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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Prazeres Mexicanos

Quando tocou o meu celular, naquela manhã de sexta-feira, não reconheci o número, posto que não constava de minha agenda; mesmo assim atendi. Eita! Era o meu pai dizendo que já estava em São Paulo (vindo do México) desde a última noite. Convidou-me para conhecer sua residência temporária. Ao perceber a minha hesitação ele insistiu no convite argumentando que precisava conversar comigo pessoalmente. Fiquei indecisa pensando se era prudente este reencontro, ainda por cima teria que manter segredo de sua chegada, pois meu avô e minha mãe jamais poderiam saber que ele estava no Brasil.
Enfim, combinei que iria no dia seguinte. Estava ciente que estava fazendo a escolha errada ao aceitar encontrá-lo, o tempo em que ficamos distantes apenas esfriou um pouco a química que sempre existiu entre nós. Por telefone ele estava mais cavalheiro “mais pai”, aparentemente, tentava reconquistar-me como filha.
Falei em casa que iria até a agência em São Paulo, 
na manhã seguinte, para acertar uns trabalhos. Dormiria na casa da minha mãe caso não desse para voltar no mesmo dia.
Meu pai comentou sobre a casa ter piscina e que eu poderia levar roupa de banho. Lembrei como era prazeroso provocar meu pai vestindo roupas insinuantes que realçavam partes do meu corpo. Também usava essa tática para conseguir regalias.
Decidida a reativar o joguinho escolhi somente biquínis com a calcinha fio-dental – não ao extremo, um pouco maior – queria parecer ousada, todavia, gosto de me sentir confortável e ao mesmo tempo atraente e provocante.
No dia seguinte fui para São Paulo como havia combinado com meu pai. Liguei para ele quando cheguei ao Metrô Barra Funda e nos encontramos na saída onde ficam os bloqueios. Após os abraços fomos para a casa onde, segundo ele, ficaria os próximos noventa dias. Depois retornaria ao México.
Durante o trajeto do Metrô até a casa, tentei fazê-lo perceber que a nossa relação íntima havia ficado lá no passado, e que no momento, eu queria e precisava que ele fosse apenas meu pai. Entretanto, o desejo do meu corpo não estava em sincronia com as minhas palavras. Minutos atrás, quando ele me abraçou defronte aos bloqueios da estação, fui novamente vítima daquele tremor seguido de arrepios que sufoca a garganta, acelera o coração e aquece o sexo causando desejos doentios e deixando o meu ser cheio de desejos imediatos. Queria ser forte o suficiente para controlar estes sentimentos e instintos e não deixar que percebam o quanto me torno submissa em certas situações, arriando as quatro rodas e ficando completamente entregue. Felizmente estávamos em lugar público, do contrário, teria procurado sua boca, esfregado meu corpo no dele e só Deus sabe tudo o que rolaria depois.
Seguimos abraçados até o estacionamento e consegui controlar meus desejos, recordei de suas pisadas na bola comigo e minha mãe, porém, impossível não recordar os vários momentos de prazeres e loucuras. 
O trajeto era curto e chegamos a casa. Gente! Que casa enorme. Zona norte de São Paulo, próximo ao Campo de Marte. Comecei a ficar muito preocupada e perguntei a mim mesma: “em que meu pai estava metido no momento?” Era necessário ter muita grana para bancar aquilo tudo. 
Respondendo a minha pergunta se ele tinha alugado a casa, respondeu que era de um amigo, o mesmo estava passando uma temporada na Europa, cedeu a casa como cortesia por serviços prestados pelo meu pai no passado. “Melhor não perguntar quais foram os serviços” pensei. 
Fiquei observando as sacadas dos quartos com vista para o quintal que mais parecia um parque com churrasqueira e forno de pizza, próximos de uma piscina. Ele disse que também havia um salão de festa e que a casa possui elevador.
Pensei sorrindo “com a grana da venda desta casa, não precisaria trabalhar nunca mais”. 
Fomos para o interior da residência, ainda pensava como será nossa relação de agora em diante. Desviei meu pensamento ao ver uma garota de shortinho e top do biquíni passeando pela sala. Após os cumprimentos, fiquei sabendo que Isabela era mexicana e veio com o pai e sua mãe, o casal trabalha para meu pai.
Apesar de não falarem nada a respeito de terem um caso, percebi pelos olhares e gestos, que ela e meu pai estão juntos. Raramente erro nestas avaliações, e se ainda conheço o homem, ele a trouxe como passa tempo para se divertir nas horas ociosas enquanto ele faz seus negócios e curte o Brasil. 
Em seguida conheci Palmira e Leandro – mãe e pai da novinha. 
Leandro… Grata surpresa. Sabe quando você olha bem no fundo dos olhos de outra pessoa e sente que já viveram algo em outra vida? E agora quer reviver tudo novamente, e de uma forma mais intensa? Pois foi isso que senti quando nossos olhares se cruzaram. Aquele homem de 1,80m de músculos, moreno claro, cabelo escuro, encaracolado e curto. Seu semblante é duro e sério. “Eu quero” pensei quase falando. Todavia, consegui controlar meus instintos de fêmea. Já tenho problemas demais no momento, preciso de soluções e não mais encrencas.

