, a mulher e filhos seriam os únicos herdeiros.
Meu anfitrião esperava mais informações de uma pessoa que estava sondando o assunto. Minutos depois ele recebeu uma mensagem no Wats… Era um vídeo de um jornal local lá de Blumenau sobre um carro encontrado no Rio Itajai-Açu. O mesmo dizia que na tarde do último domingo um Ford Focus Sedan preto foi içado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Itajaí de uma profundidade de 5 metros. (Aff! Senti um baque, pois era o carro que o Matheus alugou).
O carro só foi descoberto porque policiais rodoviários que passavam pelo local na manhã do mesmo dia perceberam a vegetação amassada formando uma trilha até o rio. Depois de pararem para examinar concluíram que algum veículo saiu da estrada, atravessou a vegetação e mergulhou no rio.
Informações fornecidas pela delegacia onde foi registrada a ocorrência: o carro foi alugado na tarde de sábado em Balneário Camboriú pelo empresário Matheus Weber. Não foi encontrada nenhuma vítima no interior do veículo e o empresário não foi localizado até o momento. A família ainda não se pronunciou publicamente e os mergulhadores da equipe de resgate continuam a busca.
Fui para casa mais nervosa do que antes, no entanto, recusei-me a pensar no pior. O coroa não era do tipo de pessoa que vacilava. Acreditei que ele apareceria em breve e daria alguma explicação. Lembrei que precisava retirar meu dinheiro e minhas joias do guarda volumes da Rodoviária, estava morrendo de curiosidade de saber o que havia na valise do Matheus que também estava dentro do Locker. Talvez dentro dela tivesse alguma pista do que estava acontecendo.
Fiquei com medo de ir retirar, pois o Paulo Henrique disse que se havia alguma conspiração contra o homem, era melhor eu ficar distante de tudo para não correr perigo.
Droga! Eu queria minhas coisas, já que minha ideia era dar um perdido ficando uns dias fora de Campinas. Achei melhor não ir pessoalmente à rodoviária, porém, teria que pedir para alguém de confiança. “A Yasmin, minha escudeira, poderia pegar para mim” pensei. Voltei correndo para casa a tempo de encontrá-la antes que fosse malhar. Eu não diria nada sobre o que estava acontecendo, somente que ela faltasse na academia e quebrasse este galho pra mim.
Adoro esta garota, eu fui para a academia e a meu pedido ela saiu minutos depois levando uma sacola de loja que trouxemos nas últimas comprinhas.
Minha recomendação era que trouxesse tudo que estivesse no Locker, fizesse o pagamento e encerrasse o aluguel. Quanto às perguntas… pedi que deixasse para depois. Ela é doidinha, mas é responsável e sabe guardar segredos.
Havia insistido para que a Yasmin voltasse de táxi direto para casa, apesar da distância curta, e que me avisasse no Wats assim que entrasse no carro. Ela já sabia que estaria carregando coisas de valor.
Eu estava ficando neurótica com o ocorrido e as precauções do Paulo.
Voltei correndo para casa assim que ela enviou a mensagem, cheguei antes na portaria e fiquei aliviada ao vê-la chegando quase junto comigo. Arrastei a amiga até o meu apto, estava muito ansiosa para conferir logo o conteúdo da sacola… Ahaa! Meus bebês! Toda feliz eu beijei meus brincos, depois a beijei nas duas bochechas e agradeci muito.
Ela queria saber se eu estava envolvida em alguma coisa ilegal. Sorri e disse que não, era um rolo do meu tio, mas não tinha nada de ilegal. Depois eu contaria com calma o que estava acontecendo, e que ela poderia ficar tranquila.

Eu não recebia com muita frequência o Matheus em meu apartamento, e quando vinha nunca ficava para dormir. Por ser um empresário que já apareceu na mídia local algumas vezes, corria o risco de ser reconhecido e começarem a especular sobre o que ele fazia no apartamento de uma novinha.
Para a Yasmin e o Geraldo (rapaz da portaria) eu falei que ele era meu tio, quase um tutor, era irmão do meu pai que morava no México e que minha mãe morava lá também; eles tinham se divorciado.
A Yasmin e todos do prédio não sabiam que eu era garota de programa, achei melhor que não soubessem, procurei manter o segredo o máximo possível.
Assim que a amiguinha saiu eu escondi a valise e brincos em um local improvável de alguém achar caso tivesse alguma visita indesejada em meu apto. Depois eu decidiria como abrir esta coisa.
A seguir fui para a agência decidida que seria meu último dia caso não tivesse programa para aquela noite. Eu tinha um registro como promotora de eventos e ganhava por horas trabalhadas, mas o valor não cobria um quinto dos meus gastos. O que pagava o grosso de minhas contas era o que eu ganhava com os programas. Tinha decidido que se meu chefe continuasse a me castigar reduzindo meus clientes, eu pediria as contas da agência, pois não valeria a pena continuar presa a um Booker, iria me virar sozinha. Naquele instante eu estava muito mais preparada do que quando comecei a atividade.
Em minhas preces eu pedia: “Aparece logo Matheus, não sei por quanto tempo continuarei esperando por você!”.
Por coincidência ouvi uma canção vinda do rádio: Sade - By Your Side.
Só então me dei conta do quanto gostava do Matheus.
Link da música com a tradução: http://letras.mus.br/sade/34789/traducao.html