Pouco depois já estava de biquíni e todos da casa estavam na piscina, já sabia que o Leandro não era pai da Isabela, e sim padrasto. O casal além de empregados são amigos do meu pai e também curtiam a piscina enquanto cuidavam do churrasco e dos outros afazeres.
A tarde passou muito rápido, anoitecia e eu perguntei para o meu pai o que ele queria falar comigo, pois eu ia embora, iria dormir na casa de minha mãe em São Caetano e voltaria para Brotas no dia seguinte. 
Ele explicou que não queria só conversar, queria curtir a companhia da filha, que sentiu muito minha falta durante todo este tempo que ficamos distantes. 
Resumindo: Eu também não estava a fim de ir para a casa de minha mãe, aceitei o convite pra dormir na casa do meu pai, amanhã a tarde voltaria pra Brotas. Tive que dar telefonemas mentindo que estava em Alphaville a trabalho e dormiria na casa de uma colega. 
Passava da meia noite quando todos foram dormir. Antes, tive que administrar umas investidas do meu pai, porém escapei fácil do seu assédio, ele ainda está na fase de tentar me reconquistar. 
Estava sozinha em um dos quartos e pensava a respeito de tudo que observei aquele dia. Sobre a novinha: Imagino que ela foi entregue ao meu pai (pela mãe e o padrasto) em troca de benefícios – dinheiro no caso – todavia, ela realmente parece ter uma paixão pelo coroa. Isso me incomoda muito, principalmente porque ela aparenta ser ambiciosa e do tipo que não aceita perder tão fácil. 
Não senti um clima amistoso entre ela e seus pais. Sem querer e sem ser notada, eu assisti uma conversa entre eles três, pelo tom e nível da conversa, parece que ela os odeia. Diante de meu pai ela se faz de bobinha e inocente. Já conheço esta tática de se vestir com pele de cordeirinho, mas saber ser muito sedutora e assim conseguir enlouquecer seu alvo – no caso, meu pai – agindo de modo contraditório (tenho medo, não quero, porém querendo). Garota experta que sabe fazer bem seu joguinho de sedução irresistível. 
Putz! Não conseguia dormir, meu estomago queimava, era o resultado de muitas doses de tequila e limão. Em silêncio, pois não queria incomodar ninguém, desci até a cozinha. Iria procurar algum antiácido ou algo para fazer um chá. Comecei a fazer a busca na cozinha abrindo algumas portas embaixo no balcão... Nada além de panelas, panos e material de limpeza. Abri as portinhas de cima e estiquei-me toda tentando pegar umas caixinhas de chá que estavam na prateleira do alto. Quase morri de susto quando senti uma presença atrás de mim, só consegui virar a cabeça, pois ele estava quase colado em meu corpo. 
— Posso ajudar? Perguntou o Leandro, com carinha de sério. 
— Que susto você me deu! Murmurei. 
Apontei para uma caixinha no armário e expliquei que queria pegar o chá de camomila para curar minha azia. 
Ele 
apenas esticou o braço, estando ainda por detrás de mim, e pegou o chá. Afastou-se um passo, ofereceu-me a caixinha e perguntou se eu queria ajuda com o fogão.
Nossa! Aquele olhar novamente penetrando em minha alma e em meus desejos secretos. Fodam-se os outros problemas, não resistirei a chance de viver momentos tão intensos, esta pode ser a única chance de ficar com este gato. 
— Eu acho que minha azia passou, estou sentindo outra coisa! Respondi o encorajando a descobrir qual era meu sentimento, apostei no poder do meu olhar sedutor. 
Ele era ótimo em avaliar olhares, se livrou do chá e veio pra cima de mim me abraçando e me beijando. Uau! Foi o que imaginei desde o primeiro olhar. Foi alta tensão e choques estimulantes percorreram meu corpo ao sentir sua boca morna e cheia de volúpia. Com seu corpo prensou o meu contra o balcão e o abracei apertando cada vez mais aquele corpo másculo e tentando fundi-lo ao meu.

Ele tirou sua boca da minha e desceu indo direto aos meus seios que ele havia deixado de fora com suas carícias. Fiquei um pouco preocupada, não conheço o movimento da casa. 
— Estou com medo que alguém pegue a gente! Indaguei. 
Ele me tranquilizou dizendo que o pessoal dorme muito e não levantam durante a noite. Ajoelhou no chão e brincou com minha xotinha a apertando com o polegar e indicador, ainda por cima do meu shortinho. Contorci-me toda, estava com medo de aparecer alguém, meu pai, por exemplo, mas quando pensava nisso só aumentava meu desejo de amar aquele homem e ser possuída de todas as maneiras naquela cozinha. Ele beijou-me toda enquanto descia meu short até o meio de minhas pernas, precisei esforçar-me muito para não gemer alto quando tive meu sexo tocado por sua boca e em seguida ser penetrada por sua língua.

Fiquei completamente entregue e alheia ao resto da casa após ele virar-me e deliciar-me com sua língua em meu anelzinho… Deeeus! Remexi igual a um réptil, ou ele me possuía naquele instante ou eu iria espancá-lo. Ele ficou em pé, desceu e tirou sua calça de moletom, eu com os movimentos das pernas fiz meu short ir até os pés e me livrei dele. Posicionei-me de costas com o corpo dobrado e as mãos apoiadas no balcão, o homem ajeitou seu membro em minha fendinha, foram duas esfregadelas e penetrou-me, Ohoo! Agora eu não o deixaria parar nem se meu pai chegasse armado. 
Momentos de magia, prazeres infinitos, foram os minutos seguintes. Quando cheguei ao clímax, o que senti é impossível de narrar… Ahh! Devo ter flutuado por toda a galáxia e retornei molinha e quase desfalecida. Quando senti a pulsação do seu membro e ainda sentindo meus espasmos, preparei-me para o grande final em que seria preenchida pelo seu esperma, no entanto, ele tirou de dentro e gozou fora em minha bunda, continuei com meus movimentos e ele deslizando seu pênis que amolecia, mas não sem antes untar todo o meu bumbum.
Pegamos papel toalha para nos limparmos, já nem lembrava mais da azia, vesti meu short e fui de mansinho para meu quarto, ele veio logo atrás, joguei um beijo pra ele e fui me deitar. Agora iria dormir igual a um recém-nascido. 




Beijos queridos amigos, até a próxima!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Jogando com o Inimigo