Continua…


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sábado, 17 de outubro de 2015

Hominho por uma Noite

Depois de ser abandonada sem roupas e sem condução naquela manhã de domingo em Camboriú, ainda senti que estava pelada enquanto ia de carona naquele barco, pois a camiseta molhada ficou transparente e o micro shortinho mal cobria minhas partes. Se a princípio os elogios do barqueiro alimentaram minha vaidade, simultaneamente suas cantadas obscenas, olhares gulosos e de pura tara me deixaram receosa.
Felizmente ganhei uma aliada e nova amiguinha, Carina, uma graça de menina e filha do "pirata". Ela se posicionou entre nós com seu jeitinho inocente e amenizou o ímpeto sexual do seu pai controlando a situação.
Eles se dirigiam a um hotel onde pegariam hóspedes e os levariam a um passeio, não haveria tempo de a garota ir comigo até a pousada para eu entregar sua roupa. Disse para ela onde estava hospedada e que iria embora esta tarde, mas deixaria na recepção a roupa que ela me emprestou e mais uns presentinhos que ela poderia pegar quando quisesse. Era um shortinho jeans e uma camiseta que eu adorava, além de umas bijuterias e maquiagem. Por sorte no lugar onde eu desembarquei tinha um ancoradouro e não precisei entrar na água novamente. Agradeci ao homem e fui para a pousada já pensando na mentira que contaria para o Matheus.
Felizmente cheguei antes dele, tomei uma ducha gostosa e fiquei toda gata esperando meu coroa… O dia passou, não sai daquela pousada e ele não apareceu.
Por sua recomendação, eu não telefono para ele quando está em Blumenau, mas já era 5 horas da tarde e meu voo sairia em duas horas. Eu teria que ir embora e não sabia se fechava a conta e o que faria com as roupas e a maleta que ele deixou na pousada.
Foda-se! Eu liguei. Só deu caixa postal nas três tentativas, esperei mais meia hora e novas três tentativas… Caixa postal novamente. Caraca! Não poderia esperar mais, iria para o aeroporto, porém ainda estava na dúvida se levava suas coisas comigo ou deixava na recepção. Lembrei-me do seu comentário sobre o guarda volumes do aeroporto; “E se fosse de chave e a mesma estivesse na maleta e o pessoal da recepção sumisse com ela? Iria ouvir muitão" pensei. Por precaução eu levaria suas coisas, a maleta estava fechada e eu não tinha como verificar seu conteúdo, ele pegaria depois em meu apto.