Há momentos em que você fica propensa a fazer um pacto com o diabo.
Não sabia como iria me livrar da chantagem do Gil e continuar com o meu amor. Pensei na hipótese do pacto ao perceber, tarde da noite, que havia um SMS em meu celular, era meu pai dizendo que estava chegando a São Paulo. Não iria responder agora, já era quase madrugada. Deitei e tentei dormir.
Rolei na cama a noite toda e o sono não veio. Minha noite só poderia acabar assim, após receber a desagradável visita do Dr. Gil naquele fim de tarde. Levantei quando começou a clarear, não aguentava mais ficar deitada computando o ocorrido e o que viria a seguir. Entorpecida pela noite mal dormida, porém com os pensamentos fluindo a milhão, joguei a toalha sobre os ombros do meu corpo nu e sai do quarto em direção ao banheiro, precisava de uma ducha gostosa. Mais uma vez tomei uma bronca do meu avô, ao cruzar com ele no corredor:
— Enrola essa toalha no corpo menina, você não pode ficar andando pelada pela casa!
Desculpei-me e cobri o corpo com a toalha. Não faço de propósito, é por distração que muitas vezes me flagram fora dos padrões.
No banheiro parei diante do espelho, odiei minhas olheiras de urso panda, resultado de uma noite sem dormir.
Eu não aceitaria a chantagem do Gil, sou apaixonada pelo meu coroa, o curto de montão. Nossa química é algo de perder o fôlego, nos inúmeros momentos que chego ao clímax, sou transportada para outras dimensões, é puro êxtase. Deixa-me contar uma vez em que ele fez um bate e volta de Campinas até aqui em Brotas, só pra passar umas horas comigo:
Estávamos em um restaurante no centro, lugar pequeno, era tardão da noite, só estávamos nós dois em uma mesa em um canto bem discreto. Foi logo no início de nossa relação. Como ele chegou à cidade de surpresa, ele só ficou sabendo que eu estava menstruada ao fazer o convite para irmos ao motel. Achei melhor não ir, apesar de estar no final do ciclo, depois que saíssemos o pessoal poderia pensar que houve algum assassinato naquela suíte, pois meu fluxo é bem intenso. No entanto, poderíamos ter nossa relação na banheira ou Box... Argh! Melhor não, ainda estávamos na fase inicial da relação. A menstruação não impede que eu tenha relação, ao contrário, meus hormônios ficam a milhão e o desejo de ser possuída multiplica.
Voltando ao restaurante: Já havíamos terminado a sobremesa, porém continuávamos com a bebida, muitos beijos e “amassos”. Somente esta atividade não estava satisfazendo, queria mais intensidade, queria aquele homem que tanto prazer me proporciona. O garçom acabara de trazer nosso último pedido de bebidas, deduzi que ele demoraria pra voltar. "Enfim sós" Pensei animada e cheia de loucas intenções. Com somente nós dois naquele espaço, fui pra cima. Massageei o membro do meu amor, abri sua calça e libertei o prisioneiro daquele aperto, agachei e fui com a boca em seu membro:
— Sua doida, a gente está em um lugar público! Alertou ele.
Ai sim meus hormônios, somados a adrenalina, levaram minha libido a mil, acariciei e suguei com entusiasmo seu membro perfumado e quente. Fiquei possuída, sentia um fogo ardendo em mim, uma excitação causada pela circunstância e 
em parte pela bebida. Em minha mente, o lugar era este e o momento era agora.  Estava obcecada pelo desejo de fazer amor com este homem. Agachada no piso, de costas para o homem, desci minha calcinha, tirei discretamente meu OB e sutilmente o enrolei em um guardanapo de papel e o fiz desaparecer em meio a vegetação de um vaso de planta que estava ao lado. Terminei de tirar minha calcinha sob seu olhar incrédulo e protestos. Levantei e sentei em seu colo, de frente pra ele o deixando entre minhas pernas.
— Para Mila, a gente não pode fazer isto aqui! Alertava ele.
Entretanto, sua ereção dizia o oposto. Eu o estimulei a deixar rolar, toda dengosa e ronronando, murmurei que não aguentava mais e o queria agora. Direcionei seu membro em minha fendinha e fui me ajeitando enquanto ele ia cada vez mais pra dentro de mim.
 Você é muito maluca menina!
Enfim ele se rendeu e com as mãos por dentro de minha mini saia e segurando em meu bumbum, puxou-me unindo de vez nossos corpos... ahh! Os tremores foram instantâneos, eram como raios de excitação atravessando meu corpo. O frenesi que senti anunciava o momento mágico e, teria sido magnífico... Não fossem as vozes que se aproximavam me fazendo sair rápido do colo do homem. Acomodei-me em minha cadeira e coloquei a calcinha na bolsa, enquanto ele rapidamente recompunha sua calça. Dois casais chegaram, com roupa de festa, provavelmente saíram de algum casamento onde acabou a bebida e foram terminar a noite no bar. Que droga! Turma de tesouras, cortaram meu barato.
Os caras ainda ficavam dando olhadas disfarçadas para nosso lado, talvez por preconceito em ver uma novinha com um coroa. Ou perceberam que eu estava sem calcinha (haha).
Não aconteceu mais nada aquela noite, já era muito tarde e eu tinha que ir pra casa.
Voltando aos problemas do momento: Não sou santa, dou sim minhas pisadas na bola. Meu coroa, 
com certeza, também apronta das suas, mas se um dia o homem descobrir que eu tenho um caso com seu advogado, nem imagino qual será sua reação e sua ira. Não vou entrar no jogo do doutor, eu adoro situações de risco e quebra de regras, contudo, faço questão de escrever o roteiro e ser a protagonista, não serei coadjuvante no roteiro do chantagista. Não quero perder meu amor, sua presença e seus carinhos fariam muita falta em minha vida.
Estava decidida, iria abrir o jogo com meu namorado e, mesmo que o preço seja o fim da relação, eu sobreviverei.
Viajava nos pensamentos, ainda sentada na cozinha, com o cotovelo na mesa e a mão apoiando o queixo. Mais de meia hora havia passado desde que tomamos o café. Minha avó terminara de lavar e guardar a louça e zoou comigo:
— O que foi menina, pensando na morte da bezerra?
Ainda consegui sorrir com seu modo de falar, ao mesmo tempo em que ouvi meu celular tocar na sala e desfiz meu sorriso, imaginei que já era o doutor ligando pra aterrorizar. Fiquei “emputecida”... Dá um tempo, me deixa pensar um pouco! Queixei-me em pensamento. A contra gosto fui olhar na tela do cell se era ele mesmo, não reconheci o número, não era de minha agenda, mesmo assim atendi... Aff! Era o meu pai dizendo que já estava em São Paulo desde a noite de ontem, convidou-me pra conhecer sua residência. 
No próximo conto: Prazeres Mexicanos eu conto como foi o reencontro com meu pai.


Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Crime e Castigo (A chantagem)

O dr. Gil (advogado do meu coroa) ligou para o meu celular depois que voltei da casa de praia em Camboriú; isso foi no início de noite daquele mesmo dia, domingo, dia de eleição. Fiquei aflita e pensei o pior, tipo algum acidente com meu amor, por exemplo. Felizmente, após perceber minha aflição, ele esclareceu que estava tudo bem com o homem e o telefonema era por outro motivo. Disse que acabara de sair da casa de praia, pois precisou voltar lá no final daquela tarde. “Fodeu geral.” Pensei de imediato. Ele deve ter encontrado as evidências deixadas por mim e o gato loiro. Jamais poderia imaginar que um deles haveria de voltar lá antes da diarista. Tentei parecer tranquila ao perguntar-lhe:
— O que aconteceu, esqueceu alguma coisa na casa? — ele respondeu que esqueceu um equipamento, mas não disse qual era. Queimei meus poucos neurônios pensando a respeito sem chegar a uma conclusão de qual seria esse equipamento; eu só o havia visto com uma maletinha de documentos e uma muda de roupa.
— Você recebeu visita de alguém depois que nós saímos, Kamila?
— Não, só esperei o homem do táxi chegar e fui para o aeroporto 
 respondi. 
— Talvez você tenha estranhado a casa estar tão bagunçada, né? — eu argumentei tentando construir uma justificativa — É que dormi novamente e acordei com o taxista tocando a campainha, tomei uma ducha expressa e sai correndo deixando a bagunça.
— Entendi... É que pensei que alguém tivesse invadido a casa pra usar como motel  ironizou ele.
Putz! Quando dizem “entendi” é indireta na certa. E a frase do Motel foi a confirmação de que ele viu evidências de sexo e resíduos de esperma para tudo quanto é lado da casa.
Antes que eu falasse mais alguma coisa que me incrimina-se, ele disse:
— Era só isso, Mila, quando você voltar aqui eu te mostro uma coisa e você vai entender melhor — e não vamos preocupar o chefe com isso, ele já tem problemas demais, ok?
— Vai me mostrar o que, Gil?
— A gente conversa quando você voltar. Descansa agora, anjo, nosso dia foi bem cansativo. Beijo, tchau!
— Tá legal então. Boa noite, beijos.
"Caraca! Estou ferrada". Pensei depois de desligar. No mínimo ele fotografou com o celular a cena do crime, mas por que ele não quer que meu coroa saiba do ocorrido? Claro, serei chantageada pelo dr. Gil, que merda! Seria mais um filme de terror em minha vida. Sempre fui cuidadosa com os detalhes, porém desta vez vacilei legal e o bicho iria pegar.
“O medo da desgraça é pior que a desgraça.” Já disse um pensador. Aguardaria para ver o que ele teria de evidências e se realmente iria chantagear-me, só então eu agiria em minha defesa.
Nas semanas seguintes eu inventei algumas desculpas e compromissos para evitar o meu retorno a Camboriú. Mas não adiantou muito, pois o Gil apareceu de surpresa em minha casa (em Brotas).