Fechei a conta e paguei as despesas; claro que iria querer o reembolso depois. Fui pra casa pensando o que poderia ter acontecido para o homem sumir assim. Minhas novas tentativas de telefonema também não deram resultado.
Durante o voo de volta relembrei a manhã anterior (sábado), ainda em Campinas: primeiramente passamos em meu prédio para eu pegar umas roupas, o Matheus ficou esperando no táxi e disse que eu só teria 5 minutos ou perderíamos o voo. Vesti uma roupa mais praiana e peguei outras para levar… “Puta merda! Meus brincos e minha grana (que recebi do Paulo Henrique) ficaram em minha bolsa no táxi”. Eu não queria levar nada de valor para a praia, já que no domingo eu voltaria sozinha e de noitão. Assim que desci com a mochila falei para o coroa que subiria rapidão para guardar os valores no apto, ele bem apressado disse que não haveria mais tempo e que eu poderia deixar minhas coisas no guarda volumes que ele alugou no aeroporto, ele também deixaria sua valise, visto que só a usaria na semana seguinte quando voltasse para Campinas.
O carro já estava em movimento quando falei que eu não queria voltar sozinha do aeroporto para casa carregando valores. Estávamos próximo à rodoviária e a mesma fica a 2 km do meu prédio, deixaria minhas coisas em um guarda volumes e pegaria somente na segunda-feira durante o dia. Ele gostou da ideia e pediu para eu deixar sua valise junto. Recomendou que na volta eu pegasse somente minhas coisas e deixasse a valise lá, ele pegaria depois e pagaria os dias extras.
Cheguei ao meu apto, naquela noite de domingo por volta das 22 horas e pensando sem parar no Matheus. Começava a acreditar em algum acidente com o carro que ele alugou para ir até Blumenau, o homem dirigia como um doido. Aguardaria seu contato um pouco mais, depois veria como poderia contatar alguém para conseguir notícias.
Demorei muito a dormir e acordei tarde no dia seguinte, não era dia de academia, mas não haveria tempo de ir até a rodoviária, já que iria direto para a agência e o caminho era em sentido contrário.
Naquela segunda eu trabalhei no stand bancando a promotora de evento até às 21 horas. Os 120 reais para permanecer horas em pé e sorrindo até sentir cãibras estavam garantidos, e de última hora disseram que havia um programa agendado para mim aquela noite, e um cachê a mais, claro.
No caminho para o motel atendi uma ligação do Paulo Henrique e fiquei toda animada: “Que bom que ele não demorou a ligar” pensei. Enchi-me de esperança de poder agarrar-me ao homem em mais um momento difícil.
Ele me convidou para jantar no dia seguinte, tinha fechado um grande negócio e queria comemorar comigo. Nem cogitei não aceitar e mesmo que tivesse algo na agência eu recusaria inventando um mal estar repentino. Valia tudo só para ficar com o quarentão, falei que a noite seguinte seria toda dele… (e que não precisaria pagar, eu só queria sua companhia) eu teria dito isto, mas pensei rápido, poderia afastar o homem que só queria se divertir, e não uma puta se apaixonando por ele.
Então eu disse que cobraria por uma hora apenas, mas comemoraria com ele a noite toda se quisesse. Ficou combinado nosso encontro.
Cheguei ao motel para o programa daquela noite, rolou um papo descontraído enquanto eu acompanhava o cliente em um scoth 18 anos; ele havia pedido uma garrafa e gelo extra.
O cara contratou e pagou por um sexo básico, porém antes de começarmos a brincadeira sexual ele perguntou se poderia rolar um oral com pedrinha de gelo e balas de menta. Tranquilo “respondi”, o oral faz parte do básico!
Começamos nossas carícias e parti para o tipo de oral que ele disse adorar: passei uma pedra de gelo ao redor do seu membro até perceber que ele estava arrepiado e incomodado com o frio. A seguir eu o engoli todinho aquecendo e punhetando com minha boca. Repeti o ritual algumas vezes e a seguir fiz o inverso chupando uma bala de menta enquanto massageava seu pênis com as duas mãos o aquecendo. Abocanhei seu membro com minha boca ainda ardendo com o sabor da menta forte e transferi para o seu sexo todo o frescor de minha boca.

Aquele joguinho estava me excitando, também queria sentir como seria o frescor de um membro melado de menta em minha xotinha, no entanto, deixaria para outro momento, pois o homem quis conversar novamente.
Sentei na cama vestida somente com minha calcinha e ouvi uma nova proposta… Ele tirou da sua bolsa uma cinta com um pênis falso e quando me pediu para colocar aquilo e penetrá-lo eu disse: nananina não. Estas coisas são combinadas antes; no momento que se marca o programa, pois nem todas as meninas curtem bancar o hominho.
Ele me ofereceu o dobro do que eu estava ganhando para fazer aquele programa:
— Não! Respondi.
Quando ele ofereceu o triplo, pensei: “sempre tem uma primeira vez pra tudo”. Aceitei bancar o hominho e só vesti a coisa depois que ele me pagou.
Foi bem esquisito enrabar aquele homem quase cinquentão, másculo, forte e de quatro mordendo a fronha enquanto eu enfiava o cacete de silicone em sua bunda.

Aqui entre nós, eu curti de montão, principalmente por saber que ele não era gay e que apenas curtia prazeres em outras partes do corpo. Ver aquele grandalhão gemendo igual a uma putinha e rebolando ao mesmo tempo em que eu socava em seu buraco, foi mágico. Bombei por mais de meia hora e também o punhetei nos instantes finais. Quando ele gozou meu tesão era tanto que me fez gozar junto com ele. A seguir deitei a seu lado, cansadinha com minha primeira experiência como hominho. Eu sorri comigo mesma, pois tive o desejo de fazer uma pergunta clichê: “Foi bom pra você?”. Porém deixei quieto.

Continua…
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Beijos queridos amigos, até a próxima!
 

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