Um dia, durante a semana, quando cheguei em casa ao final da tarde, ele estava sentado no sofá conversando com meu avô. Fiquei sem a mínima ação a princípio e pensei: "O que este FDP está fazendo aqui e o que ele disse para os meus avós?" Tentei manter a calma e ouvir antes de dizer algo comprometedor. Depois de alguns minutos entendi qual era o jogo. Ele havia mentido para meus avós que representava a empresa que me contratou para trabalhar em eventos e feiras. (Leia: “De Festa Infantil a Garota de Programa”). Como eu só fui a dois eventos e não entrei mais em contato e nem retornei as ligações, ele veio saber se eu ainda estava interessada no trabalho, já que ainda tínhamos um contrato. Ele tirou um pen drive da maleta e perguntou se poderia mostrar-me alguns eventos importantes que aconteceriam nos próximos dias, todavia, só poderia mostrar para mim. O safado é bom na arte de mentir e representar, supus que aprenderia um pouco mais se continuasse a conviver com ele. Pedi a permissão do meu avô e levei o dr. até meu quarto.

Imaginei que o conteúdo do pen drive seriam fotos das marcas de amor deixadas por mim e o surfista na casa de praia; não seriam provas concretas, só iriam supor que cometi uma traição. No entanto a coisa era mais grave e muito pior do que eu poderia imaginar. Meu Deus do céu! Todo o meu "Love" com o surfista foi registrado por câmeras instaladas em vários pontos da casa. Mostrava em detalhes e com som, a minha transa (diga-se de passagem: Transa inesquecível) com o surfista dourado. "Tô fodida, o bicho vai pegar grandão." Lastimei-me em pensamento.
Após assistir e excitar-me ao rever parte daqueles momentos que me proporcionaram tanto prazer, perguntei o que ele queria com aquilo tudo.
— Não entendeu ainda Mila? Eu só quero você. 
Fiquei muito puta com o Gil, que canalha.
Apesar de ser bem liberal a relação que eu tinha com o meu coroa, ele provavelmente romperia comigo ao ver estas cenas. Se ao menos fosse em outro lugar e em outro dia, haveria uma chance de continuarmos, mesmo ficando uma ruga na relação. Homens são tão possessivos e raramente perdoam esses deslizes.
Eu me vingaria do doutorzinho em alguma outra oportunidade, de imediato eu deixaria claro que ele até poderia ter sexo comigo, mas que eu não o desejava e agiria mecanicamente tornando aquela relação bem decepcionante.
— Entendi, é sexo o que você quer — vociferei.
Tranquei a porta do meu quarto, o fiz sentar em minha cama e comecei a abrir seu cinto e calça.
— Para, Mila! Aqui e assim não.
— Aproveita, é agora ou nunca, eu provavelmente darei um foda-se a tudo isso e você poderá até postar esta porra de vídeo na internet se quiser.

Terminei de abrir sua braguilha, liberei seu membro e o abocanhei com raiva.  Chupei de maneira selvagem arrancando urros, gemidos e tremores do homem... Merda, acho que é assim que ele gosta, pensei frustrada, pois o canalha relaxou, afagou meus cabelos, me fez engolir seu membro o forçando fundo  em minha garganta. Pouco depois, percebi que encheria minha boca com seu sêmen. Antes que ele ejaculasse, parei com o boquete, levantei, tirei minha calcinha e levantei minha saia deixando minha bunda de fora. A seguir eu apoiei minhas mãos em minha cama e me ofereci pra ele.
— Vem e me fode logo, já disse que talvez você não tenha outra chance.
Ele começou a se recompor, disse que não era assim que me queria. Confessou estar apaixonado e que seu sentimento por mim não era somente sexo.
— Pensa melhor sobre tudo isto, Mila. A gente conversa com mais calma outro dia.
Fiquei indignada, que chantagista canalha e cara de pau. Antes que eu respondesse, minha avó chamou por mim dizendo que o jantar estava pronto. Abri a porta como se nada demais tivesse acontecido naquele quarto. Educadamente o Gil recusou o convite da minha avó para jantar. Argumentou que precisava ir embora, pois tinha outro compromisso.

Acompanhei minha avó, o doutor pegou suas coisas e veio logo atrás. Na sala ele se despediu dizendo que ligaria amanhã para saber minha resposta sobre os próximos trabalhos.
Após ele sair eu ia sentar para jantar, porém me lembrei da minha calcinha jogada sobre a cama. Fui rapidão atrás da minha lingerie.

Que raiva, minha calcinha pretinha havia sumido, o tarado do Gil a roubou. É um FDP mesmo.



Beijos queridos amigos, até a próxima!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Com a Nanda, Relembrando Papai

19 anos... Diferentemente de quando fiz 18 e o dia foi cheio de surpresas  a propósito, que saudades da Larissa, a doida foi para a Turquia  hoje foram apenas telefonemas e SMS dando os parabéns, alguns foram pessoalmente. Recusei convites para ir ao barzinho comemorar, realmente não estava em clima de festa.
No início da noite tive uma surpresa pra lá de agradável, minha amiga Nanda chegou de surpresa em minha casa pouco antes do jantar. Acabara de sair do banho e estava em meu quarto passando creme nas pernas, ouvi a campainha e o instinto alertou-me que a visita era pra mim. Realmente era, um minuto depois a Nanda entrou pela porta do meu quarto com um bolo lindo nas mãos e cantando “Parabéns a você”. Além de emocionada fiquei hiper feliz.
Ao refazer-me da emoção e depois dos cumprimentos, minha avó disse que jantaríamos em meia hora, meus avós saíram com o bolo e fiquei sozinha com a Nanda. Impossível não dar um beijo gostoso e cheio de paixão em minha amiga assim que ficamos a sós. Com esforço procuramos nos controlar, pois minha avó adora chegar de surpresa em meu quarto.
Contei para a amiga que meu pai ligou hoje para dar os parabéns e deixou-me com pensamentos perturbados, ele em breve estaria chegando em São Paulo. Pedi encarecidamente que ela não comentasse isso com ninguém, meus avôs e minha mãe não podem saber de sua vinda. A Nanda já sabe da relação que tive com meu pai e algumas aventuras que tivemos. Ela pediu para eu contar mais um dos casos que tive com ele:
– Na época do acontecido, minha mãe ainda não tinha a loja e passava a maior parte do tempo em casa, no entanto, dois dias por semana e sempre no final do dia, ela ia malhar em uma academia da região. Eu chegava do colégio antes de ela sair, e meu pai somente à noite. A guerrinha entre eu e meu pai estava a todo vapor, ele querendo me comer e eu apenas o enlouquecendo e fugindo na hora H. Cheguei do colégio aquela tarde, nem tinha tirado o uniforme e ouvi o barulho de nossa garagem abrindo, olhei pela fresta da cortina e avistei o carro do meu pai. Fiquei intrigada por ele chegar mais cedo que o de costume. Fiquei desconfiada que ele estivesse me seguindo, pois tenho quase certeza de ter visto seu carro quando eu voltava pra casa.
Apesar de ainda não ter a malícia de agora, já era cheia de ideias, iria fingir que fazia lição deitada no tapete da sala, deixei o caderno aberto e um lápis na mão, meu bumbum ficou virado para a porta de entrada e com certeza ele avistaria minha calcinha assim que entrasse. Coloquei os fones do Ipod para fingir não ouvir sua chegada. Apimentei mais, tirei a calcinha e a escondi no vão do sofá e deitei rapidão momentos antes da porta abrir.
— Oi anjinho, está estudando?
Eu ouvi o safado, mas não movi um fio de cabelo.
Agora tudo era silêncio, o tarado com certeza deveria ter abaixado e olhava, babando, para minhas partes íntimas. De repente tomei um susto ao sentir suas mãos em minha cintura fazendo cócegas. O que ele disse eu não sei escrever, era algo do tipo: “Bruuumm”… rs.
Tentei virar-me, porém, estava presa entre suas pernas com ele sentado em minhas coxas. Virei ligeiramente o tronco e a cabeça demostrando desconforto:
— Chegou cedo hoje, que houve? Ironizei.
— E valeu a pena, como é bom encontrar esta tesãozinha assim de sainha!
— Vê se me respeita que sou sua filha!
O tarado não se importa com nada, deitou sobre meu corpo e falou safadezas em meu ouvido, seu membro em fase final de ereção roçava em minha bunda, sua mão penetrava entre meu corpo e o tapete e acariciava meu seio.
— O papai te adora e é louco por você princesa! Murmurou o pervertido.
Beijou meu cangote sem se importar com minhas recusas, com uma mão tentava virar minha cabeça para beijar minha boca, eu lutava recusando, mas a adrenalina já começava a dominar minhas vontades. Que mal faria um beijo? Por um momento cedi e o beijei, era o nosso primeiro beijo de língua e de verdade. Arrependi-me achando que tinha ido longe demais e abortei o beijo, envergonhada virei o rosto para o tapete.
Percebi que ele abria sua calça e liberava seu membro, logo o senti entre minhas coxas quase em meu rego, minha saia já estava na cintura, minha bunda de fora e o homem me chamando de minha menina safadinha.
— Me larga, me deixa sair, minha mãe está chegando! Choraminguei.
O homem não ouvia mais o que eu dizia, lambia e chupava meu pescoço e roçou seu membro em minha fendinha, um tremor de medo e desejos tomou conta do meu corpo, apesar da raiva que sentia por ele ser tão canalha, eu sonhava quase todas as noites em ser sua mulher, sentir um orgasmo, não com meus dedos, mas com seu pênis dentro de mim...
Parei de resistir e fiquei quietinha e arrepiada ao sentir seus dedos molhados de saliva umedecendo minha xotinha. Julguei que era chegada a hora de acabar com a guerrinha e finalmente ser possuída por meu pai. Ele roçou novamente em minha vagina, tentei relaxar e abri mais minhas pernas ao sentir sua dificuldade em me penetrar… Ahh! Seu membro começou a me invadir e a sensação que senti era a de que rasgava meu sexo. Antes que eu gemesse com tamanha dor, ouvimos o interfone e ele saiu rápido de cima de mim. Após atender, disse que era minha mãe, o controle do portão não estava funcionando e ela o chamou para abrir o portão da garagem. Eu já havia recolhido minhas coisas e corria para meu quarto.
Quase que dou fim a minha vingança, tenho que ser mais forte em sua próxima investida.

Voltando ao presenteLogo depois minha avó chamou a gente para jantar, em seguida fizemos nossa festinha a quatro, com bebidas, muitas fotos e comemos o bolo.
Não foi preciso insistir pra Nanda dormir em minha casa, com alegria percebi que ela já veio com esta intenção, emprestei-lhe uma camisola quando pediu pra tomar um banho antes de dormir. Eu vesti minha camisolinha, deixei apenas o abajur aceso e aguardava ansiosa sua volta. Ela retornou ao quarto caminhando devagar e se adaptando a pouca luminosidade, imaginei ver um anjo quando ela cruzou os raios de luz emitidos pelo abajur, a projeção de sua silhueta através do tecido fino era algo mágico, imediatamente pedi que ela parasse e desse um passo para trás.
Mesmo sem entender a princípio, ela atendeu meu pedido.
— Fica paradinha ai só um pouquinho! Supliquei.
Pequei minha câmera, não iria perder a chance de registrar cena tão linda: o perfil do seu corpo parecendo um desenho de formas perfeitas, a curva do seu quadril formando um S com sua cintura e o seio médio, firme e empinadinho com os mamilos salientes que quase furavam sua camisola.
Ela sorriu encabulada, estava sem graça diante da câmera, porém, atendeu meu pedido e fez algumas poses.
Após a seção de fotos tranquei a porta, peguei em sua mão e a levei pra minha cama.
Diferente de outras vezes, hoje tínhamos tempo, mesmo assim nos livramos rapidamente do restante da roupa que ainda nos cobria e começamos a saciar a vontade de se possuir, sorver cada gota, chegar ao momento mágico do clímax e transformar aquela noite em momentos de magia. Hoje me bastava estar ao seu lado e lhe dizer cada frase maluca que me viesse à cabeça, sentir seu corpo quente que desperta meus desejos, seu aroma e sabores estimulantes que entorpece fazendo-me esquecer de que há um mundo a nossa volta. Sua voz carregada de erotismo, sussurrando em meu ouvido, seu beijo doce, e língua macia, eram como um portal que me transportava a um mundo só de prazeres. Foi difícil conter o gemido ao sentir sua língua e lábios delicados descendo por meu corpo e levando-me ao êxtase ao penetrar em meu sexo. Não sei que hora adormecemos, abraçadas e de rosto colado. Foi maravilhoso acordar pela manhã e sentir que cada segundo vivido com a Nanda durante esta noite, valeu a pena. Foi mais um Feliz Aniversário.


Beijos queridos amigos, até a próxima!
Conto anterior com a Fernanda: Meninos e Meninas
 

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